Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES 1.9-11 (1ª. parte)









terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Verdadeira Adoração

Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Colossenses 3:16.


Descobriremos como vários acontecimentos surgem quando adoramos em espírito e em verdade:
  1. Nós deleitamo-nos em Deus;
  2. Deus deleita se em nós; e
  3. Nós aproximamo-nos de Deus.
As Escrituras nos mostram que Deus pode ministrar a nós como seus adoradores. Um tipo especial de edificação acontece nesses momentos.
O valor eterno da adoração guiará nossos pensamentos sempre que perguntar-nos: “O que é adoração genuína?”
o dia de Sábado, quando muito de nós estamos em nossas igrejas aprendemos sobre seus resultados gloriosos. O testemunho da adoração individual, em casa, ou coletiva, na igreja, tem um impacto maior no perdido do que muitos sermões.

O QUE SIGNIFICA ADORAR A DEUS?

Como já mencionamos, a adoração é uma atitude que brota do coração, que direciona nosso louvor. Pode ser feita na igreja ou em sua casa. O importante é queira glorificar a Deus. Adorar é entrar em sua presença, com nossas vozes, músicas e coração.
A razão principal para Deus chamar-nos para a sua igreja é que, assim, podemos reverenciá-lo como um corpo. Cada um de nós nasceu com um desejo de cultuar nosso Criador. Quando temos essa vontade e ainda não sabemos a quem adorar, às vezes idolatramos vários “objetos criados”, como o sol, a lua, o ouro, etc. Mas aqueles que reconhecem a Deus, e aquilo que fez por nós, voltam-se para ele, com um coração agradecido, respondendo à sua lei, dada ao ser humano.
Deus exigiu do Faraó: “Deixe meu povo ir”. Por quê? “...para prestar-me culto no deserto.” Êxodo 7:16. Depois que o Senhor livrou os judeus, eles estabeleceram festivais nos quais a nação inteira de Israel reunia-se diante dele, pelo menos três vezes ao ano, para celebrar e adorar.
Os israelitas são uma “nação escolhida”, especificamente formada para a adoração e designada para ser um modelo para todas as outras. Mas, em lugar de adorar a Deus, em santa assembléia, eles desviaram-se para servir a outros ídolos. Como julgamento, Deus dispersou-os e fez com que vivessem em escravidão novamente.
Deus também fica descontente quando não cumprimos com nossos compromissos sagrados. Em o Novo Testamento, somos advertidos a nos converter dos nossos pecados e a clamar pelo nome do Senhor. Quando adoramos na Igreja de Cristo, aproximamo-nos do trono de Deus, o Juiz de todos. Ao entrarmos na assembléia festiva dos santos e dos anjos, unimo-nos aos espíritos dos justos aperfeiçoados. Hebreus 12:18-19,23.
A adoração coletiva não é opcional. Ela expressa uma das razões de ser da igreja e reflete, na terra, sua realidade divina. Quando ponderamos sobre seu propósito, recordamos que Deus é merecedor de toda a nossa adoração, e não nós. Apocalipse 4:11; 22:8, 9.
Deus é digno de adoração e está à procura de adoradores, tudo em nosso culto deveria ser feito não para chamar a atenção ou trazer glórias para nós mesmos; pelo contrário, para direcionar nossa atenção a Deus, levando as pessoas a refletir a glória dele.
Freqüentemente, devemos reavaliar os vários elementos em nossos cultos. A pregação a oração pública, a ministração da adoração, as canções especiais, a Ceia do Senhor, até mesmo os anúncios e as ofertas. Todos esses componentes deveriam, na maneira como são conduzidos, trazer glória para Deus. Tudo foi feito para a honra, louvor e glória dele.

A ADORAÇÃO GENUÍNA

Quando adoramos a Deus em Espírito e em verdade, várias coisas acontecem:

  1. Nós Deleitamo-nos em Deus
    Nós deveríamos nos deleitar no fato de que, se Deus é por nós, quem será contra nós? Deleitamo-nos, pois, em Deus, não há fracasso algum e sabemos que ele tomará conta das circunstâncias do presente e do futuro. Temos uma alegria indizível; afinal, o que pode ser mais animador do que saber que a morte não é o fim? Salmos 27:4; 73:25; 84:1, 2, 4,10.
  2. Deus deleita-se em nós
    O que acontece quando adoramos a Deus? Ele alegra-se conosco, como um pai se alegra com aquele filho que sempre escuta suas instruções. Nosso Deus compraz-se em filhos obedientes e cobre-os com as mais ricas bênçãos. Isaías 62:3-5 e Sofonias 3:17.
  3. Nós aproximamo-nos de Deus
    Na antiga aliança, os fiéis somente podiam se aproximar de Deus de um modo limitado, por meio das cerimônias no templo. Não era permitido à maioria das pessoas entrarem no próprio santuário; tinham que permanecer no pátio. Até mesmo o sacerdote só podia ingressar no lugar santo. Ninguém podia penetrar no santo dos santos, exceto o sumo sacerdote, e apenas uma vez ao ano. Hebreus 9:1-7.

    Mas agora, sob a nova aliança, os cristãos têm o maravilhoso privilégio de entrar diretamente no Santo dos Santos, na presença do trono de Deus, quando adoram. Hebreus 10:22. A barreira entre o homem e Deus foi removida; nós podemos chegar bem perto dele!

    Sempre que ficamos na sua presença, em adoração, a única resposta apropriada é: “portanto, já que estamos recebendo um Reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor, pois o nosso Deus é fogo consumidor” Hebreus 12:28-29.

DEUS MINISTRA PARA NÓS

O propósito primário da adoração é glorificar a Deus, mas as escrituras ensinam-nos que, na adoração, algo fantástico acontece conosco: nós mesmos somos edificados.
Paulo disse: “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração” Colossenses 3:16.
Edificação vem do crescimento quanto ao entendimento da Bíblia, e também de ouvir palavras de encorajamento de outrem. Mas, um outro tipo acontece na adoração. Quando adoramos a Deus, ele ministra-nos diretamente, fortalecendo nossa fé, intensificando nosso zelo e consciência da presença permanente dele, revivificando nossa alma.
Durante a adoração genuína, experimentamos, freqüentemente, uma intensificação da obra do Espírito Santo que trabalha diariamente em nós, para nos moldar à semelhança de Cristo, para quando Jesus voltar, estarmos com Ele.
Quando o povo de Israel começou a adorar a Deus, ele lutou por eles contra seus inimigos. Quando os moabitas, os edonitas e os sírios vieram contra Judá, o rei Josafá enviou o coral de levitas, que louvavam a Deus, à frente do seu exército e os seus inimigos foram todos desbaratados. II Crônicas 20:21, 22.
Nos tempos Bíblicos, o Senhor ministrou aos santos, durante os momentos de adoração, e curou todos os tipos de enfermidades, incluindo possessão e opressão demoníaca.
Quando Paulo e Silas foram encarcerados, oraram e cantaram hinos a Deus, à meia noite. Deus ouviu suas orações e louvores e, de repente, eles foram libertos da prisão, juntamente com outros presos. Atos dos Apóstolos 16:25-26.
Independentemente das circunstâncias, Deus está esperando nosso louvor e adoração.

O VALOR ETERNO DA ADORAÇÃO

Uma Criança pequena agarrará mais rapidamente em doce do que uma nota de cem reais, porque sua percepção de valor ainda não é certa. Às vezes, o mesmo é verdadeiro para com os adultos.
“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"Marcos 8:36.
Há uma corrida frenética para se conquistar dinheiro. Eu tenho que conseguir isso. Tenho que conseguir aquilo; não importa o quanto me custe. Nossos valores têm sido distorcidos desde a “queda” da criação, quando nossos primeiros pais não puderam fazer a escolha certa para afirmar nossa vida.
Dar a nós mesmos como sacrifício ao Senhor, em nosso culto, é de valor eterno; então, deveríamos glorificar a Deus, cumprindo a sua boa, santa e agradável vontade.
Paulo disse aos romanos: “... portanto, irmãos, rogo-lhes pela misericórdia de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.Romanos 12:1-2.
Porque a adoração glorifica a Deus e cumpre o propósito para o qual ele criou-nos, é uma atividade de significado eterno e de grande valor. “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus... falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Efésios 5:15 16, 19-21.
Adicionando-se o fato de que a verdadeira adoração implica em cumprir a vontade do Senhor, conclui-se que ela seja o resultado da compreensão da vontade de Deus para nossa vida; sendo assim, deveria ocupar a maior parte de nosso tempo.
Porque ele é eterno e onisciente, o louvor que lhe damos trará contentamento ao seu coração. Judas 25 diz: “Ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém”.

O QUE É A VERDADEIRA ADORAÇÃO

O que significa adorar “em espírito e em verdade”? Refere-se à atividade espiritual que não apenas envolve nosso corpo físico, mas também nosso espírito—os atos principais não vistos.
Maria estava atenta quando disse: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” Lucas 1:46-47.
A menos que nosso espírito esteja adorando a Deus, nós não estaremos adorando ao Senhor verdadeiramente. “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz.” Romanos 8:5-6.
Adorar, genuinamente, é voltar ao plano básico que Deus teve ao criar o homem; o companheirismo com ele. Essa camaradagem começa com a regeneração e continua com a santificação. Quando vemos Deus como ele é, uma atitude de adoração toma conta de nós, e somos movidos a responder à presença dele. Assim como os serafins que, ao verem a glória de Deus, clamaram: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos; a terra inteira está cheio da sua glória!” Isaías 6:3.
Os discípulos testemunharam Jesus caminhando sobre as águas e viram o vento cessar. Desta forma, quando subiu ao barco, começaram a adorá-lo, dizendo; “Verdadeiramente és Filho de Deus!” Mateus 14:33.
Sendo assim, a adoração genuína não provém de uma auto-motivação nossa, ou algo que pode ser encontrado dentro de nós mesmos; é um fruto que brota de nosso coração quando percebemos quem é Deus.
Essa adoração está faltando em sua igreja? Se sim, lembre-se: a oração é uma parte essencial de sua preparação, especialmente para aqueles que a ministram. Nós também precisamos encorajar os cristãos a repararem qualquer relacionamento quebrado. Paulo ordena: “... que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade,” 1 Timóteo 2:8.
A igreja inteira é responsável por cuidar de todos os irmãos, “atentando que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos.” Hebreus 12:15.

RESULTADOS DA ADORAÇÃO


Quando o povo de Deus adora-o, podem ser observados vários resultados;
  1. Deus é Glorificado
    Adorar é glorificar a Deus, reconhecendo sua glória e oferecendo os sacrifícios de louvor que ele requer. Deus deseja ser glorificado pelo seu povo. Só a adoração realiza isso.
  2. Os Adoradores são purificados
    Quando nos chegamos para adorar a Deus, somos imediatamente confrontados com a realidade de que não podemos entrar na presença dele, a menos que tenhamos as mãos limpas e um coração puro, Salmos 24:4.
    Uma igreja em adoração é um templo puro. Essa atitude demanda pureza, um resultado normal de estar na presença de Deus. Sua qualidade é a chave da nossa santidade.
    O auto-exame, normalmente, acontece na ceia do Senhor; mas deveríamos praticá-lo diariamente. Os cristãos primitivos costumavam fazer o desjejum juntos, diariamente, e isso pode ter sido a razão para o poder espiritual deles.
  3. A Igreja é edificada
    Como cristãos, nossa adoração afeta não apenas nossa vida, mas também a da igreja. Quando cumprimos a vontade de Deus, o Senhor acrescenta diariamente a seu povo aqueles que hão de ser salvos. “Edificação” não significa que nos sentimos bem; significa que vivemos melhor. A transformação acontece de glória em glória, 2 Coríntios 3:18.
    Moisés sentiu a mais significativa adoração que qualquer homem poderia experimentar. Ele esteve face a face com Deus! O Senhor permitiu sua glória passar diante de Moisés. Essa “experiência transformadora” afetou-o, tanto física quanto espiritualmente, fazendo com que sua face resplandecesse a glória do Senhor.
  4. O evangelismo acontece
    Alguém disse uma vez: “O testemunho de uma adoração verdadeira, seja individual ou coletiva, causa maior impacto na vida do perdido do que muitos sermões”.
    O próprio Jesus fez da adoração um assunto de evangelismo. Quando falou à mulher, junto ao poço João 4 começou com esse assunto tão importante, Ele desafiou-a a adorar a Deus em espírito e em verdade. Por conseguinte, ela creu, foi redimida e tornou-se uma verdadeira adoradora

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Qual são as características de um verdadeiro amigo?

O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.
Provérbios 17:17

Observemos nas atitudes de Jesus para com seus discípulos, as atitudes de um amigo verdadeiro.


1º UM AMIGO DE VERDADE SE INTERESSA PELOS PROBLEMAS DOS SEUS AMIGOS.

Jesus se interessou pelo problema daqueles dois (v. 17). “Que é isto que vos preocupa?” Ainda hoje ele quer saber quais são as nossas preocupações. Ele vai fundo nos nossos problemas. Ele pergunta quais são os seus problemas? Ele não só se interessa pelos nossos problemas, mas Ele nos ouve.

2º UM AMIGO DE VERDADE É UM OUVINTE PACIENTE.

Jesus foi um ouvinte paciente (Vs. 18 – 24). Ele esteve pronto para ouvir. Ainda hoje ele quer nos ouvir. Ele é paciente conosco e podemos abrir-lhe o nosso coração. Jesus não só nos ouve, mas nos instrui na palavra e nos edifica na comunhão.

3º UM AMIGO DE VERDADE INSTRUI NA PALAVRA.

Jesus os instruiu na palavra e os edificou na comunhão (Vs. 25 – 27; 30). Pela palavra viva e poderosa, o Senhor cura as nossas feridas, remove as dúvidas e aquece o nosso coração. E que momento lindo! Jesus toma o pão, o abençoa, o parte e lhes dá. Agora eles perceberam que o companheiro era o próprio Jesus.


Jesus é o amigo fiel que nos oferece a sua amizade e jamais nos abandona. Ele deu a sua vida por nós e quer que busquemos fazer a sua vontade. Creia nele e entregue-se de todo o coração ao Senhor.

Em meio às dificuldades da vida, quando tudo parecer perdido e sentirmo-nos abandonados por todos, que tenhamos a certeza de que Jesus está conosco na beira do caminho. Ele está vivo para sempre, por isso, nunca nos deixará sós!
3 comentários:

domingo, 15 de janeiro de 2012

A verdade é a raiz do amor



Menciono em primeiro lugar o exemplo de amor de Jesus, não apenas por ser o primeiro e mais evidente ato de amor observado em suas palavras, mas porque, na época em que vivemos, o amor é quase sempre contrastado com a defesa da verdade. Não é o que Jesus demonstra, nem aqui nem em outro lugar. Se alguém dissesse a Jesus: "O amor une; a doutrina divide", penso que Jesus olharia fundo na alma dessa pessoa e diria: "A doutrina verdadeira é a raiz do amor. Portanto, quem se opuser a ela, destruirá a raiz da unidade".Jesus nunca opôs a verdade ao amor. Pelo contrário, afirmou ser ele próprio a personificação e a essência da verdade: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14.6). 


Referindo-se outra vez a si mesmo, disse: "Aquele que fala por si mesmo busca a sua própria glória, mas aquele que busca a glória de quem o enviou, este é verdadeiro; não há nada de falso a seu respeito" (Jo 7.18). Foi esta afirmação abrangente de Jesus: "... para isto vim ao mundo; para testemunhar da verdade...” (Jo 18.37), para explicar por que ele viera ao mundo, que levou Pilatos a perguntar com ceticismo: “Que é a verdade?” (Jo 18.38). Até seus adversários viram quanto Jesus era indiferente às opiniões do povo e quão dedicado era à verdade. “Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja...” (Marcos 12.14). Quando Jesus deixou este mundo e retornou para o Pai, no céu, o espírito que enviou em seu lugar foi chamado “Espírito da verdade”: “Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito” (Jo 15.26).


Portanto, diferentemente de muitos que comprometem a verdade apenas para seguir alguém, Jesus fez o oposto. A descrença de deus ouvintes confirmava a necessidade de uma profunda mudança neles, não na verdade: “Todos os que são da verdade me ouvem” (Jo 18.37); “No entanto, vocês não crêem em mim, porque lhes digo a verdade!” (Jo 8.45). Quando a verdade não produz a reação que queremos – quando ela não “funciona” -, não devemos abandoná-la. Jesus não é pragmático quando se trata de amar as pessoas com a verdade. Nós falamos a verdade, e se ela não for capaz de vencer a opinião do outro, não devemos pensar em mudá-la, e sim orar para que nossos ouvintes sejam despertados e modificados pela verdade: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32). Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).


Quando ora para que seu povo seja santificado na verdade, Jesus revela as raízes do amor. A santificação – ou santidade, conforme Jesus a entende –, implica transformar-se numa nova pessoa. Ele está orando para que nos tornemos pessoas que amam, misericordiosas, pacificadoras e perdoadoras. Tudo isso faz parte da oração: “Santifica-os”, e tudo isso acontece em verdade e pela verdade, jamais separado dela. O esforço de opor o amor à verdade é como pôr a fruta contra a raiz ou o acendedor contra o fogo; ou como construir, sem um alicerce firme, um dormitório no segundo pavimento da casa. A casa inteira desmoronará, levando junto o dormitório, se o alicerce ruir. O amor vive pela verdade, inflama-se por meio da verdade e subsiste por causa da verdade. Foi por isso que o primeiro ato de amor de Jesus, ao nos dar o mandamento de amar, foi corrigir uma falsa interpretação das Escrituras.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Que eu não seja Humilhado



 Deus meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim.  Salmos 25:2 

O rei Davi viveu num mundo cheio de inimigos. Na cultura do seu tempo, humilhar um rei judeu equivalia a humilhar o Deus dele. Daí a sua oração: "Em Ti confio, ó meu Deus. Não deixes que eu seja humilhado, nem que meus inimigos triunfem sobre mim!" (Salmo 25:2).

Nós, cristãos de hoje, vivemos também cercados por todo tipo de inimigos. Dentro de casa e fora de casa. Inimigos às claras e inimigos às escondidas. Armadilhas para nos humilhar não faltam em nossa vida social. E podemos também contar com elas, convivendo com membros de nossas igrejas. Por inveja, por ciúme, ou por simples maldade, pessoas decidem nos perseguir, nos injustiçar, nos prejudicar. Davi sabia disso. Nós sabemos disso.

Jesus sabia do passado, do presente, do futuro. Por isso, quando discípulos se propuseram a segui-lo, o Mestre abriu o jogo. Francamente, Ele disse: "No mundo tereis tribulações". "Antes de odiar vocês, o mundo Me odiou". Portanto, o que o mundo inimigo de Cristo mais planeja é a humilhação dos cristãos sinceros. O objetivo é claro: se conseguir humilhar um bom crente, terá humilhado o Senhor. A solução que Davi encontrou é a nossa solução: "Em Ti confio ó meu Deus". É essencial que levemos a sério o poder do nosso Senhor. Nosso medo da humilhação tem que ser suplantado pela nossa confiança na justiça de Deus. Senhor, "não deixes que eu seja humilhado".

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

ESTÁTUAS DE SAL DENTRO DAS IGREJAS





“E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal”. 
 
Gn. 19.26. 

A experiência da mulher de Ló apresenta-se como uma advertência para todos nós.

Pensando sobre este texto comecei a imaginar o seu significado. Alguns historiadores declaram que, provavelmente, a mulher de Ló morreu e, como tempestades de sal eram comuns naquela época, ela foi coberta de sal.

Dizem que em alguns lugares da orla ocidental do mar Morto existem várias formações de rocha de sal, algumas das quais tem a forma de figuras humanas. Os viajantes que por ali passavam chamavam a uma ou outras delas de “a mulher de Ló”. Mas isso se torna desnecessário tratarmos desse assunto nessa mensagem.

Sem levar em consideração a interpretação histórica, vamos nos importar com o que está escrito no texto quando nos alerta: “Ela olha para trás, e se tornou uma estátua de sal”.

A mulher de Ló não precisava morrer. Foi lhe oferecida uma escolha – obedecer e viver - ou desobedecer e morrer na busca dos prazeres deste mundo.

Deus queria salvar a mulher de Ló. Mandou anjos para avisá-la, escoltá-la e, finalmente, arrancá-la do perigo. Parece que ela não compreendeu totalmente o que ia acontecer com Sodoma, mas ser guiada por anjos naquela situação certamente chamou sua atenção para alguma coisa sobrenatural que iria acontecer ali.

Na verdade, as instruções dadas foram bem explícitas quanto ao que deviam fazer e o que deviam evitar se quisessem salvar as suas vidas. O importante não era somente escapar da cidade; era necessário cumprir fielmente as instruções dadas pelos anjos.

A mulher de Ló personifica a sábia frase: “Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” Mt. 6.21.

Jesus a usou como exemplo para a pessoa que começa no caminho certo, mas olha para trás, porque não está totalmente disposta a desistir de seus velhos caminhos para seguir a Deus em obediência (Lc.17.31.33).

Interessante que mesmo tendo seguido seu marido para fora da cidade, ela estava com o mesmo problema dos israelitas que peregrinaram no deserto e, “no seu coração, voltaram para o Egito” (At.7.39). Da mesma forma que aconteceu aos israelitas, ela também foi destruída.


Então eu gostaria de fazer uma pergunta: quantos de nós vivemos assim, como a mulher de Ló, olhando para trás?

Antes de abordar tal assunto, desejo mostrar a você alguns pontos importantes sobre o sal. Você sabe para que o sal serve ? O sal conserva. O sal mantém o alimento, ou seja, ele serve para evitar a degeneração. Assim, podemos aprender uma lição muito importante para nossa tendência humana e natural de ficar preso no passado, pois podemos estar olhando para trás e, conseqüentemente, estarmos como “Estatuas de Sal”.

A Bíblia nos exorta, a todo tempo, para olharmos para frente. Em Lucas 9.62 diz assim: “E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”.

Desejo, então, chamar a sua atenção para que você permita que seu passado doloroso, suas histórias de fracasso ou suas emoções doentias o tornem uma Estátua de Sal.
Não viva ficando preso por aquilo que aconteceu há anos atrás, por mágoas que nunca se apagaram, lembranças dolorosas que não conseguiu esquecer, memórias amargas que vivem povoando sua mente constantemente. Pode ser aquele perdão que você nunca conseguiu conceder, ou são os pensamentos de vinganças e inveja que estão fazendo seu coração cada vez mais perverso?. Isso não deveria mais estar fazendo parte da sua vida cristã.

Quero que você saiba de uma coisa: Deus deseja nos ensinar a olhar para frente, para o novo, para aquilo que Ele fará em nossas vidas!.

Deus anseia desmanchar as estátuas de sal dentro de nós. Ele quer curar as memórias que nos têm feito olhar para trás.

Deus sabe que existe uma tendência humana de ficarmos presos às experiências vividas no passado, e Ele diz a mim e a você: "Eu tenho algo novo para fazer em sua vida. Não olhe para trás, não viva olhando para o passado!"
Eu conheço pessoas, cujas memórias estão cobertas de sal, conservadas por anos. Como o sal conserva os alimentos, nós temos a capacidade de conservar o sabor dos nossos sofrimentos. Infelizmente nossas igrejas estão cheias de pessoas vivendo presas as coisas do passado.

O sal está conservando tudo aquilo que não agrada aos olhos de Deus. Estão se comportando como verdadeiras Estátuas de Sal, tendo atitudes como a mulher de Ló.
Nós temos a capacidade de conservar as sensações das experiências doloridas. Isto nos faz ficar deprimidos e arrasados, porque permanecemos, lembrando dos nossos fracassos.

Sugiro a você: ore e peça a Deus para ajudá-lo a remover todo o sal que há dentro de você. Não siga o exemplo da mulher de Ló, que não seguiu as advertências dadas por Deus através dos anjos. Olhou para a cidade, pois lá um dia fora o seu lar, lá o seu coração estava preso, porque não conseguiu renunciar as coisas do mundo. E por não saber suportar até o fim, não conseguiu salvar sua vida!.

Os anjos tinham forçado a mulher de Ló a abandonar a cidade, mas não podiam salvá-la contra a sua vontade. Preferiu morrer se transformando em uma Estátua de Sal a deixar Sodoma. Podemos lamentar a sua sorte, mas não seguir o seu exemplo!.

Quando Jesus alertou os seus discípulos dizendo: Lembrai-vos da mulher de Ló esse texto ganha grande relevância, porque nos alerta para que tenhamos o cuidado de não nos tornarmos uma Estátua de Sal.

Jesus não quer que o nosso Cristianismo venha a se tornar somente um monumento de alma incrédula e desobediente e passe para a história como a mulher de Ló passou!. Não se transforme na segunda Estátua de Sal.

Assim, você se tornará uma pessoa que olha para frente e escrever uma nova história.



Texto de  Joaquim de Souza Guimas
Igreja Assembléia de Deus de Madureira - Manaus-Amazonas


Violação da unidade da carne no casamento

O casamento proporciona muitas oportunidades de crescimento espiritual. Porém, em vez de usarem essas oportunidades de uma forma construtiva, os cônjuges geralmente se concentram nos problemas, jogam a culpa um no outro, e querem que a outra pessoa ou as circunstâncias mudem. Em vez de buscar ao Senhor e pedir que Ele opere em sua vida, essas pessoas procuram aconselhamento, contam seus problemas e esperam que o conselheiro faça alguma coisa (mude as circunstâncias ou o outro cônjuge). Muitas vezes, as pessoas querem que o conselheiro faça com que o outro cônjuge entenda seu ponto de vista. Se o aconselhamento não resolve os problemas, as pessoas sentem que já fizeram tudo que podiam, acham que não existe a menor chance de que as coisas mudem, e partem para a separação e o divórcio – tudo isso às custas do bem-estar de seus filhos.
O aconselhamento conjugal assumiu grandes proporções no mundo e na igreja. Mas, à medida que o número de pessoas que procuram aconselhamento conjugal foi crescendo, a taxa de divórcios aumentou. E isso inclui os cristãos professos, que estão se divorciando aproximadamente na mesma proporção que os não-cristãos.
Mas o que a Bíblia diz?
“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5.21).
“As mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor” (Ef 5.22).
“Maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja e por ela se entregou a si mesmo” (Ef 5.25).
Em vez de buscar ao Senhor e pedir que Ele opere em sua vida, muitos casais procuram aconselhamento, contam seus problemas e esperam que o conselheiro faça alguma coisa (mude as circunstâncias ou o outro cônjuge).
Baseados nesses versículos, concluímos que as seguintes atividades de aconselhamento centrado no problema são antibíblicas:
1. Não é bíblico discutir problemas conjugais com outras pessoas ou queixar-se do cônjuge na presença de outros.
Se um marido ama sua esposa como Cristo ama a igreja, não vai expor suas fraquezas e falhas diante dos outros (inclusive dos filhos). Se a esposa honra seu marido, sujeitando-se a ele (como a igreja a Cristo) e amando-o (Tito 2.3-4), não vai expor suas fraquezas e fracassos diante dos outros (inclusive dos filhos). É claro que existem exceções necessárias, como no caso de maus tratos ou abusos sexuais na família, ou de pecados como a pornografia, uso de drogas ilícitas ou embriaguez, que devem ser levados ao conhecimento da liderança da igreja, e, nos casos em que houver violação da lei civil, devem também ser denunciados às autoridades civis.
2. Não é bíblico discutir problemas conjugais com outras pessoas ou queixar-se do cônjuge na sua ausência.
Provérbios 18.17 diz: “O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina”.Muitas vezes, um dos cônjuges tenta fazer com que um conselheiro ou amigo concorde com seu ponto de vista, falando do outro cônjuge na sua ausência. O que apresenta a situação primeiro pode conseguir o apoio do conselheiro ou amigo, mas a verdade às vezes vem à tona mais tarde. Além disso, essa forma de maledicência provoca ainda mais atrito no casamento e acaba sendo o tipo de fofoca que separa as pessoas. Provérbios 17.9 adverte:“O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos”.
3. Não é bíblico discutir problemas conjugais com outras pessoas para fazer com que o outro cônjuge mude.
Se duas pessoas estão em conflito e uma delas acha que a culpa é da outra, elas estão desperdiçando uma ótima chance tentando mudar a outra pessoa ou simplesmente esperando que ela mude. Esse conflito pode ser uma excelente oportunidade de crescimento espiritual. Se nos concentramos demais no outro e naquilo que precisa mudar na vida dele, podemos acabar não enxergando mais nada e desperdiçando uma boa oportunidade. Toda dificuldade que enfrentamos na vida é uma chance que temos de crescer espiritualmente (Romanos 5.1-5; Romanos 8.28-29). Muitas vezes os crentes oram para que Deus mude a outra pessoa, quando eles mesmos precisam se aproximar do Senhor, conhecê-lO melhor e amá-lO mais completamente. Todo crente tem inúmeras oportunidades de se concentrar em seu próprio relacionamento com Cristo, de esperar que Ele opere em sua vida para que haja crescimento espiritual, e de confessar seus próprios pecados, em vez de se preocupar com as falhas e fraquezas dos outros. Quando concentramos nossa atenção nas mudanças que precisam ocorrer na vida de outras pessoas, isso interrompe nossa própria transformação e crescimento espiritual (veja Gênesis 3.12-13).

Desonrando pai e mãe

Quando o aconselhamento centrado no problema procura encontrar a causa dos problemas no modo como a pessoa foi criada, isso geralmente leva o indivíduo a violar o mandamento:“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êxodo 20.12). Mesmo que uma pessoa esteja com problemas, o quinto mandamento tem que ser obedecido. Esse mandamento exige exatamente o que diz – honrar pai e mãe. Para isso, é necessário não desonrar pai e mãe diante de terceiros, principalmente se eles não estão presentes para se defender (Provérbios 18.17).
Os conselheiros que usam abordagens centradas no problema permitem muitas vezes que seus aconselhados desonrem pai e mãe. Freqüentemente, eles até incentivam e participam do processo. Os que seguem a fórmula freudiana desonram seus pais e mães jogando sobre eles a culpa de seus problemas, principalmente sobre as mães. Isso contraria a Bíblia.
Ministros que centram seu aconselhamento em Cristo não precisam falar sobre a mãe e o pai da pessoa que procura ajuda. Eles devem desestimular essa prática de atribuir a culpa aos pais e mudar o foco para a busca de um crescimento espiritual que leve o indivíduo a tornar-se semelhante a Cristo. Afinal de contas, todo crente verdadeiro é nascido de novo e tem um novo Pai, uma nova família e um Espírito Santo que habita dentro dele.

Pondo a culpa no passado

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13, 14).
O apóstolo tinha boas razões para, sob a unção do Espírito Santo, colocar-se como um exemplo a ser seguido. Muitos conselheiros que usam a abordagem centrada no problema enfatizam o passado e se concentram nele, embora isso não seja bíblico. Ficar preso ao passado pode ser um grande empecilho para prosseguir “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.
Além disso, concentrar-se no passado maximiza o que foi feito ao velho homem da carne, que deve ser mortificado, e não “curado” ou consertado. Quando reviramos o passado para tentar encontrar explicações para os problemas do presente, jogamos a culpa em outras pessoas e circunstâncias, e não nas responsabilidades e possibilidades do próprio indivíduo. Além disso, por causa da própria natureza da memória, não se consegue lembrar do passado sem aumentar, enfeitar, omitir ou criar detalhes para preencher as lacunas. Portanto, esse método de ajuda é falho, pois o cérebro tem uma capacidade de memorização limitada e tende a distorcer os fatos.
Muitos conselheiros que usam a abordagem centrada no problema enfatizam o passado e se concentram nele, embora isso não seja bíblico.
Cristo cuidou do passado de cada crente na cruz, ao morrer pelos nossos pecados. Quando os crentes se identificam com a morte e a ressurreição de Cristo, eles são libertos do passado da carne, e também de seu poder. Eles adquirem uma nova vida em Cristo e devem viver de acordo com ela. Toda tentativa de curar as feridas do passado é inútil, porque não se deve tentar curar o que deveria estar morto e enterrado. Isso fortalece a carne e leva a um modo de viver carnal, e não a um andar segundo o Espírito. Ministros cristocêntricos estimulam e ajudam a pessoa a deixar seu passado aos pés da cruz e prosseguir “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

Concentrando a atenção no ego e fortalecendo a carne

“No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.22-24).
“Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24; veja também Marcos 8.34 e Lucas 9.23).
“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20).
Como já dissemos anteriormente, o cliente (i.e., o ego) chega com um problema, e o aconselhamento é direcionado para o ego e seu problema. Desse modo, o aconselhamento centrado no problema é, na verdade, centrado no ego. Os dois estão intrinsecamente ligados. Seria melhor chamar essa atividade antibíblica de “aconselhamento centrado no problema/ego”.

Concentrando-se nos problemas

Mesmo que a causa de um problema pudesse ser corretamente identificada, será que isso traria solução para o problema, ou serviria apenas como justificativa ou desculpa?
Quando uma pessoa vai pedir conselhos a alguém, geralmente é porque existe um problema. Assim, este se torna o ponto central do conselho. A abordagem de aconselhamento centrada no problema gasta muito tempo discutindo os problemas (em geral de forma bastante detalhada) para descobrir sua causa. Entretanto, esse longo processo acaba se transformando num exercício de suposição. Os psicólogos podem tentar encontrar a causa dos problemas no inconsciente e no passado (pais e circunstâncias) ou nas situações que a pessoa está vivendo atualmente e em sua forma errada de pensar. Os conselheiros bíblicos podem tentar encontrar a causa nos ídolos do coração (Jeremias 17.9-10) e/ou identificar pecados relacionados com versículos bíblicos, como a embriaguez (1 Coríntios 6.9-11), por exemplo. Porém, isso nos lembra os três amigos de Jó, que embora apresentassem explicações para seus problemas como se tivessem conhecimento de causa, estavam apenas fazendo conjecturas baseadas em seu próprio conhecimento e entendimento limitado. Eles acabaram acusando Jó injustamente e apresentando uma imagem falsa de Deus. Só Deus conhece o coração e o que precisa ser mudado. Nós só vemos o pecado exterior, e podemos ter que confrontá-lo se necessário. Entretanto, grande parte do aconselhamento centrado no problema baseia-se em suposições acerca do indivíduo. Mas, mesmo que a causa pudesse ser corretamente identificada, será que isso traria solução para o problema, ou serviria apenas como justificativa ou desculpa?

Um exemplo

De acordo com o Psychotherapy Networker, um periódico voltado para profissionais de saúde mental, “80% dos terapeutas particulares fazem terapia de casais” (Vol. 26, No. 6, p. 28). Imagine a seguinte situação:
Um casal está com um problema e procura o terapeuta para se aconselhar. Para que o aconselhamento seja feito, eles precisam dizer qual é o problema. Ele fala, ela fala, e geralmente o terapeuta faz perguntas que esclarecem ainda mais os detalhes do problema. Os dois cônjuges geralmente irritam um ao outro ou discordam do ponto de vista que cada um tem sobre a questão. O terapeuta foi treinado para não tomar partido, mas apenas moderar as interações enquanto os problemas são expostos, tipicamente sem emitir julgamento, embora isso esteja mudando, e hoje em dia já existam conselheiros que tomam partido de um ou outro lado. Quando a terapeuta já ouviu o suficiente, são feitas sugestões e recomendações e, confiantes, os dois cônjuges se comprometem a se esforçar para melhorar a situação. Uma nova consulta é marcada para que o casal diga se houve progressos ou não.
Quer se trate de um casal ou de apenas um indivíduo, o cenário não muda muito. Qualquer que seja o problema, ele é o ponto central de toda a conversa. Como a tarefa do conselheiro é resolver problemas, ele precisa conhecer os detalhes. O conselheiro que adota uma abordagem centrada no problema precisa ouvir toda a explicação da situação, tentar entender o problema baseado numa teoria ou suposição qualquer, e oferecer algum tipo de solução. No caminho até chegar às sugestões e tarefas para casa, se existirem, com certeza os princípios bíblicos descritos neste artigo serão violados: a unidade da carne no casamento, honrar pai e mãe, jogar a culpa no passado, colocar o eu em primeiro lugar e fortalecer a carne.

Olhando para Jesus

No ministério cristocêntrico, não é preciso conhecer os problemas específicos nem saber os detalhes. Também não há necessidade de tentar descobrir a causa dos problemas. Em vez disso, tanto a pessoa que procura ajuda quanto a que presta auxílio devem agir de modo bíblico e espiritual diante da vida. Andar segundo o Espírito é viver conforme o exemplo de vida de Cristo e, portanto, andar em amor.
À medida que o fruto do Espírito se desenvolve em nossa vida, vamos aprendendo a amar como Ele ama, a descansar na Sua paz que excede todo entendimento, e até a sentir Sua alegria.
O amor é sempre o ponto central na vida cristã. O amor deve ser alimentado e incentivado. Deve haver um fluxo constante de amor, que inclui misericórdia e sinceridade. O amor também envolve obediência ao Senhor. Portanto, se existe algum pecado conhecido, o fluxo de amor diminui.
O foco do ministério não deve estar nos problemas. Colocar o foco nos problemas e trazer à tona as coisas desagradáveis que aconteceram com a pessoa é algo que costuma aumentar a intensidade dos problemas. Portanto, deve-se desestimular essa exposição dos detalhes e incentivar a pessoa a buscar ao Senhor e à Sua Palavra.
O quê? Mas como os problemas podem ser resolvidos se não forem descritos nos mínimos detalhes? Em primeiro lugar, Deus já conhece o problema. Ele sabe o que precisa ser mudado em cada uma das pessoas envolvidas. Alguém de fora vai ter apenas uma visão parcial, na melhor das hipóteses.
No ministério cristocêntrico, a ênfase está em Cristo – e Cristo crucificado – e em tudo que isso envolve. Como declarou Paulo: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Coríntios 3.18). À medida que conhecemos Cristo melhor e nos concentramos nEle – em Seu amor, Seu sacrifício, Sua perseverança e paciência, Sua longanimidade, Sua paz, Sua alegria – vamos ficando cada vez mais semelhantes a Ele. Então, à medida que o fruto do Espírito se desenvolve em nossa vida, vamos aprendendo a amar como Ele ama, a descansar na Sua paz que excede todo entendimento, e até a sentir Sua alegria – um tipo de alegria que Lhe permitiu suportar o suplício da cruz.
Na abordagem cristocêntrica, tanto a pessoa que procura ajuda quanto o conselheiro estudam e aplicam a Palavra de Deus. Eles dedicam tempo à Palavra de Deus para que o Espírito Santo tenha oportunidade de trabalhar em ambos.
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4.12-13).
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).
O conselheiro que adota uma abordagem centrada em Cristo entra nesse relacionamento sabendo que deve incentivar e orientar o aconselhado a conhecer melhor o amor de Cristo e a ser transformado na imagem dEle. O aconselhado pode aprender e usar sugestões dadas pelo conselheiro, porém é ele que tem a responsabilidade final de discernir a vontade do Senhor e de fazer o que Ele exige, colocando-se diante do Senhor em oração e pedindo ajuda ao único verdadeiro Conselheiro.
Na abordagem cristocêntrica, tanto a pessoa que procura ajuda quanto o conselheiro estudam e aplicam a Palavra de Deus.
“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana. Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo” (Gálatas 6.1-5).

Conclusão

Um conselheiro cristocêntrico ajuda a pessoa a tirar o foco dos problemas e colocá-lo em Cristo, o mais depressa possível. O conselheiro não precisa conhecer o problema, e muito menos saber de detalhes. Se o cliente não puder falar dos defeitos de seu cônjuge, de seu pai ou de sua mãe, se não puder passar horas falando do passado, se não puder fugir da autonegação, um psicólogo ou conselheiro cristão que adote a abordagem centrada no problema provavelmente não saberá o que fazer e provavelmente ficará perplexo. Mas qualquer conselheiro cristão estaria agindo de maneira antibíblica se encorajasse ou provocasse esse tipo de conversa.
Por outro lado, há muito para se dizer e fazer no ministério cristocêntrico, pois ele ensina e proclama Cristo crucificado e tudo o que a Palavra diz sobre Ele. Entretanto, como tudo converge para Cristo e para o relacionamento do crente com Ele, o conselheiro precisa dizer como João Batista: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). O trabalho é permanente, mas o papel do conselheiro vai se tornando cada vez mais secundário.
O ministério cristocêntrico incentiva a autonegação, o viver para Cristo e o crescer em Cristo. Ninguém pode fazer tanto para mudar a vida de um indivíduo quanto ele mesmo e o Senhor trabalhando juntos. Como recomendou Paulo aos crentes:
“Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida” (Filipenses 2.12-16a).
Não há nada no mundo que se compare nem de longe com o que todo crente verdadeiro tem à sua disposição para ajudá-lo a viver a vida em sua plenitude, crescer até a estatura de Cristo e transmitir vida a outras pessoas. Que cada um de nós tenha a coragem para ministrar o amor de Deus em misericórdia e verdade,