Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Amor de Deus








A maioria dos cristãos sabe o que a Bíblia diz a respeito do grande amor de Deus por Seus filhos. Porém mesmo após anos de um caminhar fiel com Jesus, muitos nunca aprenderam como se apropriar deste grande amor. Lamentavelmente há dedicados servos de Deus que nunca desfrutaram da experiência e dos benefícios gloriosos de se conhecer o amor do Pai. E nada entristece mais o coração de Deus.

Em meus anos de ministério identifiquei três empecilhos maiores para impedir que os cristãos entrem plenamente no amor especial que o Pai tem por nós.


1. Muitos cristãos não acreditam realmente no que Deus diz sobre Si próprio


Veja como Deus se descreve para Moisés: "Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado" (Êxodo 34:6-7).

Eis os traços característicos principais que Deus queria que Moisés conhecesse a respeito dEle: Ele é misericordioso, clemente, longânimo e perdoador. Já aprendemos muito sobre isso. Em verdade, de capa à capa a Bíblia fala de quão amoroso e terno o coração de nosso Pai é para conosco.

Mas quando estamos atolados em provações e tribulações muitas vezes esquecemos do que Deus disse a respeito dEle mesmo. Se apenas pudéssemos lembrar destas verdades a respeito dEle nessas ocasiões, as nossas almas estariam em abençoada segurança. As escrituras repetidas vezes dizem o seguinte do Senhor:

Ele está pronto para perdoar a todo tempo. "Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86:5).

Ele é paciente conosco, cheio de ternura e misericórdia. "Muitas, Senhor, são as tuas misericórdias"(Salmo 119:156). "As suas ternas misericórdias (do Senhor) permeiam todas as suas obras" (145:9). "O Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo" (Tiago 5:11).

Ele é tardio em se zangar e irar. "O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno"(Salmo 103:8). "Benigno e misericordioso é o Senhor, tardio em irar-se e de grande clemência" (145:8). "Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça" (Joel 2:13).


Quando oramos, devemos estar cientes do tipo de imagem de Deus que estamos levando à Sua presença

Para amar a Deus nós precisamos conhecê-Lo. Deus não seria honrado por um amor sem fundamento.

O Senhor quer que nos aproximemos dEle inteiramente convencidos de que nos ama. E quer que saibamos que Ele é tudo que diz ser.

Por esta razão, Satanás irá tentar fazer conosco o que fez com Jó. Ele plantou na mente de Jó uma visão deturpada do Pai. E Jó, num período de grandes dores, acreditou na mentira. Ele acusou o Pai, "Mas agora contas os meus passos; não estás tu vigilante sobre o meu pecado? A minha transgressão está selada num saco, e amontoas as minhas iniquidades" (Jó 14:16-17).

Em outras palavras: "Deus, Tu estás colocando todos os meus pecados num saco e os guardando para me condenar. Estão se acumulando todo dia. E algum dia Tu vais me fazer enfrentá-los". Esta é a imagem que alguns têm de nosso Pai celestial hoje. No fundo temem que Ele esteja aguardando que eles caiam para poder condená-los.

É fácil ver o quanto esta imagem de Deus está deturpada. Em verdade, Deus não estava espionando Jó de modo algum. Pelo contrário, o Senhor estava tão cheio de amor por Seu servo que se gabou de Jó diante de todo o céu e o inferno. Ele disse a Satanás, "Você alguma vez viu um homem como esse, que Me ama tanto? Meu servo Jó é um homem reto, sem dolo".

Amado, insisto em que você se lembre disso toda vez que for à presença de Deus de cabeça baixa. Você pode achar que fracassou com Ele. Mas em verdade Ele tem se gabado de você. Ele diz aos anjos, "Eis o Meu servo. Toda vez que cai ele Me busca. Isso deleita o Meu coração!".


O Pai tem dois tipos de amor: um amor geral por todo pecador e um amor especial para os da Sua família

Deus tem um amor geral pela humanidade que busca atrair toda pessoa para Si próprio. Mas há também no coração de Deus um outro tipo de amor – um amor especial por Seus filhos. O Senhor sempre teve um povo escolhido e especial para Si sobre quem concedeu o Seu grande amor. No Velho Testamento Israel foi o objeto exclusivo desse amor especial:

"Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais" (Deuteronômio 7:6-8).

Deus dirigiu estas palavras especiais a Israel. Hoje, se você foi adotado à família de Deus através de Cristo, você precisa saber o quão especial é para Ele. Você é o receptor do amor especial do Pai por Seus filhos. E aqui estão as Suas palavras a você:

"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia" (I Pedro 2:9-10).

Amado, é importante nunca reverenciar os julgamentos de Deus a respeito do Seu amor. Nos seus momentos de fraqueza e de fracasso, Satanás irá lhe martelar com cada uma das passagens das Escrituras que falam da ira de Deus contra o pecado. E, claro, Deus efetivamente julga o pecado não arrependido. Mas Satanás torce versículos como os seguintes para injetar medo em sua mente:

"Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar" (Habacuque 1:13).

"Quem poderia estar perante o Senhor, este Deus santo?" (I Samuel 6:20).

Cada um destes versos tem um contexto que explica o seu verdadeiro significado. Em cada um Deus se dirigia à uma nação rebelde e hipócrita. Ele dizia a Israel, "Na situação em que vocês se encontram nesse momento não os posso abençoar pois se recusam a Me pedir perdão e misericórdia".

Estes versículos duros não foram dirigidos a filhos que se arrependem e que estão cobertos pelo sangue de Cristo. O nosso Pai se agrada de todo filho que se volta a Ele em arrependimento.


2. Muitas vezes não descansamos no fato de que Deus sabe o que é melhor para nós

Há vezes quando Deus retira coisas de nós. Há também vezes em que oramos por coisas que achamos necessitar mas Deus não nos dá. Em ambos os casos, "o Senhor conhece o caminho dos justos" (Salmo 1:6). E um dia ficará provado tudo ter sido para o nosso benefício e para os propósitos do Seu reino.

A mais verdadeira satisfação da vida está em se cumprir a perfeita vontade de Deus: estar dentro de Sua perfeita vontade, fazendo a Sua obra, vivendo de acordo com Sua direção. Mas a nossa carne está constantemente em guerra conosco, nos dizendo que apenas nós sabemos o que precisamos para estarmos preenchidos e felizes. A verdade é que Deus nunca tirou algo de um de Seus filhos a menos que para um propósito de valor eterno. O melhor de Deus não é algo para se temer; é sempre o que satisfaz mais no fim. O Senhor sabe não só o que é melhor para nós mas também deseja que tenhamos as Suas bênçãos espirituais.

Se verdadeiramente crêssemos nisso, que descanso, paz e alegria teríamos. Não sofreríamos por ter de abrir mão de coisas. Iríamos nos convencer de que "Senhor, se estás tirando isso de mim, deve significar que tens para mim algo capaz de me doar vida. Então, por favor, me dê o poder para dizer, 'O meu Pai sabe o que é melhor para mim'".

Eu pergunto: como foi que Jó finalmente chegou à uma situação de descanso? Foi quando se persuadiu de que Deus sabia o que estava fazendo e que tudo estava sob o Seu divino controle. Jó declara de maneira notável, "Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro" (Jó 23:10).

Nesse momento você pode estar imaginando, "Será que Deus irá me isolar se eu fracassar enquanto estou aguardando o Seu melhor? Sei que não sou perfeito. Será que isso quer dizer que deixarei de ter o melhor dEle para mim? O que acontecerá se eu fizer algo errado? Todas as promessas de Deus então irão deixar de se aplicar a mim? Eu terei de concordar com algo menor do que o melhor dEle?"

Não, nunca! Quero lhe dar uma maravilhosa ilustração de que os eternos propósitos de Deus não serão frustrados por sua fraqueza ou fracasso. Se o seu coração é correto diante de Deus – se você se mantém retornando para Ele e O buscando – nada jamais poderá mudar os planos dEle para você.


Veja o tratamento misericordioso de Deus com Efraim, que havia envergonhado o Senhor

"Sou pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito" (Jeremias 31:9). Efraim era a maior tribo de Israel e o grupo mais próximo do coração de Deus. O Senhor tinha um plano eterno para esta abençoada tribo mas Efraim se mantinha em apostasia e O fazendo sofrer. Tais pessoas pecaram contra a luz e a graça mais do que quaisquer outras em Israel.

Então o Senhor abandonou Efraim? Exatamente o oposto: Deus disse que Efraim deveria ser um povo livre e resgatado. Viveriam em meio à gordura, indicando as maiores bênçãos de Deus. O que foi que Deus viu em Efraim? Eles tinham um coração arrependido – significando humilhação para o pecado e um querer de retornar para o Senhor. A despeito de todas as falhas deles, esse traço os valorizava junto ao coração de Deus. Toda vez que uma palavra profética vinha eles respondiam. E quando eram repreendidos eles choravam pelo pecado.

No ápice de sua apostasia Deus disse: "'Não é Efraim o meu filho querido? O filho em quem tenho prazer? Cada vez que eu falo sobre Efraim, mais intensamente me lembro dele. Por isso, com ansiedade o tenho em meu coração; tenho por ele grande compaixão', declara o Senhor" (Jeremias 31:20).

Deus estava dizendo, "Apesar das fraquezas e falhas de Efraim, Eu vejo um espírito de arrependimento. E não removerei o Meu terno amor. O Meu propósito eterno para Efraim prosseguirá como planejei".

Igualmente, amado, Deus vai cumprir todos os propósitos que tem para você, não importa quão séria seja a sua luta. Ele traçou o seu futuro tendo o melhor dEle em mente para você.


Não podemos julgar o propósito eterno de Deus para nós pelo que possamos estar sentindo ou pensando

Às vezes todos nós podemos ficar concentrados demais em nossas falhas ou fraquezas para podermos julgar corretamente. Deus está nos dizendo, "Confie em Minha palavra no que ela diz quanto à Minha natureza – que sou um Pai terno e amoroso que investiu muito em você, e que não estou disposto a deixá-lo. Você é o filho em quem me deleito, e vou livrá-lo no Meu tempo".

Não é de se admirar que Davi tenha escrito, "Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!" (Salmo 139:17). Igualmente, Jeremias diz, "Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais" (Jeremias 29:11)

Deus tem uma mensagem específica para nós aqui. Ele está dizendo, "Não estou inclinado a pensar em maldade, condenação ou punição para você. A Minha natureza é de bons pensamentos, pois estou em ação planejando a tua vida. Aquiete-se e veja o Meu livramento se revelando. Encharque-se no Meu amor por ti".

Simplificando, temos duas opções. Primeiro, podemos crer no que Deus diz a respeito de Si – que nos ama e nos conduzirá em meio às provações; que está em ação abrindo e fechando todas as portas para nós; que quando falhamos Ele não fica bravo conosco mas nos corrigirá em Seu terno amor. Ou, segundo, podemos crer na terrível alternativa: que Deus permitiu sermos enganados pelo Diabo e nos deixou na mão.

Pode-se pensar, "Não estou vendo muita evidência de que Deus esteja fazendo algo para mudar a minha terrível situação. A dor parece não ter fim. Esperei e esperei. Até quando vai durar?".

Vai durar o tempo necessário para que um Deus santo e onipotente junte todas as peças de Seu plano para você. Ele tem tantos pensamentos sobre você e o seu futuro, que não se conseguiria nem mesmo contá-los. A Sua palavra diz que os pensamentos dEle sobre você são mais numerosos que os grãos de areia no mar.

Veja o exemplo de confiança de Davi apesar das circunstâncias. Deus deu a ele a promessa de que lhe edificaria uma casa segura, um reino eterno que seria estabelecido para sempre. E em meio à todas as provações de Davi, pecados e desgraças, o propósito de Deus não foi impedido. Mesmo quando a vergonha se acumulou sobre Davi por sua própria família e filhos, ele se manteve na promessa amorosa do Senhor e não a deixou.

Finalmente, quando Davi estava velho e grisalho e não havia aparência de que a promessa seria cumprida, ele fez esta declaração: "Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo (Ele) estabeleceu comigo um concerto eterno, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar" (2 Samuel 23:5). Ele estava dizendo, "Eu ainda não vi isso sendo cumprido. Mas permaneço na palavra de Deus para mim. Ele certamente a cumprirá".

Davi descansou sabendo que Deus sabia o que era melhor e iria cumprir a palavra. "Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança" (Atos 2:25-26).


3. Às vezes achamos ser bom demais para ser verdade que possamos servir o Senhor todos os nossos dias com alegria e não temer

O desejo de Deus para nós é que estejamos convencidos de Seu terno amor, e tão persuadidos de que Ele está agindo levando-nos ao Seu melhor, que então temos alegria e júbilo contínuos em nosso caminhar com Ele. E mais, Ele quer que a nossa confiança em Seu amor se torne testemunho de alegria e esperança.

"Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico" (Salmo 100:2). "E conduziu com alegria o seu povo e, com jubiloso canto, os seus escolhidos" (105:43). "Alegrai-vos no Senhor e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração" (32:11). "Os justos, porém, se regozijam, exultam na presença de Deus e folgam de alegria" (68:3).

Pode-se perguntar, "Posso esperar manter júbilo e alegria em meu trabalho para o Senhor?". Muitos cristãos acham que a alegria dura só quando períodos de frescor chegam, ou enquanto as coisas vão bem na vida. Não é assim, segundo Isaías.

"Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo" (Isaías 65:18). Amado, nós somos a "Jerusalém do alto", vivendo para Ele com espírito de alegria e júbilo. E o nosso Pai amoroso nos deu um alicerce de rocha sólida para todas as nossas alegrias e júbilos: "Tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16:33).

Prometo lhe: ao confiar no Pai, crendo na palavra de Deus a respeito de Si mesmo, você verá a alegria dEle despejada a partir da sua vida. Confie na palavra do Senhor para você hoje. Amém!


David Wilkerson

sábado, 17 de agosto de 2013

O Rebanho de Deus

Poucos animais são tão indefesos como as ovelhas. Com muito pouca defesa contra inimigos naturais, pouco senso de direção e nenhuma capacidade para encontrar seu próprio alimento, elas são muito dependentes do homem para prover suas necessidades. No tempo em que não havia cercas, os proprietários de ovelhas tinham que ficar com elas no deserto, algumas vezes durante meses de uma só vez.


O pastor tinha que providenciar para as ovelhas tudo que elas não podiam providenciar para si mesmas. Ele procurava pastos verdes onde pudessem encontrar comida (1 Crônicas 4:39-40) e as conduzia gentilmente para lá, sempre cuidadoso com as que estavam com filhotes (Isaías 40:11). Ele as protegia até com sua própria vida. O jovem Davi relatou a Saúl como tinha arrancado um cordeiro da boca de um leão e tinha matado tanto leões como ursos (1 Samuel 17).
  
Dando tanto de si mesmos ao cuidado das ovelhas e estando tão freqüentemente sem companhia humana, o pastor desenvolvia uma íntima amizade com as ovelhas. Ele dava um nome a cada uma; as ovelhas conheciam sua voz e vinham quando ele as chamava (João 10:3-4). Ele as contava todas as noites para ter certeza de que estavam todas a salvo no aprisco (Jeremias 33:13). Se ao menos uma estivesse faltando, ele esquadrinhava o campo para encontrá-la (Lucas 15:4).

O desamparo das ovelhas, sua total dependência do pastor e do amor dele por elas tornavam esta relação uma das mais finas e a figura da relação de Deus com seu povo mais freqüentemente usada. Somos tão parecidos com ovelhas, que bênção é ter um Deus amoroso, que tudo conhece, todo poderoso e todo sábio como nosso pastor! Davi, o pastor, expressou isso tão lindamente naquelas palavras familiares: "O SENHOR é meu pastor; nada me faltará" (Salmo 23). Davi, contudo, não podia conhecer a absoluta perfeição do Divino Pastor como podemos, depois de tê-lo visto na cruz, entregando sua vida pelas ovelhas.
  
Proprietários de ovelhas algumas vezes tinham problemas quando o número delas ficava tão grande que já não podiam mais atendê-las pessoalmente. Afortunado, na verdade, era qualquer homem como Jessé, que tivesse um filho como Davi, que pudesse amar e cuidar das ovelhas como se fossem dele. Freqüentemente, as ovelhas tinham que ser divididas em rebanhos e deixadas sob os cuidados de empregados. Jesus explicou: "O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa" (João 10:12). Jesus estava realmente descrevendo os sacerdotes e mestres de Seu tempo que, como pastores de Israel, tinham mostrado uma total despreocupação com as ovelhas na sua perseguição egoísta de riqueza pessoal e glória.
  
Hoje em dia, cada congregação local é um rebanho de ovelhas de Deus. Os presbíteros são aqueles que estão encarregados: "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pedro 5:2-3)
  
É freqüente demais o quadro que temos de presbíteros "dois ou três homens de pé num canto tomando decisões pela igreja" ou sentados em volta de uma mesa entrevistando um candidato a pregador ou trabalhando num orçamento. Muitas das nossas orações pedem que eles presidam bem (1 Timóteo 5:17), mas isto não é sua função maior. Os pastores tomam certas decisões e supervisionam o rebanho, mas a maior parte do seu tempo é gasto com as ovelhas, provendo suas necessidades e cuidando delas individualmente.

O "Supremo Pastor" tem todo direito a esperar que os pastores das igrejas locais reflitam Seu próprio amor e cuidado pelas ovelhas. Eles, também, precisam defender o rebanho (Tito 1:9-11); eles precisam alimentar as ovelhas labutando "na palavra e no ensino"(1 Timóteo 5:17); e precisam conduzir sendo exemplos para o rebanho (1 Pedro 5:3). Para cumprir tudo isto, eles precisam conhecer o rebanho, fazendo um esforço para conhecer cada ovelha pelo nome e ser conhecido por elas. Eles precisam contar o rebanho, não por orgulho, mas para saber exatamente quantas ovelhas estão sob sua responsabilidade. Se uma estiver faltando (não apenas à assembléia, mas à fidelidade diária), eles precisam estar prontos a ir e encontrá-la para que possam admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, e ser longânimes para com todos (1 Tessalonicenses 5:14). Eles deverão estar dispostos a sacrificar até suas vidas.

Os pastores de um rebanho local têm que dar conta de cada ovelha (Hebreus 13:17). Considere o julgamento de Deus sobre os pastores de Israel: "Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! ... Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. ... as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque" (Ezequiel 34:2-6).
  
Considerando a temerosa inevitabilidade de tal relato, quem aspiraria ao episcopado? A resposta: somente aqueles que amam as ovelhas tão sinceramente que não podem suportar vê-las sem pastores. Estes são os únicos homens a quem Deus daria tal trabalho, e para eles é a promessa: "Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória" (1 Pedro 5:4)

Autor: Sewell Hall 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Prova da Crucificação Romana - Arqueologia.


A primeira evidência física de crucificação da antiguidade



A arqueologia frequentemente confirma relatos bíblicos, e o relato histórico da crucificação romana é mais uma dessas confirmações.
Na história da crucificação, a morte de Jesus de Nazaré se destaca de longe  como o exemplo mais conhecido, de um método de execução que teve seu auge na antiguidade, mas não havia vestígios conhecidos físicos de uma crucificação. 
Então, em 1968,  arqueólogos escavaram um túmulo de Jerusalém, que continha os ossos de um homem crucificado chamado Yehohanan. A descoberta demonstrou a realidade brutal do método de crucificação romana.

A prática da crucificação na antiguidade foi trazido à vida como nunca antes, quando os ossos do calcanhar de um jovem chamado Yehohanan foram encontradas em uma tumba de Jerusalém, perfurado por um prego de ferro. A descoberta trouxe uma luz sobre os métodos de crucificação romana e começou a reescrever a história da crucificação na antiguidade. Foto: © Erich Lessing
Os romanos não eram as únicas pessoas que utilizavam a prática de crucificação na antiguidade. A história da crucificação se estende tanto para trás como os assírios, fenícios e persas do primeiro milênio aC, bem como alguns gregos em todo o mundo helenizado. Mesmo assim, os relatos mais detalhados são de métodos de crucificação romana.
Inicialmente, a prática serviu apenas como um castigo e humilhação, geralmente por escravos, e não necessariamente resultaria em morte. Como o método de crucificação romana evoluiu, no entanto, tornou-se um meio para executar prisioneiros estrangeiros, rebeldes e fugitivos. Durante os tempos de guerra ou rebelião, crucificações poderiam ser em números de centenas ou milhares.
O condenado, por vezes,poderia ficar em agonia por dias antes de morrer.
Apesar da longa história da crucificação na antiguidade, a descoberta dos ossos de Yehohanan  ofereceram aos cientistas a primeira oportunidade de estudar de perto o processo de crucificação e métodos de crucificação romana. 
Os ossos foram encontrados em um ossário, ou caixa de ossos, inscrito com o nome do Yehohanan ("filho de Yehohanan Hagakol"). Esse ossário, juntamente com vários outros, havia sido colocado em um complexo de tumbas compostos por duas câmaras e 12 nichos funerários. 

ossuário de Yehohanan

Durante o período romano (século I DC ) judeus que podiam pagar este tipo de enterro colocavam os corpos de seus entes queridos em bancos de pedra. Um ano mais tarde, os ossos eram recolhidos em um ossuário e colocado no túmulo com os de outros membros da família.
Exame dos ossos  deYehohanan mostraram um dos muitos métodos de crucificação romana. Ambos os pés foram pregados na cruz com uma placa de madeira, enquanto as pernas dobradas para o lado, enquanto os braços foram pregados na altura dos pulsos.
Ambas as pernas foram seriamente fraturada, provavelmente a partir de um golpe esmagador destinado a  trazer uma morte mais rápida. Yehohanan era provavelmente um dissidente político contra a opressão romana.  Seus ossos têm ajudado a preencher lacunas na história da crucificação.
Veja um documentário muito interessante que passou no History, com estudos e simulações sobre a Crucificação, e toda a crueldade e dor que ela significava, classificada pelos cientistas como uma dor inimaginável, dilacerante, em que o individuo pode demorar a perder os sentidos, sofrendo uma dor duradoura.
Vídeos do documentário:

Biblical Arqueology
Vassilios Tzaferis, “Jewish Tombs at and near Giv'at ha-Mivtar, Jerusalem,” Israel Exploration Journal 20/1, 2 (1970), pp. 18–32; Nico Haas, “Anthropological Observations on the Skeletal Remains from Giv'at ha-Mivtar,” Israel Exploration Journal 20/1, 2 (1970), pp. 38–59; and Joseph Naveh, “The Ossuary Inscriptions from Giv'at ha-Mivtar,” Israel Exploration Journal 20/1, 2 (1970), pp. 33–37. See also, for a different hypothesis as to the position of Yehohanan on the cross, Yigael Yadin, “Epigraphy and Crucifixion,” Israel Exploration Journal 23 (1973), pp. 18–22. On the history of crucifixion, see Pierre Barbet, A Doctor at Calvary (Image Books, 1963).

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dez Mandamentos do Discernimento

Como devemos pôr esse discernimento em prática? Como podemos nos tornar mais amadurecidos e competentes no discernimento da vida cristã e das coisas espirituais?. Os “dez mandamentos” a seguir, não são tudo que se pode dizer sobre o assunto, mas são de especial importância.


1) Aprenda a exercer o discernimento à medida que cresce como cristão na fé, amor e santidade. Ainda que seja óbvio, isso deve ser enfatizado e colocado em primeiro lugar na nossa lista. A vida cristã não é um jogo intelectual no qual o objetivo é provar que estamos certos e derrubar os que estão errados. Discernir o ortodoxo do herético é apenas um aspecto da vida cristã, ainda que seja importante. Além disso, o discernimento doutrinário tem de envolver a oração, comunhão com outros cristãos, serviço aos cristãos e aos perdidos, e estudo da doutrina. Devo ressaltar que estou pregando aqui mais para mim mesmo do que para qualquer outro!

Ainda que o crescimento seja vital, não há um padrão mínimo de conquista espiritual que deva ser alcançado antes que se possa exercer o discernimento. Pelo contrário, o exercício do discernimento é uma função na qual todos devem crescer no decorrer de suas vidas como cristãos.

2) Desenvolva seu conhecimento das Escrituras. Em condições normais, quanto mais uma pessoa conhece as Escrituras, mais ela terá a capacidade de discernir a verdade do erro. Nem todo cristão pode ser um perito, mas todos os cristãos devem estudar a Bíblia em profundidade e desenvolver um excelente conhecimento de seus ensinamentos.

Há várias maneiras de se estudar a Bíblia e todas elas são importantes. Leia a Bíblia diretamente: leia livros inteiros da Bíblia e leia a Bíblia por inteiro. Memorize passagens bíblicas. Estude a bíblica topicamente, procurando o que as Escrituras ensinam sobre determinados assuntos (At. 17:11). Use comentários, dicionários e atlas bíblicos, obras teológicas, etc. – mas não se esqueça que a escolha desse material também vai requerer discernimento. Estude a Bíblia individualmente e em grupos. Procure mestres competentes e aprenda deles o quanto possível. Utilize todos os recursos possíveis para aumentar seu conhecimento bíblico.

3) Aprenda a pensar de uma maneira lógica e racional. Pensar logicamente significa pensar de tal maneira que não se tira conclusões falsas a partir de premissas verdadeiras. O propósito do estudo da lógica é aprender a pensar claramente e corretamente. Do contrário, ainda que se tenha conhecimento dos fatos, é possível tirar conclusões falsas, se esse fatos forem interpretados de maneira errônea.

Infelizmente, às vezes o pensamento lógico pode ser aplicado sem sensibilidade. Não me refiro ao comportamento rude (o que também pode acontecer), mas ao uso do processo lógico de uma forma que, ainda que se chegue a conclusões aparentemente lógicas, isso é feito sem um reconhecimento das complexidades e nuances de uma determinada situação. O resultado é que muitas vezes os erros de uma determinada pessoa ou grupo religioso são exagerados ou até mesmo erroneamente identificados. O raciocínio sem sensibilidade, no fim, acaba sendo ilógico, porque as conclusões são tiradas sem que antes se considerem todos os fatores – o que é uma falácia lógica de generalização indutiva apressada. Ou, talvez, se chegue a conclusões sobre as crenças de um determinado indivíduo sem que se leve em conta a maneira peculiar na qual essa pessoa emprega sua terminologia. Esse tipo de falácia lógica, onde conclusões são derivadas de premissas que usam a mesma palavra, mas em sentidos diferentes, é chamada de equivocação.

Hoje em dia, o raciocínio impreciso é um grande problema no campo do discernimento doutrinário. Todos nós devemos refinar e aprimorar nossa capacidade de raciocínio o máximo possível, para que possamos exercer discernimento em assuntos doutrinários.

4) Ao estudar a doutrina, procure entender as diferentes perspectivas das diversas tradições que existem dentro da ortodoxia cristã. À medida que nos familiarizamos com os aspectos básicos da fé, devemos nos familiarizar mais com as diferentes tradições cristãs. Procure aprender as diversas perspectivas dentro do cristianismo ortodoxo sobre questões como o batismo, o milênio, dons espirituais, predestinação, etc. O entendimento dos pontos de vista diferentes dos cristãos sobre tais assuntos doutrinários não só proporcionará uma maior compreensão sobre a diferença entre os aspectos essenciais e não essenciais da fé, como também possibilitará que se tome uma posição mais bíblica e madura com respeito aos mesmos.

5) Aprenda tanto quanto for possível toda e qualquer informação relevante sobre um grupo religioso ou ensinamento questionável antes de pronunciar qualquer julgamento sobre eles. As Escrituras dizem: “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Pv. 18:13). Pronunciar julgamentos de heresia sobre crenças alheias, com base em informações insuficientes, é pecado.

Há uma variedade de estratégias que podem ser empregadas para se adquirir informações sobre um grupo. Podem-se averiguar as afiliações religiosas do grupo – a denominação ou religião à qual pertence – apesar de que em alguns casos as organizações podem negar a afiliação de seus grupos controvertidos. Pode-se investigar a história do grupo e seus líderes. Podem-se consultar referências, dicionários ou enciclopédias que listam grupos religiosos e organizações, com as respectivas descrições de suas crenças. Na maioria dos casos (exceto quando se trata de grupos muito novos ou muito pequenos), esses procedimentos facilitarão a obtenção de informações adequadas.

6) Baseie seu entendimento de uma determinada doutrina questionável naquilo que aqueles que a defendem dizem sobre ela, mas não presuma que o uso de termos ortodoxos garante a ortodoxia das crenças. Da mesma maneira que não gostaríamos que alguém nos rotulasse como hereges e dissessem todo mal contra nós (Mt. 5:11) com base no que outros dizem de nós, também não devemos criticar os pontos de vista de outras pessoas sem nos certificarmos de que os ouvimos deles mesmos (Mt. 7:12). Isso não significa que todo cristão deve pessoalmente estudar a literatura produzida por um determinado grupo herético antes que possa determinar que ele é realmente herético. Significa que uma crítica de um grupo supostamente herético não deve ser considerada adequada a não ser que seja baseada em citações corretas dos líderes do grupo.

Nos casos em que ainda não há uma análise ou avaliação cristã adequada das doutrinas de um determinado grupo, é ainda mais importante se obter informações a partir de fontes primárias. Muitas vezes pode-se simplesmente solicitar uma declaração doutrinária. Entretanto, deve-se ter em mente duas observações: primeiro, há grupos que são ortodoxos e ainda assim não tem uma declaração doutrinária oficial. Segundo, os grupos heréticos normalmente procuram fazer com que suas declarações doutrinárias tenham ao máximo a aparência de ortodoxas, para que possam driblar críticas. Outras publicações, nestes casos, podem ser mais úteis para que se conhecer as verdadeiras crenças de um grupo.

Na verdade, é uma característica de grupos não ortodoxos e aberrantes não serem transparentes e honestos com relação à verdadeira natureza de suas crenças. Freqüentemente, eles usarão linguagem bíblica e até soarão como sendo evangélicos, procurando evitar críticas. O Novo Testamento nos avisa sobre isso (e.g., 2 Co. 11:4). Nesse caso, procure obter o máximo possível de informações sobre suas crenças e compare o que dizem ao público com o que dizem entre eles. Isso pode eventualmente requerer que se compareça a suas reuniões, que se faça perguntas que não sejam vistas como críticas (cf. Mt. 10:16), ou que se obtenha literatura que somente é distribuída a seus membros. Geralmente, esse tipo de investigação deve ser feita somente por aqueles que já têm experiência e treinamento no discernimento doutrinário, especialmente os que ministram nesse campo. Em alguns casos, ex-membros desses grupos serão as melhores fontes de informação e de materiais.

7) Trate as informações fornecidas por ex-membros com respeito e cautela. Todo grupo herético eventualmente começa a gerar ex-membros, e essas pessoas podem ser fontes valiosas. Muitas vezes sua maior contribuição é seu acesso a publicações e gravações que não estão disponíveis ao público em geral. Seus testemunhos pessoais podem também ser úteis e informativos.

Uma das características de grupos heréticos e aberrantes é que eles consideram seus ex-membros como sendo revoltados e invejosos, pessoas imorais que buscam vingança. Isso, é claro, pode até ser verdade am alguns casos. Porém, se um grupo perde um grande número de adeptos e se o testemunho desses ex-membros é consistente, tal testemunho merece crédito. O testemunho de um ex-membro é bastante reforçado se puder ser sustentado por documentação ou pela corroboração dos testemunhos de outros ex-membros.

Ocasionalmente, alguns indivíduos se apresentarão como ex-membros de um grupo e contarão histórias extraordinárias sobre seu envolvimento. Nesses casos, deve se proceder com bastante cautela, sendo que muitas vezes tais indivíduos nunca foram realmente membros do grupo ou, se foram, seu envolvimento nele nunca foi tão grande quanto alegam. Nem sempre se pode determinar se esses indivíduos fraudulentos estão em busca de dinheiro, atenção da mídia, antagonismo pessoal contra o grupo ou outra razão mais sutil. De qualquer maneira, é importante que acusações sensacionalistas contra um grupo não sejam aceitas meramente com base no testemunho de uma ou duas pessoas, sem o apoio de maior evidência.

8) Em casos ambíguos ou incertos, dê o benefício da dúvida à pessoa ou grupo em questão. O princípio “inocente até prova em contrário” deve ser aplicado nesses casos. Alguns cristãos envolvidos em ministérios de discernimento “apitam”, ou “levantam a bandeirinha” cada vez que há a menor aparência de possível heresia. Essa prática traz reprovação a ministérios de discernimento, além de dividir os cristãos.

9) Comece pelas questões básicas.No processo de pesquisa sobre a ortodoxia de um determinado grupo, pode-se economizar muito tempo e energia, além de se prevenir muitos erros, se primeiro forem estudadas as questões mais básicas, que dizem respeito à posição do grupo em relação à Bíblia e à autoridade religiosa. Consideram eles a Bíblia como sendo a Palavra de Deus infalível e inerrante? Consideram eles a Bíblia como sendo a autoridade final em assuntos religiosos ou consideram qualquer outra fonte (seus líderes, um profeta moderno, outro livro, etc.) como sendo autoridade indispensável para a interpretação da Bíblia? Se considerarem a Bíblia como sendo infalível, inerrante, e a autoridade final em assuntos religiosos, na maioria dos casos eles serão ortodoxos. Se não, eles normalmente serão heréticos. Note, porém, que essas são apenas diretrizes gerais, já que há grupos heréticos que professam confiança completa na Bíblia e não aparentam ter nenhuma outra autoridade doutrinária.

10) Aconselhe-se com ministérios de discernimento de boa reputação que honrem princípios bíblicos de discernimento. Nenhum ser humano ou organização (incluindo os ministérios de discernimento) é infalível. Entretanto, se você concorda que os princípios apresentados nesse livro são bíblicos, deve então buscar a opinião e o conselho de ministérios que baseiam seu trabalho nesses princípios. Lembre-se do que foi dito no capítulo anterior sobre ministérios para-eclesiásticos.

O desafio do Discernimento.Em conclusão, gostaria de lançar aqui um desafio àqueles que concordam que o discernimento doutrinário, como apresentado nesse livro, é realmente necessário. Contribua com seus esforços para a obra contínua do discernimento. Encoraje seus pastores e líderes a pregar e ensinar sobre o discernimento doutrinário. Contribua para o sustento financeiro de um ou mais ministérios bíblicos de discernimento, especialmente aqueles que atuam na sua área. Se tiver filhos, ensine-lhes a sã doutrina. Ore pelos pregadores e mestres ortodoxos do cristianismo e para que heresias e doutrinas aberrantes percam seu poder de atração. Todo cristão pode e deve estar contribuindo de alguma forma para o discernimento da sã doutrina pela Igreja.