Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quem Não É Contra Nós É Por Nós



Haveria contradição nos provérbios de Jesus?
 Será que Jesus se enganou?

Veja os seguintes textos:

 "Pois quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9.40; Lucas 9.50);

"Quem não é por mim é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12.30; Lucas 11.23).

Antes de continuar é útil tirar proveito desta aparente contradição para rever boas regras de estudo bíblico. Primeiro, um texto, uma palavra e mesmo uma idéia só terá sentido em seu contexto. Fora do contexto só há erro e contradição; o sentido do texto, da palavra e de qualquer idéia vem do contexto. Segundo, os ditos proverbiais apresentam verdades gerais que precisam ser entendidas como regras gerais e não como profecia ou como afirmação absoluta sem exceção.

Por exemplo:

 Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele. Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
Provérbios 26:4-5


Apresentam regras gerais "contraditórias", pelo menos aparentemente, mas na verdade cada provérbio é válido como regra em certas circunstâncias e em outras não. Com estas duas idéias em mente, vamos estudar o que Jesus quis dizer com estes dois provérbios.

UMA VERSÃO PARA CADA SITUAÇÃO

Os dois provérbios que estamos estudando ensinam a mesma lição. Não há contradição de idéias, mas simplesmente uma mesma verdade expressa de dois modos diferentes, para uso em diferentes análises. Para a auto avaliação, usa-se o provérbio mais severo (quem não é por mim, é contra mim); para a avaliação de outros, usa-se o mais suave (quem não é contra nós, é por nós).
A lição básica é sempre a mesma: "É impossível ficar neutro em relação a Jesus".

NEUTRALIDADE IMPOSSÍVEL

Jesus curou um endemoninhado mudo, expulsando o demônio que causava esse mal. Os que viram o milagre reagiram de três formas: uns ficaram admirados, outros acusaram Jesus de ter um pacto com (ou estar possuído por) Belzebu, o demônio maior, e outros, finalmente, pediam que Jesus fizesse mais um milagre para provar quem ele realmente era.

E estava ele expulsando um demônio, o qual era mudo. E aconteceu que, saindo o demônio, o mudo falou; e maravilhou-se a multidão.
Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios.
E outros, tentando-o, pediam-lhe um sinal do céu.
Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá.
Lucas 11:14-17 (Lucas 11.14-17).


Jesus não faz milagres para provar algo a quem já teve toda a evidência que precisava. Jesus e Deus Pai não forçam o homem a aceitá-los. Certamente pedir provas a Deus não é o meio de ter fé para a salvação. Jesus passa a raciocinar com eles mostrando que é razoável crer nele como enviado de Deus, com base na evidência que já tinha sido dada. É assim que devemos agir hoje com aqueles que querem "mais razões" para crer. Jesus, na ocasião, mostrou que ele não seria um aliado do Diabo, pois estava a destruir-lhe o reino. Na verdade, Jesus estava provando que tinha mais poder que o Diabo e seus demônios. Além disto, a presença de tal poder entre os homens era evidência da proximidade do Reino de Deus

Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá.
E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu.
E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes.
Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.
Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem;
Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos.

Lucas 11:17-22 (Lucas 11.17-22).


É neste momento que Jesus diz:
"Quem não é por mim é contra mim, quem comigo não ajunta, espalha" (Lucas 11.23).

A ilustração empregada por Jesus na segunda frase do provérbio vem do trabalho de ajuntar (ou espalhar) um rebanho, ou uma colheita. Ele afirma estar do lado de Deus e diz que aqueles que não estão do lado dele são inimigos de Deus. Quem não está com Jesus, está com Belzebu. "Quem não ajuda, atrapalha".

Para ilustrar isto ele conta a parábola chamada pelos negritos de algumas Bíblias de "a estratégia de Satanás". Se a "ex-casa" de um demônio tentar manter-se neutra, isto é, vazia, não vai ficar assim por muito tempo. Em breve aquele demônio voltará com outros piores ainda e o último estado do homem vai ser terrível, e bem pior que o primeiro.

Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, de onde saí.
E, chegando, acha-a varrida e adornada.
Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro. (Lucas 11.24-26).

Veja que esta parábola não é um aviso para as pessoas que um dia foram endemoninhadas. De fato, quando Jesus expulsava um demônio, ele não podia mais retomar àquela pessoa (Marcos 9.25). Esta parábola ilustra a impossibilidade de ficar neutro em relação a Jesus: não há casa vazia - não pode haver pessoa que não é nem de Jesus e nem do demônio. Ou seremos discípulos de Jesus, ou seremos inimigos dele. Não há meio termo.

Ao narrar este mesmo evento, Mateus dá ênfase ao fato de termos que decidir por Jesus, ligando o provérbio "quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha" com a possibilidade de pecar contra o Espírito Santo, o pecado sem perdão.

Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via.
E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi?
Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios.
Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.
E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?
E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam então vossos filhos? Portanto, eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o reino de Deus.
Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?
Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.
(Mateus 12.22-32).

0 pecado imperdoável é a oposição deliberada e contínua a Jesus e sua obra. O pecado contra o Espírito Santo deve ser entendido à luz do ditado acima. Portanto, é impossível ficar neutro no que diz respeito a Jesus

RIVALIDADE IMPOSSÍVEL

Jesus declara: "Se você não está a favor, está contra." Por outro lado em Marcos 9.40 e Lucas 9.50 ele disse: "Se você não está contra, está a favor." Esta aparente contradição é resolvida quando se observa as circunstâncias que geraram o provérbio "quem não é contra nós, é por nós".

João, discípulo de Cristo, em uma de suas andanças encontrou um homem que expelia demônios usando o nome de Jesus. Este homem não era um dos seguidores de Jesus no mesmo sentido que eram os apóstolos e outros comissionados para aquele trabalho (Lucas 9.1-2; 10.1-12). João, talvez inspirado por um espírito de partidarismo como o de Josué (Números 11.16-30), proibiu o homem de continuar sua obra. Talvez, por causa do ensino sobre receber alguém em nome de Jesus, ele lembrasse do homem que, aos seus olhos, estava usando este nome sem merecê-lo e portanto não devia ser acolhido. Ele pede o parecer de Jesus sobre sua ação (Marcos 9.33-38; Lucas 9.46-49).

Ironicamente João estava agindo como os escribas que anterior-mente se opuseram a Jesus apesar da evidência da ação do Espírito Santo na realização de exorcismos (Marcos 3.22). Agora ele se opunha a um homem que tinha evidência de ter fé em Jesus e que estava fazendo o que alguns apóstolos não tinham conseguido um pouco antes (Marcos 9.18,28).
 
O Mestre ensinou que o comportamento de João, que representava o dos doze, era errado (Marcos 9.39-40). "Quem não é contra nós, é por nós" diz Jesus. Se aquele exorcista usava o nome de Jesus, deveria ter sido considerado como amigo por João e não como inimigo ou concorrente. Os discípulos de Cristo não precisam tomar "posições" com respeito aos homens; os homens é que precisam tomar uma posição com respeito a Jesus. O sentimento de rivalidade e de competição não é compatível com o caráter de servo que Jesus ensinou aos seus seguidores. Ser seguidor de Jesus é aprender a reconhecer que nem tudo tem de ser feito a nosso modo. Se o exorcista estava a favor de Jesus, deveria ser incentivado e não criticado; deveria, se necessário, ser instruído com maior exatidão sobre o caminho do Senhor (Atos 18.24-19-7). Ele não era como os sete filhos de Ceva (Atos 19.13-16), mas parecia ser alguém com uma boa atitude espiritual.
 
Este texto tem sido usado para ensinar que não importa a doutrina que alguém prega, desde que fale de Jesus: uma espécie de relativismo espiritual, onde um espírito meio ecumênico e meio eclético é transportado ao texto bíblico. Dizem: "Não importa se ele está pregando certo ou errado, mas se está falando de Jesus, devemos considerá-lo como irmão". Este modo de pensar é incentivado pelas Bíblias onde este texto recebe o título: "Jesus ensina tolerância e caridade".
 O texto não ensina nada disto! Ensina que devemos saber reconhecer apoio a Cristo e fé nele, mesmo quando a pessoa não é claramente identificada com Jesus. É um texto que manda abrir os olhos para ver o apoio à causa de Cristo e não um texto que manda fechá-los ao desvio da verdade. Nada podia ser declarado sobre a salvação deste exorcista (Mateus 7.21-23), nem ainda sobre todos os seus motivos interiores (Filipenses 1.15-18). De qualquer forma, ele não era neutro em relação a Jesus, mas estava do lado dele, pois "quem não está contra, está a favor" e vai evidenciar este fato com atos de verdadeira fé (Marcos 9.41).

APLICAÇÃO

Estes dois provérbios ensinam verdades que a igreja e os cristãos precisam fixar em suas mentes:
 
1. É impossível ficar neutro com relação a Jesus. Se não cooperamos com a obra de Cristo, estamos a obstruí-la. Se cooperamos com a obra de Cristo, esta cooperação deve ser real e completa. O grande erro de Pôncio Pilatos foi o de não querer se envolver com Jesus. Ele tentou lavar as mãos e, neste ato onde buscava neutralidade, acabou por tornar-se culpado da maior injustiça da história humana (Mateus 27.24). Pilatos optou pelo cômodo recurso da neutralidade quando deveria ter absolvido Jesus, se o considerasse inocente, ou mandá-lo matar, se o encontrasse culpado. É impossível ficar neutro em relação a Jesus. No mesmo erro incorreu o grande rabino Gamaliel (Atos 5.33-42). Embora sua intervenção salvasse os apóstolos de morte certa, seu parecer não é verdadeiro. Seu conselho foi que deixassem o tempo passar, para saber se aquele movimento era de Deus ou não. Mas o fato é que Gamaliel e o Sinédrio não podiam deixar o tempo julgar assuntos sobre os quais eles precisavam tomar uma decisão pessoal e também uma decisão a nível jurídico para a nação. Deixar o tempo passar impede pessoas de se converterem a Jesus. Além disso, há muitos erros que duram muito tempo, fazendo-nos pensar, pelo parecer de Gamaliel, que são coisas certas. Não é possível ficar neutro: ou Jesus é o Senhor ou é um terrível embusteiro. Não há comodidade aqui; não há neutralidade.

2. Precisamos reconhecer o apoio à causa de Cristo nos outros. Marcos 9.38-41 e Lucas 9.49-50 não nos ensinam tolerância para com o erro doutrinário, mas sim visão e sensibilidade para reconhecermos aliados na luta contra o mal. Quando percebemos que alguém está tentando cooperar com Cristo. devemos aproximar-nos dele como amigos e, se necessário, ajudá-lo a ser mais fiel a Jesus. Devemos chamar homens a Jesus e não afastá-los dele.

3. Devemos ser rigorosos conosco e flexíveis com os outros. Os textos de Marcos 9.40 e Lucas 9.50 ("quem não é contra nós, é por nós") devem ser nosso critério para observação dos outros. Mateus 12.30 e Lucas 11.23 ("quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha") deve ser nosso critério de auto-análise. Foi assim que Jesus usou estes diferentes ditados: seja rigoroso ao julgar a si mesmo e seja cuidadoso ao julgar o próximo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

POR ONDE DEVEMOS INICIAR A EVANGELIZAÇÃO?

 
Na carta aos Hebreus 12.16 e 17, recomenda a Palavra, que, Ninguém seja fornicário ou profano, como Esaú, que, por um prato de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura, e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou.
Esse foi o resultado pela desobediência do homem no Éden, Deus o expulsou do Paraíso que havia formado para ele viver eternamente, e colocou anjos vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado, pela aspersão do seu próprio sangue. Por isso, Esaú pecou, e quando veio o arrependimento, não achou lugar para alcançar o perdão.
O homem estava destituído da glória do Senhor (Romanos 3.23), e olhou Deus desde os Céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que O buscasse, e não viu um justo, nenhum sequer (Salmos 53.2 e 3), porque o homem estava morto na maldição do pecado.
Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gálatas 4.4 e 5). A promessa do Messias para restaurar a Israel estava estabelecida.
Esse retrospecto visualizando o homem depois do pecado no Éden, o qual se encontrava sem lugar para arrependimento e sem esperança para a salvação, se fez necessário para elucidar o questionamento de alguns irmãos que não sabem por onde devemos iniciar a evangelização. E apesar da aparente simplicidade, o tópico é de uma profundidade extraordinária, vamos meditar na Palavra.
A princípio, hoje vivendo a era da graça, o Senhor mandou pregar o Evangelho (Marcos 16.15), porque a salvação virá pela doutrina preceituada por Jesus Cristo no Novo Testamento (I Coríntios 15.1, 2), mas o tema da pregação inicial para evangelização, é de fundamental importância para uma evangelização eficaz, pois, são os primeiros ensinamentos que irão permancecer no coração do principiante.
E meditando na palavra, conhecemos o legado do profeta João Batista, enviado de Deus como um anjo, o qual apareceu no deserto pregando o batismo do arrependimento para remissão dos pecados (Marcos 1.1-8), e foi por Deus designado à preparar o caminho que Jesus iria percorrer.
João Batista exerceu um ministério de uma grandiosidade admirável, o qual foi por Cristo considerado o maior entre os nascidos de mulher (Mateus 11.11) e o único a receber o Espírito Santo ainda no ventre da mãe (Lucas 1.39-45). O seu ministério era especificamente desbravar a trajetória do Mestre, anunciando o arrependimento, batizando e aconselhando aos pecadores que se arrependessem, para perdão dos pecados.
E no Evangelho do apóstolo João 1.28, 29, descreve que João Batista continuava batizando em Betânia, da outra banda do Jordão, viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
E, tendo Jesus recebido o batismo de João e ungido pelo Espírito Santo de Deus (Mateus 3.13-17), foi conduzido ao deserto pelo Espírito, jejuou por quarenta dias e quarenta noites. Sentiu fome, sendo tentado pelo diabo, o repreendeu.
Voltou Jesus para a Galiléia, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali, e o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou. Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.
Observe que o Senhor Jesus ratificou a obra iniciada por João Batista, sendo a sua primeira pregação, o arrependimento, porque era chegado o Reino de Deus (Marcos 1.14 e 15). E em Lucas 5.32, disse Jesus: Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.
O que também confirma que a evangelização deverá ser iniciada pelo arrependimento, vem no dia de Pentecostes, Atos 2.37-39, onde Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou a multidão e, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar.
A palavra de Deus, instrui que ao iniciarmos uma evangelização, devemos começar pregando o arrependimento, porque pelo arrependimento, vem a conversão, pela conversão será acrescentado a fé, e través da fé o selo da promessa para a salvação da vida eterna (Efésios 1.11-13, 2.8 e Atos 16.31).
Porque o arrependimento é imprescindível à conversão, é o primeiro grande passo ao ouvir o chamado do Senhor, pelo seu Espírito Santo (Apocalipse 3.20), o qual vos convencerá à rejeição do pecado e produzirá o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7), porque o nascer de novo é a maior obra de Deus na alma humana para herdar a vida eterna.
E ao recebermos o selo da promessa para a salvação através do Espírito Santo, estamos libertos da obra do pecado, recebemos um coração novo, dotado de amor, perdão, fé, bondade, santificação e perseverança para uma vida eterna com Jesus Cristo e todos os seus santos anjos.
São inúmeras as referências bíblicas sobre o tópico, e uma das que mais se destacam consta no capítulo 3 de João, ocasião em que um príncipe judeu chamado Nicodemos foi ter com Jesus a noite, e O reconheceu como Mestre vindo de Deus para salvar o homem do pecado, porem respondeu-lhe Jesus:
Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. Perguntou Nicodemos: Mestre como pode um homem nascer sendo velho? Por ventura poderá entrar novamente no ventre de sua mãe e nascer?
Então lhe disse Jesus: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito. Não te maravilhes de ter dito, necessário vos é nascer de novo.
Considerem a grandeza da sabedoria do Senhor Jesus Cristo, que não disse sobre a necessidade do novo nascimento a um ladrão, um crápula ou a uma prostituta, os quais sobrecarregados de pecado necessitavam de uma mudança radical e urgente, mas admoestou justamente a um homem de conduta ilibada, temente a Deus, religioso, zeloso da lei de Moisés, príncipe dos Judeus, o qual trazia consigo a certeza que Cristo verdadeiramente era o Filho de Deus.

Porem, para herdar a vida eterna, aquele homem, com todos esses atributos, encontrava-se nas mesmas condições dos demais pecadores, porque lhe faltava o essencial para alcançar a salvação: O arrependimento, a conversão, e a fé para sepultar o velho homem pecaminoso, e produzir o novo nascimento pela aspersão do sangue do Senhor Jesus Cristo.
O nascer da água é o arrependimento, e o nascer do espírito a conversão, a fé para crer verdadeiramente no sacrifício de Cristo na cruz, para remissão dos pecados, crer na ressurreição de Cristo para a salvação da vida eterna. Obediência aos mandamentos do Senhor Jesus para fazer somente a sua vontade e recebê-Lo como único e suficiente Salvador da sua vida.
O Arrependimento e a conversão nos fazem uma nova criatura, porque o Espírito Santo de Deus passa a habitar em nós, e nos regenera da obra da carne e do pecado. Quando despojamos da natureza pecaminosa do velho homem que jazia sob os cuidados da carne, ganhamos um novo coração, porque libertos estamos das obras da carne e do pecado. A nova criatura é inclinada para o fruto do Espírito, a santificação, provando a boa palavra de Deus, o dom celestial, sendo participante do Espírito Santo e das virtudes do século futuro.

E aquele que não nascer de novo, não pode ter domínio sobre a carne e o pecado. O velho homem, governado pela carne servindo ao pecado, estava separado da comunhão com Deus. Mas, ao nascer de novo, está liberto do poder do pecado e da morte, para viver segundo a vontade de Deus. Uma vez restabelecida a paz com Deus pelo sangue de Cristo, isto é, Deus está em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, pôs em nós a palavra da reconciliação.

No capítulo 5 da carta aos Coríntios, a palavra do Senhor descreve que conhecendo o temor do Senhor, também somos conhecidos por Deus, o qual deu o seu Filho a morrer por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo, porque se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

E para alcançar a salvação para a eternidade, não basta apenas ser religioso e compromissado com as doutrinas institucionais, não basta a palavra do Senhor entrar no entendimento humano ou na sabedoria material.
É preciso muito mais, é indispensável o arrependimento, a conversão, abrir a porta para Cristo entrar no seu coração para fazê-lo uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro de Deus, porque em nenhum outro há salvação.

Deus seja eternamente louvado e o seu amado Filho glorificado.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coisas que temos que fazer

Coisas que temos que fazer
“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja feito como eu quero, e sim como tu queres” Mt 26:39
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No meio evangélico, principalmente se tratando do movimento pentecostal, há uma forte busca a Deus assim como o seu favor e misericórdia; isso é muito bom, pois o próprio Deus nos convida a clamarmos a Ele em oração (Jr 33.3), no entanto é necessário que todos nós tenhamos a compreensão de que Deus nos fez dotados de sabedoria e tudo que é necessário para que tenhamos também a participação no que diz respeito as coisas que nos interessam, sejam elas espirituais ou naturais. Essa verdade está descrita no salmo 32.8,9; onde Deus nos mostra que temos as nossas responsabilidades e deveres.
Fechar os olhos para essa verdade é enganar a nós mesmos. Nossas igrejas estão cheias de pessoas vazia. Há Pessoas que gostam de orar e chorar na igreja, mas não convive em paz com a sua família, outras que pulam e falam em línguas estranhas, mas não compreendem a linguagem dos filhos que estão se perdendo nas drogas. O pior é que acabam por se esconderem dos seus deveres e responsabilidades colocando a culpa em outros, fazendo de conta que está tudo bem, quando na verdade a morte está às portas.
Podemos aprender lições maravilhosas nessa passagem da Bíblia ao qual estamos fundamentados. Jesus está passando por um dos momentos mais difíceis do seu ministério, e compreende que não há mais volta “… não seja feito a minha vontade, mas sim a sua”. Há momentos em nossa vida que nos vemos dessa forma, sem saída, sem retorno, apenas a realidade à nossa frente, e em momentos como esse Deus nos ensina verdades eternas e libertadoras para aqueles que desejam andar na verdade.
A primeira lição que Jesus nos ensina é que nós precisamos cumprir a nossa missão, precisamos concretizar aquilo que Deus nos confiou e nos capacitou a fazer. Jesus se lança de joelhos no chão e ora ao Pai dizendo: Pai, eu sei que essa é a minha missão, foi para isso que Tu me enviaste, e aqui estou, vai ser difícil, vai ser doloroso, mas o que importa é cumprir a minha missão e glorificar o Teu nome. Jesus tinha consciência de que estava terminando aquilo que o Pai havia dito a ele para fazer, e esse era o seu alvo e sempre foi, cumprir a missão que recebera do Pai. Ele conseguiu, morreu naquela cruz para salvar a humanidade. Qual é a sua missão? Todos nós temos algo a fazer na obra de Deus, e não há missão pequena para Deus. Precisamos cumprir a nossa missão, mas para cumprimos a nossa missão precisamos saber qual é essa missão. Jesus sabia qual era a sua missão, Ele disse: Eu vim para dar a vida por vocês, para ser levantado no madeiro da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto (Jo 3: 14). Paulo também sabia qual era sua missão e estava convicto de que nada o deteria nessa caminhada (At 20.24).
Saber qual é a sua missão é indispensável para que você a complete. Quando você sabe qual é a sua missão, você descobre qual é o caminho que você deve percorrer. Isso lhe direciona, lhe protege e fortalece, pois por mais difícil que seja o caminho, há uma certeza no seu coração de que você está na direção certa. Quando você sabe qual é a sua missão, você descobre qual é a arma que deve usar, quais as ferramentas que serão necessárias. Deus tem te dado dons para que você, use-os no cumprimento da sua missão, e esses dons só serão úteis se você estiver no lugar certo. Quando você sabe qual é a sua missão, descobre quem são os seus inimigos, pois todos aqueles que ouvirem de você a sua missão, não aguentarão ficar do seu lado, manifestarão a inveja, e tentarão de todas as maneiras te impedir de concretizar a sua missão. Descubra qual é a sua missão, e mais importante do que isso, conclua a sua missão para louvor e glória do Senhor. Jesus glorificou o Pai “eu te glorifiquei na terra…”, e depois deu a receita para nós, “cumprindo a missão que me deste para fazer” (Jo 17.4).

Em segundo lugar precisamos ter consciência do preço a ser pago. O evangelista Lucas fala-nos de gotas de sangue que corriam no rosto de Jesus (Lc 22:44).
 Uma agonia profunda, destruidora, pois estava prestes a receber o cálice da dor da separação. É comum vermos pessoas pregando e ensinando que o cálice ao qual Jesus se referia era a própria cruz, como se Jesus estivesse com medo de morrer. Esse pensamento é facilmente refutada, basta olharmos para o livro dos Atos dos Apóstolos, onde lemos a alegria dos discípulos ao padecer pela causa do evangelho. Os livros de história da Igreja vão nos contar, como por exemplo, História Eclesiástica, de Eusébio de Cesaréia, que relata o martírio de vários homens de Deus, entre eles o apóstolo Tiago, Policárpio, discípulo do apóstolo João e outros mais. Todos eles foram entregues a morte, cortados ao meio, queimado vivo como Policárpio, mas em nenhum momento pensaram em desistir, ou negar o evangelho com medo da morte, antes, glorificaram a Deus com as suas vidas entregues nas mãos dos carrascos. Sendo assim, como poderia o autor da fé, Jesus, que outrora disse “ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente” (Jo 10:18)
.
O cálice que Jesus temia era ter que ficar longe do Pai, pois naquele momento, na cruz, onde todos os pecados do mundo estavam sobre Ele, as trevas encobririam o seu rosto do Pai. Ainda assim, Ele suportou a dor, e triunfou sobre a morte assentando-se a Destra de Deus (Fp 2:5-11; Hb 12:2).
 O preço teve que ser pago na vida de Jesus e também terá que ser pago na nossa vida. Não um preço de salvação, pois essa é dom de Deus, mas o preço da unção, da intimidade, da obediência. O que Deus tem te pedido especificamente? Sansão tinha um preço a pagar, a saber, o segredo da sua força. Daniel orava três vezes ao dia, Paulo carregava na sua carne um espinho que lhe atormentava. O que Deus tem te pedido? Será que Ele requer mais dedicação da sua parte? Será que você ainda não aprendeu a confiar Nele e depender somente Dele? Eu tenho um preço a ser pago, e é milhões de vezes menor do que o preço que Jesus pagou por mim. Como diz um amigo meu, “não posso fazer barato por que Deus pagou muito caro”.
Por fim, Jesus encerra sua oração dizendo “não seja feito a minha vontade, mas a Tua”. Aprendo aqui que nós, assim como Jesus, precisamos confiar em Deus até o fim. Se Jesus tivesse feito tudo quanto fez nos dias do seu ministério, mas tivesse deixado de acreditar que Deus estava com Ele e que jamais o deixaria, sua missão não teria tido um significado pleno. Muitas vezes somos vencidos pelo cansaço, começamos muito bem, eufóricos, cheio de gás e disposição, mas com um tempo começamos a nos perguntar se verdadeiramente vale à pena. Maravilhoso é cruzar a linha de chegada e como Paulo dizer “combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”(2Tm 4:9).
Muitos que apareceram por aí correram bem, combateram melhor ainda, mas o principal foi perdido no meio da viagem, não foram capazes de guardar a fé. A verdade é que não importa muito como você começa, se fraco, se temente, vagaroso; o importante é como você termina. Você pode até começar inconstante como Pedro, mas permita ser tratado por Deus e transformado numa rocha poderosa. Se você ainda se senti como ‘Jacó’, não pare de sonhar com os planos de Deus para sua vida e lute até o raiar do sol pela benção da restauração.
Termino esse texto orando para que Deus lhe dê visão e firmeza na sua missão, que a graça do Senhor superabunde em sua vida para que possa suportar o preço a ser pago, e que depois de ter feito tudo, o Senhor te encontre de pé, como bom soldado de Cristo. “Seja fiel até o fim, e eu te darei a coroa da vida.

Fonte: Estudos Góspel+ (Tarcísio Alves )