Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24





terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

BÊNÇÃO E MALDIÇÃO

“Todo homem, pois seja pronto para ouvir, tardio pra falar ...  Se alguém não tropeça no falar é perfeito... Ora,  a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno... A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar... Com ela bendizemos ao Senhor; também com ela amaldiçoamos os homens, feito à semelhança de Deus: de uma só boca procede benção e maldição...  Seis cousas o Senhor aborrece... Língua mentirosa... Testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.”  
(Veja os textos na integra: Tg 1.19; 3.1-12 e Pv 6.16-19)
O ser humano possui uma particularidade muito especial, pois além da vida física, carrega em si a uma outra vida, que o torna um ser espiritual. Esta situação o difere dos demais animais criados pelo Senhor Deus e o capacita a desenvolver uma intimidade com o espiritual, seja, com o Todo Poderoso ou por conseqüência de uma opção ou simplesmente pelo fluir da vida com o maligno.  E devido a esta espiritualidade natural, ele detém em suas palavras autoridade para abençoar ou amaldiçoar; dar vida ou tirar vida.

Os servos do Senhor, homens chamados pelo Espírito Santo e lavados no Sangue do Senhor Jesus, necessitam dar uma atenção muito especial às palavras que proferem, pois, estão cheios da autoridade de Deus (Lc 10.19,20); e o mau uso da língua pode trazer sérios danos sobre sua própria vida ou de outrem. Uma vida de constante vigilância e direcionada pelo Espírito Santo é a solução para manter a nossa língua sob domínio e no temor do Senhor.

Os ensinamentos que nos são dados por Deus, em relação ao falar são muitos. Neste breve artigo, descrevo alguns. Abra teu coração e permita que o Espírito Santo ilumine teu entendimento e estejas pronto a ouvir sua voz.

a) Todo homem, seja pronto para ouvir. (Tg 1: 19)

 "Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade, e os seus anos em delicias". Jó 36.11

O Senhor Deus, aconselha ao homem para que aprenda a ouvir, e valoriza os servos que na obediência aos princípios eternos, tornam-se  bons ouvintes.
”... chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios tolos...” (Ec 5.1). O abrir a boca em muitos casos não é uma atitude sábia, e pode levar-nos ao erro. É preciso aprendermos ouvir, tanto o certo quanto o errado e, após uma reflexão o falar. Assim, não proferiremos palavras néscias. “...e do muito falar, palavras néscias.” (Ec 5.3) A  condição de ouvinte é um conselho que encontramos em toda a Bíblia, veja algumas referencias:
”Inclinai os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá...” (Is 55.3)
”Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas...” Ap 2.17
”As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio valem mais do que os gritos de quem governa...” Ec 9.17
“Tenho ouvido, ó Senhor...” Hc 3.2
“Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz...” (Ex 19.5)
”Povos todos, escutai isto, daí ouvidos, moradores todos da terra...” (Sl 49.1)
”Melhor é ouvir a repreensão do sábio...” (Ec 7.5) entre outros.

É notório portanto, que o Senhor deseja que os seus seguidores sejam bons ouvintes, que saibam ouvir tanto o certo quanto o errado e após, uma analise que fale na autoridade do Espírito Santo.

b) Todo homem seja, tardio para falar (Tg 1.19)

O Senhor nos ensina que devemos ser tardios no falar, ou seja, é preciso pensar antes, não sermos precipitados nas declarações ou em expor nossas conclusões. Às vezes a primeira impressão, leva-nos à conclusões que não correspondem com a realidade de uma situação. Bom e calar-se!
Veja o conselho de Salomão:
“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma... Sejam poucas as tuas palavras...” (Ec 5.2,3)
“Não consintas que a tua boca te faça culpado... Como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras...” (Ec 5.6,7)
”O homem prudente, este se cala.” (Pv 11.12)
“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio” ( Pv 17.28)
”No muito falar não falta transgressão, mas o que modera seus lábio é prudente” (Pv 10.19)

  Escolhidos do Senhor, deixe que a vossa língua seja dominada pelo Espírito de Deus e saibam falar ou calar-se na hora certa. É sábio quem pede ao Senhor domínio sobre sua língua.

c) Todo homem seja, tardio para se irar (Tg 1: 19)

O que realmente é a ira? No dicionário (Aurélio) encontramos a seguinte definição: “Cólera, raiva, indignação, desejo de vingança.”  Quantas vezes tais sentimento afloram em nosso ser contra um irmão e levados pela precipitação da carne, os exteriorizamos trazendo sérias conseqüências. Por exemplo: Vidas são destruídas; amizades torna-se em inimizades; depressões e desespero; acidentes, crimes são praticados; a obra de Deus é envergonhada; entre tantas outras conseqüências.
Mas, como seres humanos, vivendo nas dificuldades do dia-a-dia, infelizmente não estamos isentos da ira, da raiva, no entanto, como homens espirituais que somos, devemos observar a orientação que Paulo deu aos de Éfeso:
”Irai-vos, e não pequeis, não se ponha o sol sobre vossa ira, nem deis lugar ao diabo... Longe de vós toda a amargura e cólera, e ira, e gritaria... Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros” (Ef 4.26,27,31,32)
Quantas vezes em nossa falta de sabedoria nos expressamos no auge do “sangue quente” ou da “cabeça quente” e os resultados são terríveis! Esta não é a forma correta do Servo do Senhor agir, mas, se infelizmente isto vier a acontecer, o mandamento de Deus é que “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” ou seja, é necessário  resolver o problema o mais rápido possível; e para contornarmos determinadas situações, é preciso nos humilhar diante do irmão atingido e clamar o seu perdão. 

A ira destitui o servo da graça de Deus, ela nos afasta da comunhão verdadeira com o Eterno. É impossível haver intimidade com Deus, quando o nosso coração está cheio de ira, cólera contra o próximo.
“Deixa a ira, abandona o furor...” (Sl 37.8)
”O homem de grande ira tem de sofre o dano...” (Pv 19.19)
“O iracundo levanta contendas...” (Pv 29.22)
“Não te apresses em irar-te, porque a ira se  abriga no íntimo dos insensatos.” (Ec 7.9)

Meditando nestes textos, facilmente concluímos que em nossa vida com Deus, não há lugar para a ira.
A ira é fruto da carne, “...As obras da carne são conhecidas e são: ... iras... e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro... não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam (Gl 5.19-21).
A vontade de Deus para a vida dos seus servos é que vivam em santidade, sem iras, sem contendas e que saibam proferir palavras abençoadas.
”A resposta branda devia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. A língua do sábio adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a tolice.” (Pv 15.1,2)

Mas, se numa ocasião perdermos de vista este ensinamento e agirmos de forma errônea ou ainda, se formos o alvo da ira de alguém, o ensinamento dado por Deus é o seguinte:
”Se teu irmão pecar contra ti; repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe” (Lc 17.3) Estas palavras se aplicam àquele que deixou-se irar e levantou-se contra outrem, que em humildade e cheio do perdão de Deus, vá ao encontro da pessoa atingida e humilhe-se diante dele e clame pelo seu perdão. Mesmo que estejas cheio de razão, deixe fluir de ti o perdão.
Jesus nos fala sobre o perdão ao próximo. Ele deseja que o Servo queira perdoar continuamente e ajudar os que o ofendem, em vez de permitir que um espírito de vingança e ódio se abrigue.
”Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44-48)
"Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb12.14)

d) Cada servo deve saber refrear a sua língua:

”Se alguém supõem ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã.” (Tg 1.26)

As vezes nos perguntamos o que é “refrear”?  a resposta é: Conter com freio; frear, enfrear; Reprimir, conter, suster; Dominar, sujeitar, subjugar, vencer; Tornar menor ou menos intenso; moderar, reprimir; Conter-se, comedir-se, reprimir-se; Abster-se, privar-se.
Esta prática deve ser uma constância na vida de alguém que procura com sinceridade servir ao Mestre. Saber dominar a língua nos dá autenticidade na caminhada com o Senhor, aqueles que não a domina, “engana-se a si próprio e sua religião é vã”. É o tipo de vida sem valor, sem expressão, sem poder, sem salvação.
O Senhor Jesus afirma:
”... a boca fala do que está cheio o coração.” (Lc 6.45)

O que nossas palavras tem causado ao nosso próximo, benefícios ou malefícios?
É tempo de parar e se auto-examinar!
Afinal:
“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmo.”  (Tg 1.22)
“Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios.” (Sl 141.3)
“O que guarda a boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruína.”(Pv 13.3)

Estamos vivendo “os tempos finais”, é uma época altamente espiritualizada, na qual o maligno procura uma brecha  na vida dos servos para semear as sementes do mau. É preciso vigiar, e estarmos consciente que a conversa descuidada, impura, maliciosa, com gírias e a língua desenfreada são caminhos tortuosos, que conduzem ao pecado.
”Não consintas que a tua boca te faça culpado...” (Ec 5.4)
“Porque, como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras.” (Ec 5.7)
“Refreia tua língua do mal, e os teus lábios  de falarem dolosamente.” (Sl 34.13)

E assim deve ser o nosso proceder:
”Ouvi, pois falarei cousas excelentes; os meu lábios proferirão cousas retas. Porque a minha boca proclamará a verdade; os meu lábios abominam a impiedade. São justas todas as palavras da minha boca, não há nelas nenhuma cousa torta, nem perversa.” (Pv 8.6-8)

A língua é fonte de grandes bênçãos, mas, pode também disseminar uma infinidade de males. E para o domínio verdadeiro deste órgão tão pequeno, é preciso uma vida de santidade, dobrada diante do trono do Eterno. “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como é posta ela mesma em chamas pelo inferno... a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido... com ela bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela amaldiçoamos os homens...” (Tg 3.6,8,9)

Vemos que a língua é comparada ao fogo. E o exemplo dado, é que apenas um “palito de fósforo” pode incendiar toda uma floresta (Tg 3.5). “A tua língua urde planos de destruição; é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos! Amas o mal antes que o bem; preferes mentir a falar retamente.” (Sl 52.2,3)
A nossa atenção precisa ser desperta para a vida cotidiana, e não permitir que nossa boca seja instrumento de propagação  de intrigas, invejas, fofocas, mentiras e tantos outros males, que “toca” no Senhor e destrói nossa comunhão com Ele e com os irmãos.
“Com ela bendizemos ao Senhor; também com ela amaldiçoamos os homens... de uma só boca procede benção e maldição...” (Tg 3.9,10)
Infelizmente é muito comum que nos momentos de ira, ou até mesmo em nossas descontrações e brincadeiras percamos de vista a orientação divina e a língua transforma-se em instrumento para o mal e palavras amaldiçoadoras são proferidas. É preciso um cuidado redobrado com as palavras que não conhecemos a fundo os seus significado e expressões que denotam maldição. Afinal, é bom lembrarmo-nos que haveremos de prestar contas a Deus de todas as nossas palavras.
”Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.” (Mt 12.36,37)

”O justo aborrece a palavra de mentira...” Pv 13.5  Viver em retidão é uma necessidade.
”Sim, sim e não, não” (Mt 5.37) é nesta simplicidade a determinação que o Senhor Jesus deixa a seus seguidores; tão clara quanto à luz do dia. Impossível que alguém não a compreenda.
Os servos do Mestre, preferem arcar com as conseqüência de uma palavra verdadeira à contar uma pequena e até “insignificante” mentira. Veja o exemplo de Daniel (Dn 3.16-19). Ele tinha plena consciência que a mentira e considerada por Deus como “abominação”: “Os lábios mentirosos, são abomináveis ao Senhor.”(Pv 12.22) E que aqueles que optam por viver longe da retidão, com certeza receberão o castigo e viverá eternamente ao lado do pai da mentira, o próprio diabo (Jo 8.44). Veja também: Ap 21.8,27
É preciso estar atento  e ter pleno conhecimento que o Senhor não tolera a mentira e o engano. Inclusive no seio da igreja.
                     

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Eu sou um Fariseu ou um Publicano?

“Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18:10-14).



No livro de Lucas, Jesus partilha uma poderosa parábola que desafia você e eu a fazermos um saudável exame de consciência. A parábola descreve dois homens visitando a mesma igreja, ambos orando ao mesmo Deus. Mas algo entre os dois é muito diferente.
A lição claramente expõe na superfície, obviamente, que a humildade é melhor do que o orgulho. Mas eu tenho constatado muitas vezes com a Palavra de Deus que quanto mais olhamos para ela, mais ampla e profunda ela se torna. Quanto mais investimos em explorá-la, mais dividendos da verdade, nós acumulamos. E ao longo do tempo ocorreu-me que há muito mais nesta parábola do que nós vemos geralmente com apenas um olhar breve.

Uma Parábola Impactante

Nos dias de Jesus os fariseus eram contados entre os mais piedosos e religiosos de todos os crentes em Deus. Por outro lado, os publicanos ficaram marcados como extorsionários infiéis e injustos. Eles eram vistos como a máfia dos seus dias. Então, você pode perceber, porque a conclusão de Jesus desta parábola, deixou seus ouvintes literalmente atordoados. Foi um exemplo escandaloso e politicamente incorreto sugerir que um publicano seria justificado e salvo, enquanto um fariseu estaria sem perdão e perdido. Veremos isso mais tarde, mas Jesus transformou o sistema de classificação deles de cabeça para baixo.
Estes homens representam dois grupos, mas não estamos falando acerca de dois grupos no mundo. Pelo contrário, estes dois homens representam dois destinos opostos, os salvos e os perdidos, entre aqueles que vão à igreja. Todo crente professo de hoje cai em um desses grupos. Um desses homens me representa. Um representa você.

Qual deles?

Cada um de nós precisa pedir humildade e orientação ao Espírito Santo, ao considerar esta questão. Você pode estar pensando que é um publicano quando você é realmente um fariseu, ou vice-versa. Ou você pode ser um pouco dos dois. É importante estudarmos esta parábola, porque todos nós somos um desses caras, e queremos certificar-nos de ser aquele a quem Jesus perdoa.

Alguns pontos em comum

Estes homens tinham algumas coisas em comum. Em primeiro lugar, ambos acreditavam em Deus. Se você quer estar no grupo de salvos, isso é um bom começo!
Mas acreditar em Deus não é o único critério para a salvação. “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem” (Tiago 2:19). Porque os demônios também acreditam que existe um Deus, deve haver algo mais para sermos salvos.
Os dois homens também iam à igreja. Isso também é importante se você quer estar no grupo dos salvos. Tenho dito muitas vezes que se você não tem fé suficiente para ir à igreja uma vez por semana, não é provável que você terá fé suficiente para chegar ao céu para a eternidade.
Às vezes as pessoas se desculpam por não ir à igreja, alegando que existem hipócritas lá. Mas eu digo, não se preocupem, pois há sempre espaço para mais um. Além disso, Jesus ia à igreja todos os sábados ainda que ela estivesse recheada de hipócritas, alguns dos quais o queriam até mesmo morto.
Outros reclamam que a igreja é chata. Mas é o propósito da igreja divertir ou adorar a Deus? E se a sua adoração não é satisfatória, ore a Deus para mudar seu coração. Mas vá à igreja. Jesus deu o exemplo, ensinando e adorando na igreja toda semana (Lucas 4:16).
A terceira coisa que estes homens tinham em comum foi que ambos oraram. Jesus diz em Lucas 18:1 que os homens devem “orar sempre”, e Paulo escreve que devemos “orar sem cessar ” (1 Tessalonicenses 5:17). Os salvos de verdade oram.
Assim vimos que ambos os homens acreditavam em Deus. Ambos iam à igreja. Ambos oravam. Estou esperançoso que você também pratique esses rudimentos da fé.
Agora vamos considerar algumas de suas diferenças.

Eu sou espiritualmente orgulhoso?

Os fariseus usavam orgulhosamente sua piedade. Eles eram um elemento hiper-conservador de crentes que eram zelosos rem relação às Escrituras, a lei de Deus, e a pureza do culto a Jeová. Quando os judeus estavam em cativeiro na Babilônia, os profetas, lhes disseram que eles foram subjugados por causa de sua infidelidade a Deus. Em resposta, foi formada a seita dos fariseus, para que Israel não se permitisse ser influenciado pelas nações pagãs circunvizinhas. Meticulosos nos detalhes de sua religião, os fariseus sabiam que se Israel caisse na idolatria novamente, Deus poderia retirar para sempre a Sua proteção.
Portanto, este era geralmente um bom grupo de pessoas que eram apenas muito zelosas em sua crença de não se contaminarem por seu ambiente.
Infelizmente, muitos e talvez a maioria dos fariseus deixaram o seu zelo pela obediência eclipsar o seu amor por seus semelhantes. Jesus os repreendeu várias vezes por sua preocupação com a religião externa e sua maldade hipócrita. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia” (Mateus 23:27).
Nesta parábola reveladora, o fariseu é um homem hipócrita.

Conheça os publicanos

O publicano, por outro lado, era a versão antiga de um coletor de impostos – apesar de serem bastante diferentes dos coletores de impostos de hoje. Quando os romanos conquistavam uma província, eles não falavam a língua e não conheciam a cultura da mesma, mas precisavam do imposto de renda. Então, ao invés deles mesmos recolherem os impostos, eles permitiram que os judeus obtivessem licenças para serem cobradores de impostos. Os cobradores de impostos eram necessários para acumular uma certa quantidade do imposto do seu distrito podendo manter um percentual sobre esse valor para si mesmos. Muitos deles exploravam a sua posição para extorquir grandes quantias para encher seus próprios bolsos. Zaqueu era fabulosamente rico, porque ele era um cobrador de impostos em Jericó.
Os publicanos eram detestados pelos judeus, que os consideravam traidores por tirarem dinheiro de Deus do seu povo para dá-lo para os pagãos. Os publicanos eram também conhecidos por manterem os bares abertos e estarem envolvidos em prostituição. Eles representavam a pior raça de pecadores.
Portanto, nesta parábola sobre duas pessoas que vão ao templo para orar a Deus, as pessoas naturalmente olhavam para os fariseus como os que estavam mais próximos de Deus. Eles consideravam os publicanos como sem esperança e abandonados por Deus. No entanto, Jesus favoreceu o publicano. A pergunta é: “Porquê?”

Orações Peculiares e Postura

Uma distinção importante entre os dois homens foi a maneira que eles oraram. “O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo”(Lucas 18:11). Levantou-se, por si mesmo, na frente. Em seguida, agradeceu a Deus por não ser como o publicano. Sua cabeça estava erguida, seus braços estavam esticados.
Mas a oração do publicano foi totalmente diferente. “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13). O publicano estava humildemente com o pé atrás, nem sequer se atrever a levantar os olhos.
Neste ponto, o fariseu começou a crônica de todas as suas boas obras. “Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo” (Versículo 12). Ele queria que as pessoas soubessem o que ele estava fazendo e dando para o Senhor. Ele proclamou a sua obediência à lei. Sua oração foi realmente de auto-exaltação.
Em contraste, Cristo começou o Seu ministério dizendo: “Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens” (Mateus 23:5). Jesus diz que essa é toda a recompensa que terão (Mateus 6:2).
Esta parábola é importante para nós, mesmo hoje, porque ainda temos fariseus na igreja de hoje.
O problema com este fariseu foi que ele não expressou nenhuma necessidade de ajuda. Ele não parecia reconhecer que tivesse quaisquer problemas ou falhas. Tudo o que ele via em si mesmo eram virtudes.
Ainda de acordo com a Bíblia, a sua auto-justiça era inútil. “Se vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20 NVI).
Aqui, Jesus não está demonstrando a justiça dos fariseus, como um padrão. Em vez disso, Ele nos diz que devemos ir além do padrão deles para entrarmos no reino dos céus. A justiça deles estava diante dos homens. A verdadeira justiça deve estar diante de Deus.
“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 6:1).
Exige-se humildade fazer secretamente o bem aqui na terra, dar alguma coisa e não deixar ninguém saber a respeito. Isso nos ajuda a domar nosso espírito e revela a nossa motivação em fazer o bem: “Agimos para que os outros pensem que somos generosos? Será que realmente nos importamos com os que estamos a ajudar?

Como orar?

“quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas” (Mateus 6:5).
A idéia da parábola não é que estar de pé enquanto se ora é ruim, mas sim examinar porque você está em pé. Jesus não quer que façamos um espetáculo de nós mesmos enquanto oramos. Não chame a atenção para si mesmo, quer através de suas ações ou por suas palavras.
Você já esteve em um grupo de oração e começou a pregar para o benefício daqueles que o cercam ao invés de realmente falar do seu coração para Deus? Eu já. Eu às vezes ainda faço isso com meus filhos. Nos ajoelhamos para orar com eles, pedindo ao Senhor para ajudá-los a obter boas notas, ajudá-los a limpar seu quarto. Eles estão ali com a gente, e nossa oração se transforma em um mini-sermão.
Quando entregamos pequenas insinuações e mensagens em nossas orações, isso é um jeito de estarmos de pé. Essa é a oração do fariseu: “Senhor, graças te dou porque não sou como os outros homens.”
Você sempre questiona o comportamento de outra pessoa? Você sempre agradece que não é assim como elas? Alguma vez você já condenou as roupas de outra pessoa na igreja? “Ela não é de todo respeitosa como meu modesto traje”. O Senhor ouve: “Senhor, eu te agradeço porque não sou como os outros homens.”
A propósito, a fofoca é apenas uma manifestação externa desta atitude “mais-sagrada-que-a-vossa”. Muitas vezes, disfarçamos a nossa fofoca com um pedido de oração! “Eu não sou fofoqueira, mas eu só queria falar isso para que possamos orar sobre isso”. Em seguida, revela que Sally foi almoçar com Bruce, e que ambos são casados … mas não um com o outro. Alguma vez você já disse algo assim? Em seu coração, talvez você estava realmente dizendo: “Senhor, eu te agradeço porque não sou como os outros homens.”

Em quem eu confio?

O fariseu exaltou suas próprias práticas religiosas em detrimento do seu vizinho. Ele confiou em suas próprias boas ações para torná-lo agradável a Deus. Ele não invocou os méritos de Cristo. Muitas pessoas de boa vontade fazem isso sem perceber.
Ezequias foi um homem bom e um bom rei. A Bíblia diz que ele fez o que “era reto aos olhos do Senhor” (2 Reis 18:3). Então um dia, Deus disse a Ezequias para colocar suas coisas em ordem, pois era chegada a hora dele morrer. Ezequias chorou para o Senhor, listando seus feitos impressionantes. Deus misericordiosamente ouviu sua oração e concedeu-lhe mais 15 anos, durante o qual Ezequias teve que aprender uma lição de humildade. Naqueles dias extras o bom rei Ezequias desenvolveu a mentalidade de fariseu e não sentia o seu pecado e sua necessidade de Deus.
O fariseu, em nossa parábola estava no mesmo barco. Mediu-se comparando-se aos outros e não com Deus. Faltava-lhe um espírito humilde e contrito. Ele não sentia necessidade de Deus e não fez nenhum pedido em sua oração. Seus agradecimentos não estavam agradecendo a Deus por ser Deus. Seus agradecimentos eram para si mesmo. Cinco vezes em sua oração ele disse: “Eu”. Foi um discurso totalmente centrado no eu.
Normalmente, mesmo a oração egocêntrica é feita para pedir alguma coisa. “Deus, faça isso por mim. Senhor, dá-me isso.” É correto orar sobre as nossas necessidades. Jesus mesmo diz para pedirmos a Deus nosso pão de cada dia (Mateus 6:11). Mas, muitas vezes pedimos coisas que não precisamos, perdendo fôlego que poderia ser gasto em oração pelos outros.
Notavelmente, o fariseu não fez nenhum tipo de pedido. Ele era tão hipócrita que ele acreditava que não precisava de nada. Ele desfrutava de um falso senso de retidão pessoal, a coisa que mais o desqualificava para o céu! C. S. Lewis disse, “Quando um homem está ficando melhor ele entende mais e mais claramente o mal que ainda resta nele. Quando um homem está ficando pior ele compreende a sua própria maldade cada vez menos”

Culto a si mesmo

O publicano e o fariseu ambos acreditavam em Deus, mas acontece que um estava adorando a si mesmo. O fariseu estava confiante em suas próprias obras para a salvação, o publicano pedia a misericórdia de Deus.
Isto não nos faz lembrar de dois outros homens? Dois irmãos trouxeram suas ofertas a Deus. Ambos oram, Caim está confiante em seu próprio trabalho, oferecendo o fruto da sua horta. Abel pede a misericórdia de Deus, trazendo um cordeiro e dependendo do sangue deste substituto para cobrir seu pecado. Quando vê sua auto-justiça sendo rejeitada por Deus, Caim despreza e mata o seu irmão. Veremos este mesmo cenário se repetir nos últimos dias.
Voltando ainda mais para trás, Lúcifer caiu na mesma armadilha. Ele ficou encantado consigo mesmo. O orgulho se transformou em culto voluntário, que gerou ciúme e assassinato.
Em Lucas 18:12, o fariseu lembrou o Senhor sobre suas boas obras, uma das quais era jejuar duas vezes por semana. Sendo que era requerido dos judeus que jejuassem uma vez por ano em uma das festas durante a páscoa.
Não há nada errado com o jejum. Na verdade, a maioria de nós deveria fazer mais do mesmo.
Não existe nada de errado com a oração, nem com dar algo a qualquer um. O problema é quando você faz essas coisas pela razão errada, esta é a diferença entre o publicano e o fariseu. Tem a ver com motivos.
Jesus ensinou: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristrados como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para que os homens vejam que estão jejuando” (Mateus 6:16).
O fariseu exaltou-se a si mesmo aos olhos dos homens. Isto deu-lhe um sentimento de orgulho e valor, sim, mas ele não encontrava isso aos olhos de Deus. Quando ele quiz saber o que a Lei significava e onde estava em relação a ela, olhou em volta e comparou-se a outros homens. Paulo aborda essa atitude fatal, dizendo: “Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos; mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento” (2 Coríntios 10:12).

Ai de Mim

Nós sempre podemos encontrar alguém pior espiritualmente do que nós somos. O publicano não era provavelmente o pior pecador nas imediações, mas ele não se comparava aos outros homens. Ele não orou com uma perspectiva horizontal, mas sim, comparou-se a si mesmo à Deus e implorou por Sua misericórdia, porque ele viu que a diferença era enorme.
Isaías, na presença de Deus, disse: ”Ai de mim”(Isaías 6:5). O fariseu, na presença do publicano, disse: ”Eu não sou tão ruim assim.” Todos nós fazemos isso às vezes, anestesiamos nossa culpa, se conseguimos encontrar alguém para criticar. Nós recitamos ao Senhor as nossas virtudes e listamos as falhas dos outros, tentando convencê-Lo, ou convencer a nós mesmos, que não estamos tão mau assim.
Mas devemos  parar de tentar elevar a nós mesmos agindo dessa forma. Fazer isso simplesmente não funciona. Ao contrário, devemos nos comparar a Jesus, tomando-o como nosso exemplo e padrão. Essa é a única forma de podermos ser verdadeiramente exaltados. ”Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará” (Tiago4:10).
Um certo rei convidou um músico para tocar e cantar em um jantar que comemoraria o aniversário de sua nação. Um grande número de convidados VIPs foram reunidos.
Quando o trovador pôs os dedos entre as cordas de sua harpa, tocou a melodia mais doce, mas as palavras que ele cantava foram inteiramente para a glória de si mesmo. Foi uma balada após a outra comemorando suas viagens, bela aparência, talentos e aventuras. Quando a festa acabou, o harpista disse ao monarca: “Oh rei, por favor dê-me o meu salário.”
O monarca respondeu: “Você cantou para si mesmo. Não cantou sobre seu país, o povo, ou o rei. Seja o seu próprio tesoureiro. ”
O harpista gritou: “Mas eu não consegui cantar docemente?”
O rei respondeu: “Tão mal que para o seu orgulho você deve dedicar tal talento a si mesmo. Vá embora, você não deve servir na minha corte novamente”.
Jesus disse: “Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:17). Quão relevante Sua parábola do fariseu e publicano é para você e para mim hoje, no final dos tempos. Temos de ser cuidadosos. Arrogância e falta de vontade em admitir que precisamos de salvação será um problema crônico no período final da igreja.
Por outro lado, são aqueles que vêm a Deus reconhecendo sua pobreza espiritual que encontram aceitação, perdão e vida eterna. “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). Que esta Escritura seja plantada no fundo de nossos corações.
 Extraído do site Amazing Facts. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fidelidade

Somos escravos das palavras que dizemos,
mas somos senhores sobre as palavras que ainda não falamos

 


 "Os meus olhos procurarão os fiéis da Terra para que habitem comigo, o que anda em reto caminho, esse me servirá" Salmo 101:6

O maior propósito do Espírito Santo em nós é nos conformar à imagem de Jesus Cristo. Paulo diz: "até que todos cheguemos ...à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4:13). O objetivo do Espírito Santo é que alcancemos a medida de Cristo. A medida de Jesus fala da essência daquilo que Ele é, do seu caráter. Uma das características que devemos conhecer de Jesus para que sejamos aperfeiçoados Nele é a FIDELIDADE.
"A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens" Sl 36:5.
Deus é fiel. Essa é uma frase que muitas vezes dizemos, mas o quanto verdadeiramente temos experimentado dessa verdade? O que é fidelidade? Fidelidade significa cumprir aquilo que se promete. Deus é fiel porque Ele cumpre integralmente tudo o que fala, tudo o que promete. Como está o caráter dos homens no que diz respeito à fidelidade? Quanto podemos dizer que temos nos aproximado de Cristo com relação à fidelidade?
Cumpra o que você diz. Seja fiel, assim como o Senhor é fiel.
Somos escravos das palavras que dizemos, mas somos senhores sobre as palavras que ainda não falamos. Cuide para cumprir o que você promete. Em Jeremias 1:12 o Senhor diz: "viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la". Alguns dizem: "vou lá na sua casa". Mas não vão, não telefonam. Comprometem-se a ofertar mensalmente, mas não ofertam. Prometem orar por alguém, mas não oram. Temos que ser fiéis ao que falamos, assim como Ele é fiel ao que diz. A pessoa fiel é fiel a si mesma, ao próximo e a Deus. Se você não pode cumprir, não se comprometa, não fale nada. Eclesiastes 5:5 adverte: "melhor é que não votes do que votares e não cumprires".
A fidelidade do Senhor não depende em nada de nós mesmos. Essa é a Sua essência, Ele é fiel. Não importa a nossa infidelidade, Ele sempre vai cumprir o que disse. Igualmente, não devemos ser fiéis porque alguém retribui, mas sim porque essa é nossa essência no Senhor. É por causa Dele que devemos ser fiéis.
Certa vez, um rapaz de Deus, muito bonito por sinal, orava e buscava em Deus por sua esposa. Essa história se passou em uma igreja da Rússia. Deus disse a ele que em um determinado dia, ele chegasse cedo na igreja e que a moça que chegasse primeiro seria sua esposa. Assim ele obedeceu. Enquanto esperava ansioso por ver quem seria sua esposa, chegou um casal com a filha, uma bela jovem, que infelizmente era cega. Obedecendo ao que Deus falara, o jovem procurou os pais da moça e propôs o casamento. Mesmo diante da limitação da noiva, que não enxergava, eles noivaram. No dia do casamento, quando perguntaram a ela se aceitava o rapaz como esposo, ela respondeu: "Eu aceito e ele é muito lindo"! Nesse mesmo momento, milagrosamente, a moça foi curada e seus olhos se abriram. Ela começou a ver. Isso é a fidelidade de Deus!
No Getsêmani, legiões de anjos se posicionaram à disposição de Jesus, caso ele quisesse desistir, mas Ele foi fiel até o fim. Quando crucificado, o Espírito Santo o deixou porque era necessário que Ele cumprisse as dores absolutamente sozinho. Ele foi até o inferno para tomar a chave da morte das mãos de satanás. Ele foi fiel até o fim.
Amigo verdadeiro tem palavra e vai até o fim nas alianças que estabeleceu. Muitos fazem alianças, mas por quase nada quebram essas alianças muitas vezes feitas no Nome de Jesus. Não importa muitas vezes que isso implique em danos, mas temos que ser fiéis aos compromissos que assumimos, fiéis até o fim.
Em Paris, há uma estátua em homenagem a um cachorro, por causa de sua história memorável. Certa vez, uma criança brincava às margens do Rio Sena com seu cão. A criança caiu na água por acidente e começou a se afogar porque não sabia nadar. Aquele cachorro pulou na água e com muito esforço arrastou a criança até a margem, que foi retirada da água pelas pessoas que assistiam assombradas àquela cena impressionante. Entretanto, ao retirarem o cão da água, perceberam que ele não havia resistido e morrera. A fidelidade daquele incrível animal é lembrada com uma escultura, para que todos se lembrem de que, por ser tão fiel, deu sua própria vida. Uma estátua à fidelidade.
O Senhor foi fiel, não porque mereçamos, porque somos bons ou justos, mas porque somos pecadores. Ele morreu pelos pecadores.
È muito bom que trabalhemos na obra de Deus, mas o MAIS importante é refletir quem Jesus é. Isso diante de Deus tem muito mais valor. A preocupação do Espírito Santo com os heróis da Bíblia é muito maior com relação ao caráter deles do que com relação àquilo que eles fariam para Deus. Vejamos a vida de Moisés, de Abraão e até mesmo dos Apóstolos. É visível que o maior desejo do Senhor era formar neles um coração para Deus, e não que eles realizassem uma grande obra. A obra que eles cumpriram foi uma conseqüência daquilo que Jesus formou em seus corações.
Precisamos refletir aquilo que Ele é até atingirmos a Sua estatura. Precisamos refletir a Sua FIDELIDADE. Seja encontrado fiel pelo Senhor.