Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida. João 5:24





domingo, 22 de maio de 2022

Estamos todos na fila…

A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.

Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.

Então, enquanto esperamos a nossa vez:-

Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.

Tenha um propósito Motive pessoas !!

Elogie mais, critique menos.

Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.

Faça alguém sorrir.

Faça a diferença.

Faça amor.

Faça as pazes

Faça com que as pessoas se sintam amadas.

Tenha tempo pra você.

Faça pequenos momentos serem grandes.

Faça tudo que tiver que fazer e vá além.

Viva novas experiências.

Prove novos sabores.

Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.

Tudo está no lugar certo.

As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.

Releve.

Não guarde mágoas.

Guarde apenas os aprendizados.

Liberte o rancor.

Transborde o amor.

Doe amor.

Ame, mesmo quem não merece.

Ame, sem querer receber nada em troca.

Ame, pelo simples fato de você vibrar amor e ser amor.

Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Você não sabe seu lugar na Fila, então se prepare para deixar aqui apenas boas lembranças.

Suas mãos vão embora vazias.

Não dá pra levar malas, nem bens…

Se prepare DIARIAMENTE para levar consigo, somente aquilo que tem no coração.


Autor desconhecido 

terça-feira, 17 de maio de 2022

A ÚLTIMA LIÇÃO DE JESUS





“A ÚLTIMA LIÇÃO DE JESUS” 

Certamente é um título muito adequado para este estudo.
O apóstolo João dedicou 5 capítulos de seu Evangelho (13-17) às últimas horas que Jesus passou acompanhado apenas dos discípulos. Era a última Páscoa, a última refeição, as últimas horas que compartilhavam antes da dramática prisão, julgamento e crucificação do Senhor.
O local escolhido foi o Cenáculo, uma sala ampla situada no primeiro andar de uma residência, previamente, escolhida pelo Senhor (Mc 14. 12-16). Em ocasiões dessa natureza, desde os tempos mais antigos, era costume semita oferecer ao visitante ou peregrino uma bacia com água para a lavagem dos pés antes de achegar-se à mesa para as refeições (Gn 18.4; 19.2).

Na época neotestamentária, Connelly diz que se a visita fosse coletiva e o dono da casa não tivesse condições de cumprir o protocolo, por cortesia, um componente do grupo, voluntariamente, se apresentava para o serviço (2008, p. 109).

Mas, naquela noite, nenhum dos acompanhantes de Jesus desprendeu-se para o gesto singelo e o artigo objetiva refletir TRÊS RAZÕES POSSÍVEIS PARA ESSA INDIFERENÇA e seus desdobramentos inéditos. “Querer ser o maior, chefe, ainda continua sendo uma poderosa tentação para muitos cristãos” (Pr José Gonçalves).
PRIMEIRA RAZÃO: DISPUTAS INTERNAS


O convívio dos Doze foi marcado por constantes disputas: “Começou uma discussão entre os discípulos acerca de qual deles seria o maior” (Lc 9. 46). Queriam saber quem teria a primazia no colégio apostólico; uma contenda que perpassou o período em que estiveram na companhia do Mestre.

SEGUNDA RAZÃO: MAU ESTAR GENERALIZADO


A polêmica cresceu, extrapolou o círculo apostólico e o âmbito terrenal. A esposa de Zebedeu (Salomé) entrou na querela e rogou a Jesus que seus filhos Tiago e João fossem os eleitos para estar à sua direita e esquerda no Reino escatológico.

A atitude da mulher criou um mau estar generalizado, incendiando ainda mais a disputa, porém, o Mestre descartou a concessão de privilégios especiais no Reino vindouro: “Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai” (Mt. 20. 20-28).

TERCEIRA RAZÃO: NINGUÉM QUERIA SE REBAIXAR


Uma terceira razão para os discípulos não terem se importado em lavar os pés uns dos outros estaria na desvalorização da função naqueles dias, uma ação extremamente humilhante, amiúde, relegada a um servo portador de alguma deficiência física ou mental, incapaz de prestar outro tipo de serviço, como, afirma Connelly, já referenciado.

Nessa trama ardilosa, entende-se por que nenhum deles queria “descer”, “rebaixar-se” e banhar os pés uns dos outros.

“Nunca seremos aptos para o serviço de Deus, se não olharmos para além desta vida passageira” (João Calvino).


O gesto de cortesia tornou-se vergonhoso e desprezível naqueles dias, porém, o Mestre resgatou-o em seu ministério (Lc 7. 44), deu-lhe ressignificado, atribuiu-lhe valor de grandeza suprema, imensurável e transcendental em seu Reino:

1. No Reino de Deus, bem aventurados (felizes, abençoados) são os humildes de espírito, os mansos, os famintos, os sedentos de justiça, os que choram (penitentes), os misericordiosos (Mt 5);
2. No Reino de Deus, “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9. 35);
3. “Aquele que se humilhar como [uma] criança, esse é o maior no Reino dos Céus” (Mt. 18.4);
4. No Reino de Deus, as coisas fracas confundem as fortes, “Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Co 1. 27-29).

Entretanto, no imaginário dos Doze, o Reino do Senhor comportaria a reprodução da estrutura social ainda vigente em nossos dias, onde, maior é quem detém o poder político, econômico ou mesmo religioso, tem status social, domina o semelhante.
Mesmo assim, o Mestre não reprendeu seus pupilos, não ordenou que fizessem o procedimento esperado, não cancelou a refeição.

Ele é o “Servo do Senhor”, humilde, manso, obediente (Is 42) e, calmamente perguntou: “Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve: Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós eu sou como quem serve” (Lc 22. 27).

Conforme uma tradição judaica, os pupilos de um rabino tinham a obrigação de prestar-lhe os mesmos serviços de um escravo, exceto, “a lavagem de seus pés, que era serviço por demais braçal e humilde”. Então, Jesus decidiu fazer por seus discípulos o que nem mesmo era esperado deles em seu favor (Robert Gundry: Panorama do Novo Testamento, p. 210).
A ÚLTIMA LIÇÃO DE JESUS: HUMILDADE


Para perplexidade geral, o Senhor “Levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura [atitude servil]. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em volta de sua cintura” (Jo 13. 4, 5, Novo testamento NVI).

Com o gesto serviçal Jesus rompeu mais um paradigma cultural na relação mestre-discípulo, ressignificou o sentido de liderança para a cristandade e confidenciou o que esperava deles dali em diante: “Vós me chamais o Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora se eu, sendo o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (Jo. 13. 13,14).
“Que Ele cresça e eu diminua, que Ele apareça e eu me constranja com a sua Glória e todo o seu amor, infinita humildade, servo de todos os irmãos” (Deigma Marques).

Quebrantados, os discípulos entenderam que Jesus não veio ao mundo para distribuir benesses e privilégios para alguns. Após a última lição do Mestre estavam aptos para o querigma evangélico, “A Grande Comissão” (Mt 28. 18-20).

Foram cheios do Espírito Santo (At 2) e esvaziados da ânsia pelo poder. Entenderam que não deveriam buscar honrarias humanas, que a glória dos súditos do Reino encontra-se, unicamente, na cruz do Senhor Jesus Cristo (1 Ts 2. 6; Gl 6.14).

Jesus demonstrou que no Reino de Deus não existe trabalho desonroso ou insignificante. As tarefas que parecem mais simples, realizadas com amor, são inefáveis aos olhos do Senhor. Uma bacia com água e uma toalha permanece para nós como padrão de excelência no serviço aos irmãos.



Título: A última lição de Jesus
Auto: Evaldo Jorge Mendes – Professor de História da Igreja FATES-Faculdade Teológica do Espírito Santo na CBN – ES

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Mantenham-se firmes na graça!

“Em meio às lutas da vida, Cristo é a nossa Esperança”
MANTENHAM-SE FIRMES NA GRAÇA

1 Pedro 5.12-14
12 Com a ajuda de Silvano, a quem considero irmão fiel, eu lhes escrevi resumidamente, encorajando-os e testemunhando que esta é a verdadeira graça de Deus. Mantenham-se firmes na graça de Deus.
13 Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia-lhes saudações, e também Marcos, meu filho.
14 Saúdem uns aos outros com beijo de santo amor. Paz a todos vocês que estão em Cristo

Grande Ideia: Mantenham-se firmes na graça.


INTRODUÇÃO:

Chegamos ao final da 1 Carta de Pedro. Quantas lições e ensinamentos maravilhosos pudemos extrair desta epístola. Quanta informação importante e encorajadora para a igreja em todos os tempos.
Descobrimos que há semelhança entre os primeiros leitores da carta e as igrejas da atualidade. Eles sofriam perseguições e risco de mortes, na atualidade vivemos situação semelhante em muitos lugares. Aqueles irmãos também eram humilhados e zombados pela sociedade. Nós também temos vivido a mesma incompreensão e luta, sendo zombados por causa da nossa fé.
Encontramos na carta encorajamento e princípios para os crentes do passado que nos falam ao coração ainda hoje. E a carta termina com um resumo: “esta é a verdadeira graça, mantenham-se firmes na graça”.
Olhe para o início da carta, capítulo primeiro, e você verá, no à partir do verso 3 que ela começa com a esperança da vida eterna. Deus nos regenerou em Cristo para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo, para nossa herança guardada nos céus, sobre a qual podemos exultar de alegria, embora, em nossa vida neste mundo, sejamos entristecidos por um tempo pelas provações. Sim. A graça nos motiva, nos restaura as forças nos ajudando a ficar firmes em meio às lutas.
Como afirmou Pedro, mantenham-se firmes na graça. E quero compartilhar 3 motivos para isso:



  1. A GRAÇA MOVE PESSOAS PARA COLABORAREM COM O EVANGELHO
12 Com a ajuda de Silvano, a quem considero irmão fiel, eu lhes escrevi resumidamente, encorajando-os e testemunhando que esta é a verdadeira graça de Deus. Mantenham-se firmes na graça de Deus.

Muitas vezes, no exercício da obra de Deus, precisamos do apoio de outros irmãos conosco, além da indispensável submissão ao Espírito Santo. Em Lucas 10, quando Jesus escolheu e enviou 70 pessoas para irem antes dele às cidades pregando o evangelho, ele orientou para que fossem de casa em casa em duplas. Por algum motivo, naquela ocasião não seria bom pregar sozinho. Se olharmos as viagens missionárias de Paulo, veremos que ele nunca está sozinho. As vezes sua equipe contava com muitas pessoas.
Pedro cita a ajuda de Silvano. Este Silvano, ao que tudo indica, é o mesmo Silas de Atos 15 e 16. Parece que Silvano era o nome Silas falado em latim. Era um homem de Deus, um profeta, foi ele quem levou decisões tomadas pelos apóstolos em Jerusalém para a igreja que estavam em Antioquia, na Africa. Silvano esteve com Paulo em uma de suas viagens missionárias e acabou preso em Filipos, onde teve aquele episódio do terremoto na cadeira e na conversão do carcereiro.
Agora Silvano ou Silas está ajudando a Pedro. Não sabemos se ele ajudou escrevendo a carta enquanto Pedro ditava, ou se ele ajudou levando a carta aos irmãos que a receberam. Mas o que importa aqui são duas coisas: 1. Ele era um irmão fiel; 2. Ele era um colaborador da obra.
Silvano ou Silas entra para a história, nas palavras de Pedro com apenas duas características, mas duas características que superam quaisquer outras. Era um homem de Deus de verdade, que apoiava o trabalho dos apóstolos, que pregava, que, pelo evangelho, deixou-se gastar investindo sua vida na gloria de Deus, na edificação e encorajamento da igreja e na salvação dos perdidos.
Quando olho para os irmãos neste templo a cada cultos, fico imaginando o quanto esta igreja poderia crescer se os irmãos estivessem dispostos e disponíveis como Silas. Se todos fossem colaboradores do evangelho. Se todos estivessem dispostos a gastarem sua vida pelo evangelho, com aquilo que sabem fazer. Compartilhando Jesus com amigos, trazendo pessoas ao culto com você, investindo na vida cristã de seus filhos, trazendo-os à Escola Bíblica Dominical. Enfim, precisamos de homens comprometidos com Cristo e sua igreja. Homens que sejam considerados irmãos fiéis, homens que ajudam na obra de Deus, servindo sua igreja, movidos pela graça, pela disposição em servir sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ser bênção na vida de alguém.
Somente quem está firme na graça é capaz de usar sua vida na cooperação do evangelho de Cristo.
Outro motivo para manter-se firme na graça é que:

  1. A GRAÇA FORTALECE E ALEGRA A IGREJA MESMO SOB SOFRIMENTO.
12 Com a ajuda de Silvano, a quem considero irmão fiel, eu lhes escrevi resumidamente, encorajando-os e testemunhando que esta é a verdadeira graça de Deus. Mantenham-se firmes na graça de Deus.

Continuemos olhando para o verso 12. Pedro está declarando o motivo pelo qual escreveu a carta. Encorajar e testemunhar que o que ele falou na carta é a verdadeira graça. E do que Ele falou? Volte seu olhos para o capítulo 1. Do verso 3 a 9, ele nos fala das bênçãos da salvação, motivo para nosso louvor a Deus. Pedro nos mostra em 1.12 que até os anjos querem conhecer o mistério da redenção. Nos capítulos seguintes, o apóstolo vai nos mostrar que esta graça redentora que recebemos, exige de nós reações adequadas diante dos problemas da vida.
Assim, nesta carta, Pedro nos ensina que precisamos refletir o caráter de Cristo enquanto estamos neste mundo. Somos forasteiros, pertencemos ao reino de Deus, ao reino dos céus e, por isso, não pertencemos a este mundo. Estamos aqui de passagem. Nossa reação ao que o mundo faz deve revelar as mesmas atitudes de Cristo.
No capítulo 2.4-8, Pedro nos lembra que somos um novo templo, somos sacerdotes, ajudando pessoas a terem um encontro com Jesus. Ainda no capítulo 2 e no capítulo 3, aprendemos a submissão. Submissão a Deus, às autoridades. Mulheres sendo submissas à seus maridos, maridos submissos a Cristo sendo sensíveis às necessidades de suas esposas. Também a submissão mútua na vida comunitária da igreja, enfim, seguindo o exemplo de Cristo em sua submissão a Deus pai.
Pedro nos orienta que o sofrimento por causa do evangelho é motivo de alegria, pois Deus nos abençoará. Ainda que soframos, devemos manter a consciência limpa e utilizar isso como oportunidade de testemunhar de Cristo. Pedro termina o capitulo 3, nos mostrando que nos identificar com Cristo no sofrimento é também ter certeza de participar do seu triunfo celestial.
No cap 4, somos encorajados a manter atitude positiva em meio ao sofrimento, lembrando que isso nos qualifica para a bênção do Senhor, pois traz gloria ao Senhor. Assim, chegamos ao final da carta, no capítulo 5, sendo lembrados da submissão à liderança espiritual da igreja e da importância de uma vida humilhada debaixo da mão do Senhor, uma vida dependente da graça, que nos faça pessoas mais atentas para a realidade do diabo e seus planos de nos destruir, a quem, submissos a Cristo e dependentes da graça, temos condições de resistir e vê-lo fugir de nós.
Esta é a verdadeira graça de Deus. Você já recebeu essa graça, quando arrependeu-se de seus pecados e creu em Cristo como salvador e Senhor. Agora é tempo de submeter-se à direção do Espírito Santo e da Santa Palavra. Nossa vida com Cristo não pode se resumir a um culto por semana. Nossa vida com Cristo deve ser experimentada todos os dias e no compromisso com a igreja e com a pregação do evangelho. Se o que está em sua vida é a graça verdadeira, esta é a reação adequada que você deve ter para glorificar a Cristo.
Por fim, outro motivo para se manter na graça, é que:

  1. A GRAÇA PROMOVE COMUNHÃO PROFUNDA.
13 Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia-lhes saudações, e também Marcos, meu filho.
14 Saúdem uns aos outros com beijo de santo amor. Paz a todos vocês que estão em Cristo

                Em João 17.21 Jesus orava ao Pai, se referindo à igreja, pedindo: “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”. Estas palavras de Jesus deixam clara a ideia de que a comunhão na igreja é a prova da transformação causada pelo poder do Espírito Santo em nossas vidas, bem como a comprovação de que a igreja local está firme em Cristo e vivendo o evangelho.
O maior obstáculo ao crescimento da igreja local é a falta de comunhão entre os irmãos, pois revela falta de poder transformador de Cristo entre nós. Se as coisas de Deus não causam prazer a uma pessoa que se diz cristã e membro de uma igreja, como acreditar que a igreja de Cristo funciona? Quando o trabalho, o esporte, a diversão, quando as coisas da vida tornam-se mais importantes do que a comunhão com a igreja, há algo de muito errado conosco.
Pedro esclarece que o que foi ensinado na carta é a verdadeira graça. Devemos sofrer pelo evangelho, para que estejamos unidos pela graça. Abrir mão de interesses pessoais para que a igreja seja edificada e fortalecida é um modo de entender o sofrimento por Cristo. Na igreja nada fazemos pensando em nós mesmos, mas em Cristo e no próximo. Há um entendimento diabólico espalhado entre os crentes de que estar na igreja e nos cultos é para ganhar alguma coisa. Essa ganância é pecaminosa. Na igreja somos trazidos pela graça que nos uniu, e estamos aqui para servir uns aos outros e não para obter vantagem uns dos outros.
Pedro termina a carta, falando da “também eleita que está em Babilônia”. Creio eu que Pedro está falando de uma igreja, um grupo de irmãos que estavam na região de Babilônia, a quem Pedro, de alguma maneira, também estava ajudando. Pedro ainda faz menção de Marcos, provavelmente, João Marcos, o autor do evangelho de Marcos, que abandonou Paulo durante algum tempo, mas que depois de reassumir seu compromisso, se tornou um homem extremamente útil na causa de Cristo e no fortalecimento das igrejas. A comunhão entre as igrejas de cidades diferentes era já uma marca do evangelho.
Agora Pedro está pedindo aos irmãos que saudassem uns ao outros com ósculo santo ou beijo santo. Uma forma comum da igreja antiga era beijar os irmãos em pureza e santidade de coração, visando apenas a demonstração de comunhão.

CONCLUSÃO:
Mantenham-se firmes na graça. Ela é a motivação para tudo na igreja. Pela graça fomos salvos por meio da fé.
Pela graça enfrentamos os problemas que nos aparecem e os vencemos com os olhos postos na eternidade.
Pela graça somos motivados a colaborar com a pregação do evangelho.
Pela graça somos fortalecidos e nos alegramos em meio ao sofrimento, para sermos participantes da vitória de Cristo.
Pela graça desenvolvemos comunhão profunda com Cristo e uns com os outros.
Mantenham-se firmes na graça!
Texto de: 
Pastor Joaquim Dias

Crescer em Cristo para vencer o Falso Evangelho 1

2 Pedro 3.18
18 ​antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.
Grande Ideia do Livro: Conhecer e crescer no conhecimento de Cristo traz segurança pessoal e vitória contra o falso evangelho.
INTRODUÇÃO:
                Se você gosta de filmes, já deve ter passado por alguma cena em que duas pessoas iguais aparecem e uma terceira pessoa tem que descobrir qual é a verdadeira. Para saber isso, geralmente, a pessoa se prende a algum detalhe. Uma palavra ou expressão que a pessoa verdadeira não falaria; algum detalhe na aparência que somente a pessoa verdadeira tem; ou ainda, uma história em que somente a pessoa verdadeira saberia contar. Em todos estes casos que citei, uma coisa foi necessária para se identificar a pessoa verdadeira – conhece-la muito bem, conhece-lo intimamente.
                É disso que trata a 2ª carta de Pedro. Era por volta do ano 67 depois de Cristo, Pedro estava perto da sua morte, a tradição diz que foi crucificado de cabeça para baixo, pois não se sentiu digno de ser crucificado como Jesus, o seu senhor e salvador. A igreja estava debaixo de muita perseguição pelo imperador Nero. Viver Cristo era um desafio! Era arriscado! Quem se dissesse cristão poderia ser preso, colocado para disputar a vida com leões no Coliseu, ou mesmo ser queimado vivo num poste servindo de lâmpada para as cidades.
                O evangelho exigia uma mudança de vida. Diante da possibilidade da morte, somente os fiéis a Cristo conseguiriam ficar firmes. No entanto, havia um perigo iminente. Falsos pregadores estavam começando a se infiltrar nas igrejas. Eles ensinavam heresias, um evangelho mais fácil, mais mundanizado, que facilitaria a vida das pessoas na sociedade e diminuiria os riscos da perseguição. Muitos poderiam ceder a esses apelos de viver uma fé diminuída pelos interesses humanos e pecaminosos.
                Pedro já havia escrito uma carta para os cristãos peregrinos, dispersos pela região da Ásia, pelas colônias romanas há alguns anos atrás. Agora, os perigos aumentavam. Era preciso escrever outra carta. Havia 3 propósitos de Pedro nesta carta:
1. Deus havia provido tudo que precisavam saber para a confirmação da sua fé.
                Era preciso despertar aqueles irmãos para a importância de uma vida cristã autêntica, cheia do conhecimento de Cristo, para que eles não fossem enganados. (1.3-11) Era hora daqueles irmãos tomarem posse de todas as coisas que Deus havia provido para que crescessem na fé; e ficarem firmes nas promessas de Cristo e das Escrituras. (1.12-21).
                Se eram salvos, deviam dar frutos que comprovassem sua condição espiritual diante de Deus. Isso os tornariam mais seguros de sua vida cristã. (1.8-9).
                Era preciso, como salvos por Jesus, se livrarem dos pecados, (1.4), e desenvolver a fé cristã, trabalhando para que a esta fé, fossem acrescidas mais pontos importes, vida moral ajustada, conhecimento de Deus e sua palavra, autocontrole, vida controlada e dirigida pelo Espírito de Deus.
                Os crentes deviam dar atenção à Santa Palavra de Deus. Afinal, ela não havia sido produzida pelo interesse pessoal de alguém, mas foi produzida por homens santos, que falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. (1.21).
                Conhecer a Cristo era dar atenção e valor às Escrituras. Apropriar-se da fé, inclui conhecer e conhecer muito bem a Cristo e sua palavra.
                Mas porque a igreja tinha que buscar esse conhecimento?
2. Conhecer a Cristo torna mais fácil rejeitar os falsos mestres e seus falsos ensinos.
                No capitulo 2, Pedro vai nos apresentar os falsos mestres. Pessoas que se infiltram nas igrejas para desvirtuar a fé e desviar pessoas. Eles são comparados aos falsos profetas do Velho Testamento. Enquanto os profetas eram homens de Deus com a mensagem de Deus, esses falsos mestres se faziam de sábios, e suas mensagens eram humanistas.
                No passado, os falsos profetas negavam a Deus Yaweh, e os falsos mestres negavam e repudiavam a Jesus como Deus, e desdenhavam de sua morte.
                Pedro mostra em 2.2-3 “2 ​E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; 3 ​também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.” Vejam que Pedro mostra que apesar de alcançarem sucesso com a pregação de vida desregrada, Deus os julgaria e esse juízo estava próximo.
                Pedro mostrou como Deus tratou os anjos e os homens, antes e depois do dilúvio, como Deus os julgou e puniu (2.4-6). Mas também apresentou o Deus gracioso que salva aqueles que acham graça aos seus olhos, como fez livrando a Ló.
                Pedro descreve os falsos chamando-os de insubmissos, imorais, insaciáveis, ignorantes, ilusórios. O pecado os leva para uma situação terrível. E aqueles que, mesmo nas igrejas, seguem a pessoas assim, Pedro diz que 20 ​Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro.  21 ​Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. 22 ​Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal.
                Sim, Pedro mostra que quem se afasta da verdade bíblica é comparado aos dois animais mais imundos para os judeus (o porco e o cachorro).
                Era preciso se fortalecer na fé e na palavra, mas como?
3. Fortalecer a convicção da volta de Cristo como fonte de esperança e fé.       
                Pedro está interessado que aqueles irmãos buscassem crescimento em Cristo, o conhecessem mais de perto, intimamente, para logo e facilmente identificar as pessoas falsas e os ensinos falsos. A volta de Cristo precisava ser uma verdade no coração daqueles irmãos, porque os falsos mestres tentariam negá-la, eles zombariam desta verdade, eles fariam com que a mensagem do evangelho fosse apenas para esta vida e retirando do evangelho a sua perspectiva eterna.
                Pedro vai destruindo o argumentos deles no capítulo 3. 3 ​tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões 4 ​e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.  5 ​Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus,  6 ​pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. 7 ​Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios.
                Para que a verdade de Cristo seja colocada nos corações, a igreja precisava se empenhar em 3 coisas importantes: ser achados em paz (v.14); irrepreensíveis (v14); Era preciso conhecer bem a Deus (v.15, e 16); se prevenir dos falsos para não cair, mas crescendo na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
CONCLUSAO:
                Conhecer e crescer no conhecimento de Cristo traz segurança pessoal e vitória contra o falso evangelho.           
                Vamos ver muitos ensinos maravilhosos nesta 2 carta de Pedro. Participe. Leia esta carta em sua casa. Deixe Deus falar ao seu coração.
                Tome posse das verdades bíblicas pela fé e ação do Espírito Santo em seu coração, sendo produtivo, vivendo e compartilhando o evangelho.
                Livre-se das heresias e dos falsos pregadores, conhecendo o que é verdadeiro para identificar rápido o que é falso.
                Cresça na graça e conhecimento de Jesus.     

Texto de: 
Pastor Joaquim Dias

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Quem pode corrigir?




Repreender não é apenas dever do pastor (no púlpito ou em aconselhamentos e disciplinas). 
Cada cristão tem a incumbência de fazê-lo. Jesus declarou:

“…se teu irmão pecar contra ti, repreende-o …” (Lucas 17.3)

O texto não diz “se teu discípulo” ou “se teu liderado” ou “se teu filho na fé” pecar; o texto sagrado diz: “se teu irmão pecar contra ti”. Há momentos em que os líderes terão que se posicionar com autoridade para repreender, pois Paulo instrui a Tito:

“Exorta e repreende com autoridade” (Tt 2.15).

Porém, não quer dizer que essa ação de repreensão deva se limitar somente aos líderes. Todo crente deve aprender a corrigir seu irmão(ã) quando este falhar.

“Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente a cada dia, durante o tempo que se chama hoje, a fim de que ninguém se endureça pelo engano do pecado.” (Hebreus 3.12,13)
Quando encorajamos os irmãos a praticarem o princípio de repreensão e correção mútua, corremos o risco de sair de um extremo (onde ninguém corrige) e ir a outro (onde qualquer um acha que pode corrigir). Portanto, penso que devemos ter certa cautela e ensinar acerca desses princípios.

Precisamos aprender a importância da interação e dos relacionamentos no Corpo de Cristo. Francisco de Assis declarou: “Ninguém é suficientemente perfeito que não possa aprender com o outro, e ninguém é totalmente destituído de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão.”

Concordo com o fato de que devemos ser ensináveis e aprendermos uns com os outros. Porém, quando o assunto é correção (e penso que isto vai além do aprendizado mútuo), não é qualquer um que, dentro da igreja, pode chegar a repreender outro; é necessário ter certa maturidade para isso. Há alguns critérios bíblicos para tal, e entre eles Paulo destaca dois importantes: bondade e conhecimento.

“Eu, de minha parte, irmãos meus, estou persuadido a vosso respeito, que vós já estais cheios de bondade, cheios de todo o conhecimento e capazes, vós mesmos, de admoestar-vos uns aos outros.” (Romanos 15.14)
Uma pessoa cheia de bondade é bem diferente de uma cheia da amargura. A amarga não corrige; briga com todo mundo! Mas repreender é algo que se faz com um coração cheio de bondade. Portanto, somente um crente em tal condição é capaz de ferir o justo em seu benefício. Caso contrário, será prejuízo. A bondade focará o alvo correto: o erro em si, e não a pessoa que errou.

Também é necessário conhecimento bíblico, experiência de vida cristã. Uma repreensão que é sempre seguida de conselho mostra não apenas o erro em si, mas aponta a forma correta de comportamento. Não deve ser fundada meramente na opinião de alguém, mas na Palavra do Senhor.

O apóstolo Paulo deixa claro que não é qualquer um que tem a capacidade de se exercitar nessa prática, mas que os que estão cheios de bondade e conhecimento já se encontram prontos para isso.

A FORMA DE FAZÊ-LO

Vimos quem pode repreender a seu irmão quando este se encontra em erro, e agora quero lançar algumas bases bíblicas sobre a maneira correta de fazê-lo. Charles Spurgeon, ministro britânico conhecido como o príncipe dos pregadores, afirmou: “A repreensão não deve ser um balde de água fria para congelar o irmão, nem água fervente para queimá-lo”.

Destaquei cinco aspectos importantes que devem determinar a forma de corrigir nossos irmãos no Senhor. Vejamos o que a Palavra de Deus diz sobre isso:

1) Como a filhos amados
Quando o apóstolo Paulo corrigiu os irmãos de Corinto, demonstrou um coração paternal exemplar:

“Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.” (1 Coríntios 4.14)

Todo pai sabe como é corrigir um filho. A correção dói mais em nós do que neles! Entretanto, o amor que temos pelos filhos nos leva a corrigi-los. Não queremos infligir-lhes dor; queremos ensiná-los e poupá-los de dores maiores.

É por isso que não se deve corrigir um filho quando se está irado ou alterado emocionalmente. A correção deve ser uma manifestação de amor e cuidado. É isso o que aprendemos com nosso Pai Celeste, do qual as Escrituras dizem:

“Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho” (Hb 12.6 – NVI).

Portanto, a correção aos nossos irmãos em Cristo deve ser feita com o mesmo coração amoroso com que corrigimos os próprios filhos.

2) Em espírito de mansidão
A correção não deve manifestar um tom de condenação. Deve ser feita em espírito de mansidão. Isto significa que correção não é briga. Também não é condenação. É um ensino amoroso que visa a restauração de quem errou. Santo Agostinho declarou:

“Convém matar o erro, mas salvar os que estão errados”.

“Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado.” (Gálatas 6.1)

Além do fato de que o espírito de mansidão não acusa e nem condena (o que falhou), embora reprove (a falha em si), ele também expressa humildade em vez de altivez. O apóstolo disse que devemos cuidar para que, na área em que corrigimos outros, não venhamos também a ser tentados. Em outras palavras, pode acontecer com qualquer um!

Alguns irmãos corrigem outros como se eles mesmos não estivessem sujeitos a queda e falha. Isto é errado e contrário às Escrituras! Paulo disse que quem está em pé cuide para que não caia (1 Co 10.13). Também declarou que esmurrava seu próprio corpo para que, depois de pregar, ele mesmo não viesse a ser desqualificado (1 Co 9.27). Mesmo ao corrigir, o apóstolo parecia sugerir a ideia de “pode acontecer comigo e com qualquer um”, e “eu entendo e vou lhe ajudar”. Se nós tivermos esse mesmo coração, certamente teremos resultados bem melhores ao aplicar a correção.

3) Com sensibilidade para tratar cada caso

“Exortamo-vos também, irmãos, a que admoesteis os insubordinados, consoleis os desanimados, amparai os fracos e sejais longânimos para com todos.” (1 Tessalonicenses 5.14)


De acordo com a instrução bíblica, cada tipo de deficiência merece um trato específico. O insubordinado deve ser admoestado; o desanimado deve ser consolado; os fracos devem ser amparados e TODOS merecem longanimidade.

Não podemos inverter a ordem. Há igrejas em que os insubordinados são amparados e consolados e os fracos e desanimados são admoestados! Quando isso acontece, o erro de um não é corrigido e a necessidade de apoio de outros é pisoteada.

Um texto bíblico que me ajudou a compreender que devemos fortalecer os fracos e desanimados, em vez de acabar de matá-los de vez, foi o seguinte:

“Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade promulgará o direito.” (Isaías 42.3)

Eu nunca havia entendido a expressão “não esmagará a cana quebrada” até um dia em que eu fui à lavoura de um amigo. Entramos de caminhonete em sua plantação de trigo para que ele pudesse avaliar o estado do trigo em diferentes pontos, e eu percebi que, à medida que avançávamos, deixávamos atrás de nós um trilho, a marca dos pneus que pareciam esmagar as plantinhas indefesas. Inocentemente eu lhe perguntei se ele não estava estragando aquela parte da plantação por onde passávamos, e ele me disse que não. Ele parou para mostrar-me que, mesmo com o talo quebrado, aquele trigo se levantaria de novo, num verdadeiro processo de regeneração da natureza. Em seguida ele me mostrou outras áreas onde isso já havia acontecido. Quando a Bíblia fala sobre “cana”, ela está falando sobre o caule das plantas. Deus está dizendo que mesmo que elas se quebrem, Ele não as destruirá por causa disso, mas permitirá que elas sejam restauradas e que as suas rachaduras sejam refeitas. Quando estamos “quebrados” em alguma área de nossas vidas, o Senhor não nos esmaga por não sermos perfeitos, mas Ele permite que uma restauração ocorra. Logo, devemos ter o mesmo coração amoroso e misericordioso para com aqueles que corrigimos.

A outra frase do versículo, que transmite a mesma mensagem da primeira, é: “Ele não apagará a torcida que fumega”. É uma alusão ao pavio da lâmpada que já não está mais aceso, que está se apagando. Novamente a Bíblia declara que, até mesmo quando não estamos em conformidade com o que Deus planejou para nós, Ele não nos destrói. O Senhor não molha a ponta dos Seus dedos com saliva para apertar o pavio que fumega, como fazemos com uma velinha de um bolo de aniversário. Não! Como diz o antigo cântico pentecostal, “Se apagar o pavio que fumega, Jesus assopra, e o fogo pega!” Aleluia! Jesus jamais apagará o nosso último pavio de esperança! Portanto, nem nós tampouco devemos fazer isso com os que erraram. O propósito da correção é a restauração, não o massacre daquele que errou.

Mas, o mais interessante é o que a Bíblia nos instrui como trato geral: ser longânimo para com todos. Não importa o erro; todos merecem paciência de nossa parte. Cada erro (a falha em si) requer um trato diferenciado na hora da correção, mas todos os que erram (as pessoas) merecem um mesmo trato: paciência. Todos já fomos crianças e imaturos um dia (tanto natural como espiritualmente), e lembrar isto nos ajuda a ter com outros a paciência que já tiveram conosco um dia.

Eu estava no trânsito um dia desses e encostei atrás de um carro de autoescola; quando comecei a incomodar-me com a lentidão com que o aprendiz de motorista dirigia, li um adesivo no vidro traseiro do carro que dizia: “Calma, eu sou você ontem”. Recordar que já dirigimos assim antes, e quão feliz nós ficávamos quando não buzinavam o tempo todo atrás de nós ajuda a ter paciência com os novatos. Façamos o mesmo na vida cristã!

4) Não como inimigo, mas como irmão

Algo que a maioria de nós precisa aprender é que confronto não é, do ponto de vista bíblico, guerra. A pessoa que errou, por pior que tenha sido o seu erro, ainda é parte da mesma família da fé a que nós pertencemos! Por isso, a Escritura declara que devemos admoestar (corrigir) essa pessoa como a um irmão; não como se fosse um inimigo:

“Todavia, não o considerais com inimigo, mas admoestai-o como irmão.” (2 Tessalonicenses 3.15)
Jesus nos orientou a advertir quem errou com um único propósito: ganhar nosso irmão (não o inimigo; o irmão).

“Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão.” (Mateus 18.15 – NVI)


E se não houver resultados na repreensão inicial, Jesus nos aconselhou a tentar de novo, com testemunhas. Se ainda não houver resultado, tentar mais uma vez, diante da igreja. Somente em última instância, por não aceitar a repreensão, alguém pode chegar à mais forte expressão de disciplina na igreja: a exclusão (Mt 18.15-17). Porém, mesmo em casos de severa disciplina, somos orientados a prosseguir amando e perdoando a esses irmãos (2 Co 2.5-8).

5) Na expectativa de arrependimento

Algo que tenho aprendido muito nos últimos anos, com o pastor Abe Huber, é acreditar nas pessoas. Não digo acreditar no sentido humanista de que as pessoas sejam boas em si mesmas, mas no sentido de crer na ação de Deus em suas vidas, crer para a transformação delas. Ele me inspirou a não desistir de quem erra e a lutar por cada um que falhou e aplicar fé, muita fé, pela sua restauração.

Muitas vezes confrontamos as pessoas já esperando que elas não aceitem e planejando nossas reações em cima das possíveis ações de quem iremos corrigir. Sei por experiência própria; já fiz isto como pastor e como irmão em Cristo, como familiar e como amigo – em todos os níveis de relacionamento. Também já conversei com muita gente que fez o mesmo, em posição de liderança ou não.

Paulo instruiu seu jovem discípulo Timóteo em relação a isso:

“Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 2.24,25 – NVI)

O texto bíblico fala sobre corrigir na esperança (ou expectativa) de que Deus conceda o arrependimento. Não é corrigir por corrigir, só para dizer que tentou. É lutar pela restauração. É aplicar fé que haverá arrependimento e mudança!

6) Correção com encorajamento

Nos primeiros anos do casamento descobri a minha limitação em relação à forma de falar na hora de criticar ou corrigir. Minha esposa tentava alertar-me para a minha abordagem errada (não só com ela, mas com todo mundo). Porém, ainda assim, eu sempre argumentava com ela e defendia a ideia de que a verdade tem que ser dita e que quem está errado tem que ser corrigido. A Kelly, por sua vez, dizia que não era contra a crítica e a correção em si, mas com a maneira como eu fazia aquilo. E repetia sempre:

“Não é o quê você fala que me aborrece, é como você fala”.

Confesso que, para mim, era muito difícil entender isto. Um dia ela me pediu:

“Quando você quiser me corrigir, bem que você poderia começar e terminar com um elogio. Ficaria bem mais fácil”.

Retruquei imediatamente que isto era psicologia barata e que eu me recusava a jogar este tipo de jogo e fazer aquilo. Porém, um tempo depois, em meu momento de oração tive uma experiência constrangedora com Deus. Enquanto orava, tive uma forte impressão em meu espírito. Uma frase muito nítida ecoava dentro de mim:

“Por que você Me acusou de usar de psicologia barata no trato com as pessoas?”

Rapidamente respondi que não tinha feito aquilo com o Senhor. Mas a impressão continuava “falando” dentro de mim:

“Você disse à sua esposa que elogiar antes e depois de corrigir é usar de psicologia barata. E, se você examinar as sete cartas às igrejas da Ásia no livro de Apocalipse, vai descobrir que Eu agi exatamente desta forma. Logo, você me acusou de usar de psicologia barata!”

Fiquei chocado. Pedi perdão a Deus. Fui ler as cartas do Apocalipse e constatei a forma como Jesus se dirigiu às igrejas da Ásia: elogio primeiro, correção depois! Por exemplo, veja a carta dirigida à Igreja de Éfeso:

1) ELOGIO:

“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança; sei que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança e por amor do meu nome sofreste, e não desfaleceste” (Ap 2.2,3).

2) CORREÇÃO:

“Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, se não te arrependeres” (Ap 2.4,5).

3) NOVO ELOGIO:

“Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço” (Ap 2.6).

Ouvi o pastor Abe Huber chamar este tipo de correção de “sanduíche”, dizendo que assim como o hambúrguer fica entre os dois pedaços de pão, assim também a correção deveria ser “servida” entre elogio e encorajamento. Encontramos o mesmo princípio do elogio ou encorajamento antes da correção sendo aplicado por Jesus nas demais cartas às igrejas da Ásia. Precisamos aprender a usar nossas palavras para produzir encorajamento.

Fonte:  Portal Guiame.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Entenda o que é a maledicência e como você a pratica sem saber



Maledicência é, basicamente, falar mal dos outros.

Maledicência é denegrir a imagem das pessoas, mas também pode aplicar-se a denegrir a imagem da igreja que você faz parte, da empresa que você trabalha, etc.
E sinceramente, talvez todos nós já tenhamos feito isso um dia, não é mesmo?! 😕

Maldizer alguém é espalhar calúnias contra uma pessoa de maneira que venha a sujar sua honra/reputação; é também lançar contra ela acusações sem fundamento.

Olhando por este ponto eu fico a pensar quantas vezes nós já demos ouvidos a boatos que uma pessoa fala sobre a outra, damos crédito a tal boato e o comentamos com outros conhecidos nossos também, sem ao menos procurar saber se este é verdade ou como tal pessoa se sente com relação a isso.
Você já foi portador de algum boato ou comentário negativo sobre alguém sem ao menos saber diretamente da verdade?
Algumas pessoas até ousam afastar-se de outras devido à maledicência, pois dão ouvidos aos maldizentes, e isto infelizmente é muito presente em várias igrejas.
Não deveríamos nos envergonhar disso e colocar um freio nesse tsunami de fofocas desprovidas de verdade?

Muitos não percebem, mas a maledicência também é a forma mais desprezível de auto exaltação!

Tem gente que gosta de denegrir a imagem do outro para promover a sua própria, mostrar que tem razão, etc.
É justamente por isso que o maldizente tem um prazer doentio em desconstruir a imagem das pessoas, este é o hábito preferido dele.
Se quiser identificar um maldizente basta parar pra conversar com ele por 1 minuto, e você já vai ouvi-lo comentar algo negativo sobre a vida de alguém, pois adora espalhar boatos.
A boca fala do que o coração está cheio!
O maldizente não consegue se colocar no lugar do outro para saber como ele se sente com relação ao que tem passado devido aos falsos boatos, por isso ele não consegue enxergar que sua língua é como uma espada afiada que fere seu semelhante, por isso tem tanta atração pela fofoca.

A maledicência é um vício maldito e um hábito perigosíssimo.

Se não estivermos atentos para identificá-la prontamente, a maledicência se alojará em nosso coração aos poucos e logo se tornará um habito, e geralmente não vemos um hábito como uma coisa ruim, pois é algo comum que praticamos normalmente..
Mas a verdade é que a maledicência provoca intrigas e gera até morte!
Precisamos entender que nossa língua deve ser uma fonte de vida, ou uma cova de morte. Qual destes dois tem sido a sua?
 língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto. (Provérbios 18:21 NVI)
Nós precisamos ficar atentos dia a dia e escolher do que queremos fazer nossa língua: uma árvore que dá vida, ou um espinho que fere.
A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. (Provérbios 10:11 NVI)

Avalie a si mesmo(a), durante seu cotidiano, no seu trabalho, na sua igreja, dentro da sua casa, dentre os seus parentes, a sua língua tem sido medicina que cura, ou veneno que mata?


A Bíblia descreve a língua como uma chama que começa bem pequena, mas logo consegue incendiar toda uma floresta! (Tiago 3:4-6)
Alimentar a maledicência fazendo comentários negativos a respeito de alguém é como jogar um saco de penas do alto de uma montanha, elas se espalharão de tal maneira que será impossível juntá-las novamente!
O maledicente consegue com facilidade espalhar contendas e intrigas dentre os irmãos, e a Bíblia descreve este como um dos pecados que Deus mais abomina! (Provérbios 6:16-19)
Uma língua solta é realmente capaz de fazer muitos prisioneiros.
O maledicente nem imagina o quanto há relacionamentos quebrados, lares feridos e até destruídos por causa de sua maledicência.

Cuidado com a maledicência, pois o maldizente um dia comerá do fruto dela!

O Senhor Jesus deixou ensinamentos bem claros a respeito da maledicência, e deixou confirmado que o julgamento que fazemos dos outros um dia, sem misericórdia, voltará para nós:
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados; e com a medida que medirdes vós sereis medidos.” (Mateus 7:1-2 KJF)
O maldizente realmente não tem condições de falar mal dos outros, visto que sua própria conduta é reprovável!

Portanto, tu és indesculpável, ó homem, qualquer um que julgas; pois no que tu julgas a outro, a ti mesmo te condenas, pois tu que julgas, fazes as mesmas coisas. (Romanos 2:1 KJF)
E é de se admirar que (infelizmente) há muitos crentes maldizentes em nossas igrejas que, durante o culto glorificam a Deus, mas no cotidiano falam mal de seu próximo como se não estivessem fazendo nada demais.

Não importa o que o crente maldizente faça na obra de Deus ou julgue fazer para Deus, nada fará provar que ele não seja um hipócrita!

Se algum homem entre vós parece ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu próprio coração, a religião desse homem é vã. (Tiago 1:26 KJF)
Nós não somos o que falamos ou o que dizem de nós, mas antes somos o que fazemos! O que você tem feito com sua língua?
Ela é uma fonte de bênção ou maldição? Cura ou mata? Fala verdade ou mentira? Jorra sabedoria ou maledicência?
mas a língua nenhum homem pode domar. É um mal indisciplinado, cheio de veneno mortal.
Com ela bendizemos a Deus, e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, que foram feitos à semelhança de Deus.De uma mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que estas coisas sejam assim.
Porventura de alguma fonte, de um mesmo local, jorram água doce e água amarga?Pode a figueira, meus irmãos, produzir azeitonas, ou a videira figos?
Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce. (Tiago 3:8-12 KJF)
Decida o que fará com a sua língua daqui pra frente!

A pessoa que vive de maledicência pelos cantos condena a sua própria alma ao inferno!

O Senhor Jesus não deixou barato para quem é falso e usa sua língua para falar mentiras também, veja:
Ó geração de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom traz boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro traz coisas más.
Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.
Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado. (Mateus 12:34-37 KJF)
 Se você tem dado lugar à maledicência no seu cotidiano, se a tua língua tem sido usada como instrumento das trevas para sem piedade alguma ferir aos outros, é hora de avaliar a si mesmo(a) e começar a corrigir seus maus hábitos!
Ou sua língua é útil para Deus e para as pessoas, ou ela é venenosa e imprestável!
Cabe a mim e a você orientarmos o uso de nossa língua!
Que nenhuma comunicação corrupta proceda de vossa boca, mas aquilo que é bom para promover a edificação, para que ministre graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29 KJF)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Falta de Deus no Lar

a falta de deus no coração
Por se tratar de uma instituição divina, a família tem sido atacada desde o Éden por inimigos mortais. No mundo moderno, esse ataque tem sido extremamente violento, a ponto de muitos já duvidarem da necessidade de constituir família. Há moços que têm receio de se casarem temendo não ter condições de levar adiante a constituição do lar, e também há moças que sentem o mesmo receio. Além disso, há, ainda, os que, inebriados pela propaganda materialista, que prega novas formas de convivência social em substituição ao lar, preferem lançar-se ao mar revolto das aventuras, das libertinagens sexuais, do falso "amor livre", e de tantas outras fugas, a enfrentarem a realidade, da boa convivência social, com base na instituição familiar.

Por trás de todo o ataque à família, está o inimigo de Deus e dos homens, Satanás. E poucos sabem disso. As famílias cristãs, quando verdadeiramente cristãs, são as que estão em melhores condições, espirituais e morais, de reagirem e vencerem os ataques diabólicos contra o lar. Veremos agora alguns dos terríveis inimigos do lar e da família, e como combatê-los.

O PERIGO DA FALTA DE DEUS NO LAR
A falta de Deus é o inimigo número um do lar. Ele se revela quando o ambiente em casa é destituído de espiritualidade. Quando Deus está presente no lar, sente-se uma atmosfera diferente, agradável e santa. O pai e a mãe se unem aos filhos para servirem ao Senhor. Deus é o hóspede invisível, mas real, que domina o ambiente da família. Em cada canto da casa, pode-se sentir Deus. Há harmonia entre todos. Há louvores. Há devoção sincera ao Senhor. As coisas de Deus são colocadas em primeiro lugar e o lar é uma continuação da igreja.

Por outro lado, quando Deus não está no lar, sente-se que o ambiente é carnal, pesado, cheio de manifestações mundanas. Não se louva a Deus, mas a criatura. Não se ora, não se busca o Senhor. A Bíblia, se existir, está escondida. As músicas são profanas. Não existe harmonia no casal nem nos filhos. As coisas materiais estão em primeiro lugar. 'Só se pensa em prazeres materiais, riquezas, dinheiro, diversões e coisas mundanas! a casa é uma continuação do mundo. É bom não esquecer o que diz o salmista: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Sl 127.1).

Quando o Senhor edifica, as bases, as colunas, as paredes espirituais, os muros ficam fortalecidos pelo Supremo Arquiteto. Mas os pais, para começarem com Deus e continuarem com Deus, precisam cumprir os seus deveres cristãos, como já foi dito antes. Em resumo, para ter Deus no lar, é necessário: Ter no lar uma vida de oração.

- Realizar o culto doméstico, adorando a Deus com a família.
- Cultivar e estimular no lar a leitura da Bíblia Sagrada.
- Levar a família, cedo, ao ambiente sadio da igreja. ·
- Estar vigilante quanto às "astutas ciladas do Diabo" contra o lar.
- Combater todas as formas de infiltração do materialismo ateu, seja por via da escola, dos meios de comu-nicação (tevê) ou de outras pessoas.
- Levar a família a ocupar-se no serviço do Senhor.


  Autor: Pr. Elinaldo Renovato de Lima