"Não se aparte da tua boca o livro desta lei antes medita nele dia e noite"Josué1:8


quinta-feira, 19 de junho de 2014

De Que Você Está se Alimentando?


"Não ter tempo para Deus é viver perdendo tempo."

Vivemos em uma sociedade onde o padrão de beleza, principalmente para as mulheres, é ser magerríma. Com isso vemos jovens, principalmente adolescentes, fazendo qualquer coisa em busca de um "corpo perfeito". Daí surgem as bulimias, anorexias e uma série de problemas que muitas vezes levam à morte.

Onde estou querendo chegar? tem uma frase popular que diz: você é o que você come! Analisando isso vemos que tem um fundo de verdade, pois as pessoas que tem uma alimentação equilibrada, balanceada, livre de gorduras e frituras, dificilmente terão problemas de saúde.

A pergunta é: De que você tem se alimentado espiritualmente? Você está se alimentando em pastos verdejantes, ou está se alimentando de ervasdaninhas? Estamos vivendo dias difíceis, em tempos trabalhosos. O apóstolo Pedro já nos alertou sobre os falsos mestres. (I Pe 2:1-3) que surgiriam para destruir o povo. Por isso, hoje não vemos a Palavra pura e genuína sendo pregada, ou seja, o alimento necessário para o nosso espírito.

Temos visto vir detrás de púlpitos alimentos podres, degenerado que só fazem mal; e que infelizmente tem matado muita gente (Os 4:6), que não enxerga ou não quer enxergar que Deus não está na vida dessas pessoas. Ao invés de pregar a Palavra, ensinar as coisas espirituais, estão pregando somente os bens terrenos, as coisas dessa terra.

O nosso mestre nos ensinou a "buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt 6:33). Jesus disse: "aprendei demim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas" (Mt 11:29).

Eu te pergunto: com quem essas pessoas estão aprendendo? Com Jesus da Bíblia, te afirma que não é. Jesus nunca pregou correntes, campanhas, prosperidades, ou seja, nunca pregou bens terrenos, e nunca ordenou aos seus discípulos quepregassem. Portanto, devemos aprender somente com o nosso mestre. Da mesma maneira que nos alimentando mal, naturalmente falando, pode trazer sérios problemas à saúde, assim é o nosso espírito.

Por isso temos visto pessoas raquíticas espiritualmente, fracas, sem conhecimento, sem autoridade, temendo o diabo;vivendo somente uma vida deaparência. Tudo isso é resultado da alimentação podre que os falsos mestres das suas igrejas tem lhes dado. Ainda tem a coragem de baterem no peito, dizendo-se servo de Deus. Que Deus? Só se for o deus deste século.

A erva daninha tem sido a alimentação de muitos "crentes", ervas daninhassão ervas venenosas, que só trazem danos para quem se alimenta dela. O pastorde ovelhas conhecia bem essas ervas. Era o dever dele, arrancá-las do meio do pasto, para que as ovelhas não morressem envenenadas, pois estas eram totalmente dependente do pastor.

Na simbologia a ovelha somos nós. Jesus é o bom pastor devemos depender totalmente da sua Palavra. Mas, o mercenário, o lobo, não está nem ai para a alimentação das ovelhas. Ele só está preocupado com os lucros (dízimos e ofertas) que as ovelhas podem lhes dar.

Vamos comparar o crente que se alimenta de ervas daninhas, e o que se alimenta de pastos verdejantes. O que come ervas daninhas, por onde passa cria problemas, dá mal testemunho, tem medo do diabo. Acredita quelevando para casa um "objeto ungido" vai alcançar a bênção; é invejoso, mentiroso, ou seja não tem os frutos do Espírito. O crente que se alimenta de pastos verdejantes é aquele que, desfaz as obras do diabo, é cheio do conhecimento da Palavra, cheio de unção, de autoridade, dá testemunho por onde passa, e é cheio dos frutos do Espírito.

Portanto amados, reflita nesta hora. Do que você está se alimentando? Olhe agora para a sua vida e veja! O que ela é hoje, é resultado da alimentação que estão de dando nos lugares com nome de igrejas. "Desperta tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá" (Ef 5:14).

A vida é composta de escolhas. Escolha hoje se alimentar de pastosverdejantes, e banir totalmente a erva daninha que aos poucos está te matando, e você não está percebendo. Aproveite agora e faça uma retrospectivade tudo o que você tem ouvido e compare com os ensinamentos do Senhor. Se realmente está de acordo com a Palavra de Deus. Não esqueça de Mt 7:21;" Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus".

| Autor: Cristina M. Silvano

Davi e o Poder do Louvor


O louvor eficaz agrada a Deus e afugenta os demônios.

Certo dia, Deus mandou que o profeta ungisse um novo rei sobre Israel. “Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi para Ramá. Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor” (ISm.16.13-14).

A presença do Espírito de Deus sobre as pessoas no Antigo Testamento sempre se relacionava a uma missão específica. Ele atuava sobre aqueles que foram designados pelo Senhor como profetas, reis, juízes, etc.

Ninguém pode ter o Espírito de Deus e ser, ao mesmo tempo, possuído por demônios. Quando o Espírito Santo saiu de Saul, deu lugar a uma entidade maligna que, até então, não tinha permissão para dominá-lo. Saul começou a ser atormentado, como acontece com tantas pessoas ainda hoje. Não queremos dizer que esta seja a única causa destes males, mas a presença demoníaca pode produzir doenças, depresssão, pânico, etc.

Muitos anos depois, após seu pecado e arrependimento, Davi orou dizendo: “Não retires de mim o teu Espírito Santo” (Sl.51). Ele sabia o que havia sucedido ao rei Saul e temia que o mesmo lhe pudesse ocorrer.

“Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora um espírito maligno da parte de Deus te atormenta” (ISm.16.15). 
Saul, o poderoso rei, não entendia o que estava acontecendo, mas os seus servos tiveram pleno discernimento, inclusive do que poderia ser feito para minimizar o problema. O tormento era resultado da ação de um demônio da parte de Deus, ou seja, enviado por Deus (2Ts.2.11). Afinal, o Senhor é soberano sobre todo o universo e até os demônios obedecem às suas ordens.

Disseram mais os criados de Saul: “Dize, pois, senhor nosso, a teus servos que estão na tua presença, que busquem um homem que saiba tocar harpa; e quando o espírito maligno da parte do Senhor vier sobre ti, ele tocará com a sua mão, e te sentirás melhor. Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo. Respondeu um dos mancebos: Eis que tenho visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar bem, e é forte e destemido, homem de guerra, prudente em palavras, e de gentil aspecto; e o Senhor é com ele” (ISm.16.16-18). 

Saul pediu um músico que tocasse bem. Aqui entra a questão técnica do louvor. Se Saul esperava música de boa qualidade, creio que Deus merece muito mais do que isso. A qualidade técnica não é nossa prioridade máxima, mas tem sua importância. Se Davi tocasse mal, não seria chamado diante do rei.

Além de tocar bem, Davi tinha uma série de qualidades, apresentando rara combinação de coragem, prudência e gentileza. O mais importante, porém, era a presença de Deus em sua vida.

Disse o servo de Saul: “Tenho visto o filho de Jessé”. Nós também somos observados em todo o tempo. Naquele momento, um testemunho maravilhoso foi dado acerca de Davi. O que pode ser dito a nosso respeito? Qual é a nossa reputação? Ela pode influenciar de um modo ou de outro nas oportunidades que surgem em nosso caminho e isto pode ser confundido com sorte ou com a falta dela. O que é dito a nosso respeito afeta a aceitação da nossa pessoa e interfere no resultado do nosso trabalho.

Enquanto cuidava das ovelhas, Davi tocava para Deus. Sua fidelidade no campo, sem platéia e sem aplausos, fizeram-no apto para tocar na presença do rei de Israel. Ele estava preparado para tocar bem porque era zeloso no que fazia. E o desafio maior não seria a presença do rei, mas a presença de um demônio que o atormentava. Davi estava preparado para isto também. Portanto, além da questão técnica, havia o aspecto espiritual.

“Pelo que Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas. Jessé, pois, tomou um jumento carregado de pão, e um odre de vinho, e um cabrito, e os enviou a Saul pela mão de Davi, seu filho. Assim Davi veio e se apresentou a Saul, que se agradou muito dele e o fez seu pajem de armas. Então Saul mandou dizer a Jessé: Deixa ficar Davi ao meu serviço, pois achou graça aos meus olhos” (ISm.16.19-22). 

Jessé enviou muitos pães para Saul, pois aquela era a especialidade de sua terra. Belém significa “Casa de Pão”.

“E quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele” (ISm.16.23).

Eis o exemplo de um louvor poderoso. O Espírito Santo operava em Davi, mas o demônio não saía quando aquele jovem entrava no recinto. Entretanto, ele não resistia quando o instrumento era tocado. Davi não dava atenção ao demônio nem dialogava com ele, mas louvava ao Senhor. Não sei se aquele louvor era extravagante, mas era, certamente, irresistível.

Uma forma superficial de interpretação do texto, poderia levar alguém a dizer que a harpa tem poder, assim como muitos pensam que o toque do shofar também tem poder, mas precisamos lembrar que por trás do instrumento tem uma pessoa, uma vida, uma reputação, um vínculo com Deus e uma boa condição espiritual. O instrumento pode ser qualquer um, ou até nenhum, embora seja desejável sua utilização.

Quando ouvimos o apito do guarda de trânsito, paramos o carro ou o colocamos em movimento. Será que o poder está no apito? Sabemos que não. Da mesma forma, não devemos mistificar instrumentos ou objetos utilizados no culto.

O demônio saiu e Saul sentiu alívio. Daí em diante, tornou-se dependente de Davi para livrá-lo temporariamente do espírito mau, mas sua condição espiritual não foi regularizada. Davi tornou-se pajem de Saul, acompanhando-o por toda parte. Muitas pessoas podem ser aliviadas do seu mal durante o culto, mas precisam acertar suas vidas com Deus. Não podem depender para sempre do músico ou do pastor. Não será o bastante ter uma bíblia em casa ou uma coleção de CD’s gospel ou aprender a cantar as músicas evangélicas.

Saul era o grande rei de Israel, mas precisava de Davi, um simples pastor. Assim também nós precisamos uns dos outros. Porém, Davi não seria suficiente. Saul precisava de Deus.

O rei obteve, temporariamente, o benefício indireto da presença do Espírito Santo em Davi. Como costumamos dizer, ele “pegou carona” na unção de Davi, mas isto não seria uma solução efetiva.

O melhor líder espiritual não será suficiente para resolver o problema de ninguém. Ele é útil e necessário, mas a situação pessoal com Deus precisa ser resolvida.

Não adianta fazer do líder um guru, protetor ou médico espiritual. Saul teve relação semelhante com Samuel, chegando ao ponto de invocá-lo depois de morto. É o que acontece quando as pessoas não têm um relacionamento pessoal com Deus e chegam ao extremo de invocar os mortos.

E Davi foi morar no palácio, tornando-se pajem de Saul. Repetidas vezes o espírito mau veio e foi afugentado, mas o problema não foi resolvido. Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus registradas no Novo Testamento:

“Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro” (Mt.12.43-45). 

E o estado de Saul piorava cada vez mais. No início, ele era atormentado. Depois, começou a profetizar mediante a ação daquele demônio (ISm.18.10-11). Isto podia não parecer um agravamento da situação. Alguém poderia até se interessar pelas profecias de Saul, mas isto nos mostra que a ação diabólica também produz cenas com aspecto religioso e supostas adivinhações ou previsões. Depois de uma dessas manifestações, Saul tentou matar Davi, colocando fim ao bom relacionamento que tinham.

A situação de Saul se agravou até a sua morte. Ele não se arrependeu de seus pecados, nem consertou sua vida diante de Deus. Que esta história nos sirva de lição. Os que hoje buscam em Cristo libertação, cura e prosperidade precisam também entregar a ele as suas vidas. Libertação sem arrependimento é uma ilusão que dura pouco. Portanto, são propícias as palavras ditas por Pedro no dia de Pentecoste:

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2.38).

|  Autor: Pr. Anísio Renato de Andrade

terça-feira, 17 de junho de 2014

Se Deus Quiser o Que eu Quiser...

Seja Feita a Sua Vontade

         Todas as pessoas, conscientes ou inconscientemente, procuram fazer a vontade de Deus, ainda que seguindo na contramão. Sempre que perguntamos a alguém se ela fará algo ou irá a algum lugar, a resposta é: "Se Deus quiser." Mas, como sabem se Ele quer ou não? Qual é o critério usado na decisão?
         Muitos não saem de casa sem consultar o horóscopo, outros procuram videntes, vão ler a mão, não faltam os que abrem a Bíblia, colocam o dedo num versículo, lêem, e pensam, esta é a vontade de Deus para aquele dia ou para aquela decisão.
         Disse alguém muito acertadamente que: "Como a lei natural, a espiritual está destinada por Deus a cumprir aquilo para qual foi criada. A ignorância não faz cessar sua operação. Se alguém desconhece a lei da gravidade e salta de uma janela, cairá e se espatifará no chão. Esse pode ser um caso de destruição por falta de conhecimento." E Oséias 4:6 diz:
"O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento."   Oséias 4.6

         Como explicado, o fato de você não conhecer a vontade de Deus, não será razão para livrá-lo do castigo. E pior ainda será conhecer a vontade de Deus e não se submeter a ela.
         Esta afirmação pode ser confirmada na parábola do servo vigilante registrada em Lucas 12:47-48 que diz:
"O servo que soube a vontade de seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites. Mas o que não a soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá."   Lucas 12.47-48

         Parece mesmo que o melhor, é conhecer a vontade de Deus e submeter-se a ela. Um fato, porém que chama a atenção é que na maior parte das vezes, nós até queremos conhecer a vontade de Deus para certas situações, mas quando descobrimos, não a aceitamos e decidimos fazer a nossa própria vontade. Há o que chamo de um desejo receoso em se conhecer a vontade de Deus. Quando vamos buscar a Sua vontade, já vamos com a predisposição em fazer a nossa própria vontade.
         Ilustremos isto com um texto bíblico que está em Jeremias 42:1-6. Este texto é a ilustração perfeita, pois além de ser muito curioso e engraçado, mostra com perfeição o que acontece conosco quando buscarmos conhecer a vontade de Deus.
"Então chegaram todos os oficiais dos exércitos, Joanã, filho de Careá, Jezanias, filho de Hosaías, e todo o povo, desde o menor até o maior, e disseram a Jeremias, o profeta: Caia a nossa súplica diante de ti, e roga por nós ao Senhor teu Deus, por todo este resto. Pois de muitos restamos uns poucos, como vêem os teus olhos. Ora para que o Senhor teu Deus nos ensine o caminho por onde havemos de andar, e aquilo que havemos de fazer. Respondeu-lhes Jeremias, o profeta: Eu vos ouvi. Certamente orarei ao Senhor vosso Deus conforme as vossas palavras; eu vos declararei o que o Senhor responder, e não vos ocultarei nada. Então disseram a Jeremias: Seja o Senhor testemunha verdadeira e fiel contra nós, se não fizermos conforme toda a palavra com que te enviar a nós o Senhor teu Deus. Seja ela boa, ou seja má, à voz do Senhor nosso Deus, a quem te enviamos, obedeceremos, para que nos suceda bem, obedecendo à voz do Senhor nosso Deus."   Jeremias 42.1-6

         Por desobedecer à vontade de Deus, que conheciam bem, e apesar das oportunidades e solenes avisos dados por Deus através dos profetas (que em sua maioria foram ignorados, desprezados e mortos), é que o povo de Israel fora derrotado e se tornara cativo da Babilônia.
         Muitos foram mortos, outros levados como escravos para Babilônia. A cidade, os muros, o Templo, foram destruídos, saqueados e incendiados (Jeremias 39 e 40). Somente os mais pobres foram deixados pelo rei Nabucodonosor na terra de Judá, sob o governo de Gedalias, para cultivar a terra e viver nela.
         Algum tempo depois houve uma rebelião, e Gedalias, com diversos soldados babilônicos, que haviam sido deixados lá pelo rei, bem como várias outras pessoas, foram cruelmente assassinados. Após o fim da rebelião o medo tomou conta dos que sobraram, eles não sabiam qual seria a reação do rei ao saber do massacre de seus soldados e do governador que ele havia designado.
         Ficaram sem saber o que fazer: Se deviam ficar e tudo seria esclarecido; ou, se fugiam para o Egito em busca de proteção. Então, procuraram Jeremias e pediram que orasse a Deus e lhes informasse qual era a melhor decisão a tomar na atual situação, e afirmaram que, ainda que não gostassem da resposta, obedeceriam.
         Parecia tudo perfeito, agora era só esperar e confiar em Deus. Jeremias faz o que lhe pediram. Consulta a Deus, Deus responde, e ele vai dar a resposta ao povo.
         Qual não foi sua surpresa. Eles não acreditaram em Jeremias e ainda o acusaram de mentiroso e trapaceiro. Não aceitaram a vontade de Deus e decidiram o que já estavam mesmo querendo fazer, fugir para o Egito em busca de proteção.
         O fim da história é completamente trágico. Eles dão com os burros n'água. Se tão somente tivessem aceitado a vontade de Deus teriam sido poupados. O rei entenderia a sua situação, veria que eram inocentes e não os castigaria. Indo para o Egito, inflamaram ainda mais a fúria do rei, que entendeu isto como sendo uma rebelião, e sendo mais poderoso, invadiria o Egito e destruiria a todos que lá estivessem (Jeremias 42 e 43)
         Ficam aqui algumas interrogações que se aplicam perfeitamente bem a cada um de nós hoje: Eles realmente queriam saber qual era a vontade de Deus? Se estavam se dando mal por causa da sua infidelidade e desobediência a Deus, não estava na hora de aprender com o erro e demonstrar arrependimento e desejo de acertar? O Senhor certamente lhes perdoaria e os faria prosperar. Por que persistir e insistir no erro da desobediência? Por que insistir em fazer a própria vontade se a de Deus era a melhor para eles mesmos? É muito diferente hoje?

Alguns princípios aqui se destacam:

  • Primeiro, diante da trágica situação e da difícil decisão, eles precisavam crer que a vontade de Deus era a melhor, ainda que a deles parecesse mais razoável.
  • Segundo, Deus revela a sua vontade, mas nós devemos estar dispostos a aceitá-la e a querer cumpri-la.
  • Terceiro, deixar de fazer a vontade de Deus é fazer mal para si mesmo.

         Quase somos levados a crer que, toda vez que temos de escolher entre dois caminhos, o que mais nos agrada; o que mais nos parece aprazível; o que mais nos atrai; é sempre o errado e o contrário à vontade de Deus.
         Seria este um princípio bíblico? A vontade de Deus é sempre inversa à nossa? A vontade de Deus é sempre a mais dolorosa, a menos atrativa, a mais difícil? Você está disposto a descobrir? Uma coisa eu te garanto e posso afirmar, ela será sempre a melhor.
         Eu me ponho a pensar: Jeremias, esse grande profeta de Deus, não foi bem sucedido em mostrar ao povo qual era a vontade de Deus. Eles não deram atenção à sua mensagem e ainda o difamaram e caluniaram. Terão maior sucesso os profetas de hoje? Quem sabe um semelhante ou pior destino? Deus o sabe.


Autor: Jair Souza Leal