Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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terça-feira, 7 de março de 2017

O Crente e o Mundo

Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados. Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai.Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.  1 Jo 2.12-17

Nestes versículos são mencionadas três categorias diferentes de crentes, a quem é dirigida a admoestação que se segue:

"FILHINHOS"


A palavra "filhinhos" no versículo 12 poderia ser compreendida como uma maneira afetuosa de tratar todos os crentes, da mesma forma como a mesma palavra é usada no início do capítulo. Mas, como duas outras categorias são mencionadas, deve haver uma distinção. Concluímos que "filhinhos" nesta passagem se refere aos crentes imaturos, e isso se torna mais claro no versículo 13 onde desta vez "filhinhos" se origina de outra palavra grega que significa "pequena gente imatura". Seus pecados foram perdoados porque puseram sua fé no Senhor Jesus como seu Salvador pessoal, e através dEle vieram a conhecer o Pai celestial assim como todos os filhos de Deus deveriam vir a conhecê-lO. Mas, por enquanto, ainda não progrediram. E muitos simplesmente param aí, sentindo que não precisam saber mais nada, tomando seu lugar em um grupo que nada mais é que um berçário espiritual. Fisicamente já amadureceram, têm até cabelos brancos, mas espiritualmente continuam imaturos, nunca cresceram, e permanecem no berçário a vida inteira. Convém que eles se inteirem do que o Espírito de Deus está dizendo a eles aqui.

"PAIS"


Estes são os crentes maduros com uma experiência longa e rica do Senhor Jesus, "O que era desde o princípio" (capítulo 1:1 e João 1:1-18). Diferentes dos "filhinhos", eles são os santos que cresceram e amadureceram mediante aprendizado e prática (Filipenses 3:10). Só podemos vir a conhecer o Senhor Jesus Cristo mediante a Palavra de Deus, o Pão da Vida. Para conhecer a Cristo, temos que viver com Ele em Sua Palavra, na medida em que atravessamos as alegrias e tristezas desta vida. Não ésuficiente apenas estar presente à Escola Dominical ou aos estudos bíblicos uma vez por semana. Mesmo os crentes maduros precisam se alimentar constantemente com a Palavra de Deus. A seguir vem mais sustento.

"JOVENS"


Os espiritualmente jovens são os crentes dinâmicos, cheios de entusiasmo e vigor, de coração juvenil, que ganharam uma vitória permanente depois de vencerem repetidas batalhas com o príncipe das trevas, o diabo (capítulo 3:8,10, João 8:44, 13:2). Eles permanecem na Palavra de Deus e a sua força vem dela, fazendo-os poderosos o suficiente para superarem o Maligno. Nesta luta nossa arma é "a espada do Espírito, que é a palavra de Deus" (Efésios 6:17). Para nos defendermos contra o diabo, precisamos ter um bom conhecimento dela - pois ele também tem e pode tentar-nos com o mau uso dela, como fez com Eva, e tentou o próprio Senhor Jesus. Muitos crentes infelizmente sucumbem aos pecados do mundo porque não estudam e praticam a Palavra de Deus. Precisamos de alimentos físicos para nosso corpo físico ser forte, e alimento espiritual para sermos espiritualmente fortes. Os que são espiritualmente jovens também precisam estar atentos ao que se segue, para que se tornem mais fortes.

A estas três categorias vem agora a admoestação: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo". Não ameis o mundo, no sentido original do verbo ameis, significa tanto parar de amar como não ter por hábito amar o mundo. Naturalmente o mundo aqui não significa o mundo da criação, o sistema e ordem encontrado na criação do mundo físico, nem significa a humanidade em geral, como em João 3:16. O mundo que não devemos amar são as idéias e práticas da humanidade pecadora e de espírito rebelde contra Deus. O que devemos odiar hoje é o sistema do mundo, um sistema organizado encabeçado por Satanás que deixa Deus de lado e está na realidade se opondo a Ele (João 12:31; 14:30; 16:11). O amor a esse mundo é o oposto ao amor a Deus: não existe lugar no meio, pois se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Por causa da sua oposição a Deus, o mundo se entrega àquilo que é contrário à vontade de Deus, e oferece as mesmas tentações que fizeram Eva pecar, e com as quais o diabo tentou o Senhor Jesus: a concupiscência da carne (Marcos 4:19; Gálatas 5:17), a concupiscência dos olhos (Mateus 5:28,29), e a soberba da vida (2 Timóteo 3:2-5). São todos do mundo em sua origem, e de forma alguma provêm do Pai.

Os sistema do mundo pertence a Satanás: ele ofereceu os reinos deste mundo ao Senhor Jesus; ele está sendo julgado como o príncipe deste mundo (João 16:11). Antes de sermos salvos, andávamos "segundo o curso deste mundo" (Efésios 2:2). Este é um mundo que está cheio de ganância, ambição egoísta, sensualidade, engano, mentiras e perigo. Está corrupto e poluído. Ouvimos muito hoje sobre poluição do ar, da água, mas ninguém parece se preocupar com a poluição das mentes com a pornografia e a linguagem obscena, por exemplo. E que dizer sobre o espírito do homem que está sendo obscurecido por todas essas coisas? Se alguém corre com a turma do diabo toda a semana e depois com o povo de Deus no domingo, é claro que o amor do Pai não está nele. O problema do crente é sempre como estar no mundo sem pertencer a ele (João 17:11,14).

Nossa cultura e civilização contemporânea é anti-Deus, e é por isso que nós, os filhos de Deus, não podemos amá-la. Muitos de nós vivemos no mundo de negócios, muitos temos mesmo que andar dentro de um ambiente social, mas não precisamos ser parte deles. Antes costumávamos obedecer ao sistema do mundo, viver nele, e apreciá-lo, mas agora somos filhos de Deus e vamos obedecê-lO. Isto significa odiar o mundo, como Paulo disse: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). Uma cruz o separava deste sistema mundial satânico, e ele se gloriava nessa cruz mediante a qual o mundo havia morrido para ele, e ele para o mundo.

O mundo está passando - vai chegar a um fim, assim como as trevas vão se dissipar (v.8) - mesmo a sua concupiscência. Mas aquele que persevera em fazer a vontade de Deus permanece eternamente: ele está fazendo aquilo que é permanente, tem estabilidade, e vai durar por toda a eternidade.

| Autor: Jânio Santos de Oliveira

As Coisas Boas de Deus

Texto: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1).

Introdução: Como é agradável uma boa viagem, uma boa recuperação física, uma boa refeição, um bom descanso, uma boa notícia, um bom amigo, um bom conselho.

1. Deus pensa coisas boas a nosso respeito

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais”(Jr 29.11).
a. Deus está, através do profeta, dando ao seu povo uma palavra de ânimo numa hora difícil.Este texto bíblico está inserido no conteúdo da carta que Jeremias enviou a um grupo de exilados judeus na Babilônia.
b. O que Deus está pensando, planejando, a nosso respeito, é o melhor.O diabo tem procurado muitas vezes dizer ao contrário, todavia podemos estar seguros de uma coisa: Deus pensa, planeja o melhor para nós. Foi assim quando o homem pecou. Deus planejou lá no Éden a nossa redenção em Cristo Jesus – “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15).
c. Quem sabe você está vivendo o seu momento de exílio, de cativeiro, de desânimo, de lutas.Saiba que, ainda que a isto esteja acostumado, Deus está pensando algo bom, lindo, maravilhoso a seu respeito.

2. Deus prepara coisas boas para nós.

“mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”(1 Co 2.9).
a. “Preparas-me uma mesa...” (Sl 23.5).

b. “Vinde porque tudo já está preparado” (Lc 14.17).
c. “Vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2).

O que Deus tem preparado são coisas que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e nem subiram ao nosso coração.

3. Deus nos dá boas coisas.

“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”(Mt 7.11).
a. Jesus está usando a figura do Pai em relação ao filho para mostrar o interesse de Deus em nos dar as coisas boas.
b. quantas coisas boas Deus tem para nos dar:sua paz, sua graça, seu amor, sua força, sua proteção, seu alento, sua esperança, sua vida.
c.As mãos de Deus estão cheias e estendidas para nós, e, com grande amor, ele nos diz: filho meu, quero abençoar você. Não precisamos viver de migalhas, Deus tem muitas coisas boas para nos dar. Ele quer nos abençoar com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo nas regiões celestes – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1.3).

Conclusão: Tudo o que temos de fazer é nos achegarmos a Deus e nos apropriarmos de tudo o que é nosso em Cristo Jesus.

 Autor: Messias Anacleto Rosa  

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A Educação dos Filhos



Como se formam os filhos? Qual é a responsabilidade específica dos pais? Uma vez que os objetivos estejam definidos, como agir para estar seguros de alcançar estas metas importantes?
 Há três áreas específicas da responsabilidade dos pais: amar, instruir e disciplinar.

1. Amar.
"Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre seu galardão." (Salmo 127:3)
 Parece que o natural é amar nossos filhos, no entanto, em alguns lares são cometidos as mais terríveis agressões, brutalidades e crimes contra os filhos. Amá-los significa uma completa aceitação de suas pessoas, como dádivas recebidas das mãos de Deus. Isto inclui a disposição de nos sacrificar para o seu bem. Implica um compromisso constante com Deus a fim de criá-los para a glória do Senhor. Precisamos de mais virtudes e recursos do que temos para poder cumprir fielmente esta tarefa digna. Portanto, temos que depender de Deus constantemente. Esta dependência dele nos levará a exercer fé e fará possível sua participação com graça na vida de nossos filhos, o que contribuirá para sua formação.
 Devemos aceitar os filhos tal como são, com seu próprio sexo, defeitos, cor de cabelo, pele, personalidade, etc. Os filhos percebem desde cedo na vida se são aceitos ou recusados por seus pais.
 É muito importante que a mãe tenha seu filho nos braços constantemente, e que além disso, tenha o costume de cantar e falar com ele, mesmo antes que possa entender completamente suas palavras. O pai também deve ser afetuoso e dedicar tempo a seus filhos pequenos. O contato físico é uma expressão muito importante de amor e carinho.
 Os filhos devem se sentir confortáveis e felizes no lar. É dever dos pais prover um ambiente que conduza a sua adequada formação (isto não significa luxo, mas atenção, esmero e constância).

2. Instruir.
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo velho não se desviará dele." (Pv. 22:6)
 Instruir significa ensinar, doutrinar, capacitar, comunicar. Da mesma forma que o amor provê o ponto de partida para a formação da vida dos filhos, a instrução articula e mostra como deve ser essa formação. Os filhos não aprendem apenas por absorção ou imitação. É necessário instruí-los.
 A instrução deve servir especialmente para formar um caráter moral no filho: honestidade, justiça, perdão, generosidade, respeito pelos outros, critérios, pudor, modéstia, operosidade, diligência, etc. Devemos aproveitar todas as circunstâncias para reafirmar e reforçar estes valores morais, éticos e espirituais.

Também é tarefa dos pais, incentivar os filhos a desenvolver sensibilidade espiritual, docilidade e boa disposição diante de Deus. As crianças devem chegar aos 6 anos pensando em Deus de uma maneira natural, como parte integrante de sua vida cotidiana. Para conseguir isso, os pais devem falar das coisas de Deus com naturalidade, levar seus filhos a ter fé e confiança no Senhor orar com eles regularmente, contar-lhes histórias bíblicas e relatos contemporâneos que destaquem o valor de um caráter nobre e da confiança no Senhor.
 Devemos tomar as particularidades de cada filho como algo positivo e ajudá-lo em seu desenvolvimento, respeitando sua própria personalidade. Cada filho tem sua própria modalidade e é dever dos pais descobri-la para poder encaminhá-lo de modo adequado.

Ao instruir, os pais devem prestar atenção especial àquelas áreas que são fundamentais, tais como:
- Realizar trabalhos e cumprir ordens (primeiro nas tarefas domésticas).
 - Ajudar os outros.
 - Concentrar-se em seus estudos.
- Resolver problemas e discordâncias sociais.
 - Formar amizades.
- Vencer a tentação e desenvolver um sentido de dignidade moral.
 - Administrar o dinheiro e o tempo.
 - Encontrar e conservar um emprego.
- Desenvolver uma boa relação com o sexo oposto.
- Descobrir sua vocação.
 É importante elogiar os filhos quando cumprem bem com um trabalho ou levam a bom termo um projeto. A aprovação dos pais ajuda a firmar os valores positivos do caráter; faz com que os filhos se sintam reconhecidos e apreciados, e reforça sua auto-estima. Este é um elemento essencial para que alcancem sucesso posteriormente na vida.
 Os filhos precisam conhecer os limites de sua liberdade. Por isso é necessário estabelecer algumas regras para o bom funcionamento e ordem na casa. Estas devem ser poucas e razoáveis, e seu cumprimento deve ser exigido. À medida que os filhos vão crescendo é necessário determinar regras claras e justas no que diz respeito a diversões e vida social. Enquanto são pequenos, é aconselhável manter as "rédeas" bem curtas, e ir afrouxando-as gradativamente à medida que forem crescendo. Tenhamos em mente que é melhor enfatizar princípios do que estabelecer regras rígidas. É necessário explicar bem as coisas aos adolescentes; isso também é melhor do que adotar uma atitude impositiva. Isto os ajuda a desenvolver critério e bom juízo, mesmo que resistam às normas estabelecidas.
 Em relação à instrução, nada é mais importante que o bom exemplo dos pais. Muitos descuidam disso, e "borram com o braço o que escreveram com a mão".





3. Disciplinar.
"Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados." (Colossenses 3:20,21)
 "Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho." (Provérbios 3:12)
 "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama cedo o disciplina." (Provérbios 13:24)
 "Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te exceda ao ponto de matá-lo." (Pv.19:18)
 "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara a afastará dela." (Provérbios 22:15)

"Não retires da criança a disciplina; Porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás sua alma do inferno." (Provérbios 23:13,14)
 "A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem envergonhar sua mãe." (Provérbios 29:15)
 (Ver também Provérbios 4:20-23; 6:20-22; 20:30 Deuteronômio 6:6-7; Salmo 78: 5-7)
 A relação de uma criança com Cristo, prospera em proporção direta à sua obediência aos pais. Jesus Cristo vive e trabalha na vida de um filho obediente.

A obediência não é opcional, nem se limita ao que se considera justo. Em relação à sua conduta, os filhos precisam saber até onde podem chegar. Deus dotou os pais com autoridade para formar e disciplinar seus filhos e contam com seu respaldo para exercê-la de maneira satisfatória.
 Em algumas ocasiões, os pais se enganam. Quando isso acontecer, devem admitir seus erros e, ao fazer isso, demonstram ser a classe de pessoas que Deus pode respaldar. Sua autoridade não deriva de estar sempre certos, mas provêm de Deus que a delegou a eles.

O uso da vara.
Nas passagens citadas, repetidamente é mencionado o uso da vara na disciplina. A vara, diferentemente da mão ou do cinturão do pai, é um instrumento impessoal que arde e dói sem fazer dano a criança. Uma varinha qualquer que seja flexível servirá de forma admirável. A área carnuda das nádegas constituem o ponto mais adequado para aplicá-la.
 A vara é utilizada quando a criança não acata uma ordem, por rebelião, ou outra ofensa séria. Não se usa para corrigir faltas menores ou falhas próprias da criança (como deixar cair coisas, por descuido). Deve ser aplicada de maneira sóbria e sem ira. De outra forma, os pais transmitiriam seus sentimentos negativos aos filhos. Se estão alterados, é importante acalmar-se antes de aplicar a disciplina.

Os filhos não devem receber um único golpe violento, mas duas ou três varadas bem aplicadas. Quando a falta é mais grave, podem ser acrescentadas uma ou duas a mais. O pai deve usá-la nas nádegas da criança e não em qualquer lugar. A vara, de modo diferente da correia, permite medir a intensidade do golpe, que vai variar de acordo com a idade. Lembremos que procuramos infundir respeito e não temor.
 Os filhos precisam aprender a obedecer a palavra de seus pais; e a palavra de Deus para eles. Os pequenos sofrem pela falta da disciplina paterna. A correção justa alivia seu sofrimento, já que os libera da culpa ou do peso na consciência.
 A rebelião contra a autoridade legítima é um terrível pecado aos olhos de Deus. Os pais não devem permitir a rebelião no lar. Leiamos com cuidado a passagem de Deuteronômio 21:18-21, e observemos o que ela diz a respeito do filho rebelde. É responsabilidade dos pais livrar seus filhos de atitudes semelhantes.

Normas importantes na disciplina.
Deus estabeleceu os pais como responsáveis diretos da conduta de seus filhos (ver Provérbios 4:1-9; I Samuel 3:13-14). A figura principal na disciplina é a do pai. Ainda que ela seja aplicada pela mãe, o filho deve saber que a mãe conta com o apoio de seu marido. Isso facilita a tarefa da mãe.
 Os pais tem que mostrar unanimidade em relação à disciplina. A mulher deve ter o cuidado de não contradizer seu marido, e o homem deve dar respaldo a esposa, principalmente na presença dos filhos.
 Os pais não devem dizer ameaças nem expressões de desagrado. Uma vez que advertiram os filhos sobre as conseqüências de certa conduta, a disciplina deve ser aplicada imediatamente se desobedecerem (ver Eclesiastes 8:11). A disciplina deve ser aplicada:

- Com firmeza e decisão.
- De acordo com critérios estabelecidos (não deve variar segundo as emoções do momento).
- De maneira proporcional à ofensa.
- Sem ira ou amargura; do contrário, esse sentimento será transmitido à criança e se reproduzirá nela (ver Colossenses 3:21).

Reconciliação.
É importante o processo de reconciliação. Lembremos do lugar transcendente que tem a oração e o perdão; não prolonguemos excessivamente na correção. A ordem correta da disciplina é a seguinte.
|  Autor: Pr. Anésio Rodrigues de Souza