"Não se aparte da tua boca o livro desta lei antes medita nele dia e noite"Josué1:8


terça-feira, 7 de abril de 2015

Deus Bem Presente

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Salmos 46:1,11)


Irmãos e irmãs, tudo o que acontece relacionado aos filhos de Deus, têm um propósito de tratamento do Pai Celestial visando a um fim especifico. Nós não somos vítimas das circunstâncias, mas tudo o que nos cercam, permitam-me repetir, tem um propósito bem definido da parte do Senhor para conosco. Nada acontece a não ser pela vontade do Deus Onipotente, ou Ele permite que aconteça, ou Ele mesmo o faz acontecer. Aquele que nunca nos deixou quando passamos por momentos felizes, certamente também nunca nos deixará quando passamos por momentos de tribulações e angústias. Feliz é o homem que vê Deusenvolvido em tudo de bom ou de mal que acontece. Os versos supracitados dizem-nos que Deus é o nosso refúgio e fortaleza e se faz bem presente na angústia. Dizem-nos também que o Senhor dos exércitos é o nosso refugio. Ele tem o controle de tudo o que acontece no mundo.

Há um relato bíblico muito instrutivo para nossa reflexão sobre o profeta Daniel. Podemos ler no livro de Daniel 6:20 o seguinte: “Daniel servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?”

Observemos a expressão: “DEUS VIVO”.


Quantas vezes encontramos esta expressão na Escritura! E, no entanto, é justamente o que perdemos tão facilmente de vista. Sabemos que está escrito:Deus vivo, mas em nosso viver diário parece que nada perdemos de vista tão depressa como o fato de que Deus é o Deus vivo; é agora o mesmo que era há três ou quatro mil anos; tem para com os que O amam e servem o mesmo poder soberano, o mesmo amor salvador, que teve também no passado; e fará agora pelos Seus o que já fez há dois, três ou quatro mil anos — simplesmente porque é o Deus vivo, Aquele que não muda. Oh, como devemos confiar n`Ele, e em nossos momentos mais sombrios, nunca perder de vista que Ele ainda é e sempre será o Deus vivo!

Se andamos com Ele, olhamos para Ele e d`Ele esperamos socorro, podemos estar certos de que Ele nunca nos desamparará. Sou um velho irmão, que conheço o Senhor há quarenta e quatro anos, e digo, para seu encorajamento, que Deusnunca falhou para comigo. Nas maiores dificuldades, nas provas mais difíceis, na maior pobreza e necessidade, Ele nunca me falhou. Por Sua Graça aprendi a confiar n`Ele, e Ele tem sempre vindo em meu socorro. Tenho prazer em falar bem do Seu Nome. — Jorge Müller

Lutero, certa vez, num momento de perigo e temor em que tinha necessidade de força espiritual, foi visto absorto, escrevendo com o dedo na mesa: "Vivit! Vivit!" (Ele vive! Ele vive!) Essa é a nossa esperança — para nós mesmos, para a Sua verdade e para a humanidade! Os homens vêm e vão. Líderes, mestres, pensadores falam e trabalham por um tempo e então caem, sem voz e sem força. Ele permanece. Eles morrem, mas Ele vive. Eles são luzes acendidas, e, portanto, mais cedo ou mais tarde, se apagam. Ele É a verdadeira luz, da qual os outros obtêm o seu brilho: Ele brilha para sempre! — Alexander Maclaren

"Um dia vim a conhecer o Dr. John D. Adams," escreveu o servo de Deus C. G. Trumbull, "e fiquei sabendo que, o que ele considerava a sua maior posse era a permanente consciência da presença do Senhor Jesus. Dizia que nada lhe dava maior segurança do que a consciência de que o Senhor estava sempre com ele em presença real. Dizia que isto não dependia de seus sentimentos ou emoções, nem de seus merecimentos ou de suas próprias idéias sobre como o Senhor manifestaria a Sua presença.

"Dizia ainda que Cristo era o lar dos seus pensamentos. Toda vez que sua mente estava livre de outros assuntos, voltava-se para Cristo; e ele falava em voz alta com Cristo quando estava só — na rua, em qualquer outro lugar — tão fácil e naturalmente como com um amigo qualquer. Tão real era para ele a presença de Jesus."³

Queridos, se olharmos para nós mesmos continuamente, certamente entraremos em depressão, se olharmos continuamente para as pessoas, certamente ficaremos decepcionados, se constantemente mirarmos as circunstancias, talvez sejamos consumidos pelo desânimo, mas, se ao invés de ficarmos focalizados nessas coisas, olharmos firmemente para Jesus – o Autor e Consumador da fé -, certamente descansaremos sob os Seus cuidados paternais e eternos. Infelizmente não são poucos os que vivem derrotados pelas circunstânciasquando se colocam como vítimas possuindo um sentimento de autopiedade por passarem por tribulações. Porém, quando tudo o que acontece conosco é considerado à luz da Palavra de Deus, de acordo com a sua soberania, então aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, submetendo-se ao seu senhorio, descansarão sob a sombra do Altíssimo, serão fortalecidos pelo Senhor e cavalgarão sobre as suas aflições.
Disse o profeta Habacuque: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” (Hc 3:17-19).

Bem aventurado é o homem que pode declarar como expressão de sua fé no momento de tribulação: “O Senhor Deus é a minha fortaleza, Nele confiarei”. Ainda que a terra venha a se transtornar, e os montes venham a abalarem-se, ainda que as águas tumultuem e espumejem-se e na sua fúria os montes se estremeçam... O Senhor dos exércitos é fortaleza no dia do mal. Tendo o Senhor como refugio e fortaleza, necessariamente teremos também o Seu cuidado nasadversidades da vida. E mesmo quando as possibilidades parecerem correr contra as nossas necessidades, “O Senhor faz os nossos pés como os da corça, e nos faz andar altaneiramente”. Que consolo, que segurança há para os filhos do Senhor! Os filhos de Deus estão debaixo de seu olhar paternal e amoroso, de modo que não faltarão direção e providência ao longo de suas jornadas nesta vida rumo ao porvir.

Thomas Watson já disse: “Confiamos em Deus quando a providência parece correr frontalmente contra as promessas”.

Quando pensamos que ele está mais longe de nós, ou mesmo que nos abandonou, a verdade é que, quando nos atemos a ele, percebemos que está colocando pedras de fundação para maior alegria em nossa vida. “Não julgues o Senhor por sua razão fraca, mas sim, confia nele por sua graça. Por trás de uma providência indiferente, ele esconde um rosto sorridente”¹

O que diz o poeta William Cowper nessas linhas é a descrição de como Deusopera a salvação eterna de seu povo. É a maneira pela qual ele governa a história, e o modo pelo qual governa nossa vida.

“Talvez haja um tempo em que parece que Deus não é encontrado, mas não existirá nenhuma ocasião em que não se possa confiar N`Ele”² O Salmista passou por esta experiência e expressou-se: Por que estás ao longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia? (Salmo 10.1.)

Mas, não muito tempo depois ele reconheceu que nada pode fugir aos olhos Daquele que é sábio demais para errar e demais amoroso para ser cruel. “Tu hás, com efeito, visto; porque olhas para o trabalho e a dor, para o tomares na tua mão. A ti é que o desamparado se entrega; Tu tens sido o amparador do órfão.” (Sl 10:14)

No final das contas, tudo contribuirá juntamente para o propósito de Deus para o Seu povo. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” ( Rm 8:28)

Como já disse George Muller: “De mil coisas que acontecem na vida dos filhos deDeus, não são quinhentas que contribuem para o bem deles; mas sim 999 + 1: as mil”. “O bem” a que o texto acima se refere, não se trata do “bem-estar” do homem, como se ele pudesse sempre gozar de tranquilidade, conforto, boa saúde, etc..., mas o que está em voga aqui é o propósito final de Deus para os seus escolhidos. O Seu desejo é que seus filhos sejam conformados à imagem de Seu Filho a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” ( Rm 8:29)

Exatamente, Deus desejou ter uma grande família de filhos parecidos com Seu Filho, e as tribulações com suas dores, sofrimentos, angústias e privações faz parte do propósito de Deus para que possamos entrar no Seu Reino e receber essa conformidade. “Confirmando as almas dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé e dizendo que por muitas tribulações nos é necessário entrar no Reino de Deus.” (At 14:22)

Todavia, “Deus é socorro bem presente na angústia”. Ele permite que as tribulações nos alcancem, como se estivesse indiferente à sua pressão perturbadora, para que cheguemos ao fim de nossas próprias forças e descubramos o tesouro escondido, o imenso lucro da tribulação. Podemos estar seguros de que Aquele que permite o sofrimento está conosco na dor. Pode ser que só O vejamos quando a aflição já estiver passando, mas precisamos atrever-nos a crer que Ele nunca sai de perto do crisol.

Nossos olhos estão vendados e não podemos ver Aquele a quem amamos. Está escuro — as vendas nos cegam, de forma que não podemos enxergar a figura do Sumo Sacerdote: mas Ele está ali, profundamente compadecido. Não consideremos os nossos sentimentos, mas a Sua imutável fidelidade; e embora não O vejamos, falemos com Ele. Assim que começamos a conversar com Jesus, crendo na Sua real presença, embora nos esteja velada, vem-nos em resposta a Sua voz — que nos prova que Ele está ali, no meio da sombra, velando sobre o que é Seu. O Pai está tão perto quando passamos pelo túnel, como quando caminhamos sob o céu aberto.

Comigo estás, Senhor.
Embora eu não Te veja, Sei muito bem que Tu comigo estás.
Segura forte a minha mão na dor; Cerca o meu coração com Teu amor;
Ergue a minha alma, e que ela firme esteja.
Repouso em Ti, Senhor. Comigo estás.”³

Amados irmãos e irmãs, O cálice mais amargo com Cristo é melhor do que o cálice mais doce sem Ele. Aqueles que têm o Pastor Jesus Cristo, então possuem graça para cada pecado, direção para cada curva, luz para cada canto, e uma âncora para cada tempestade. Esses tem tudo o que precisam, pois Ele é o Senhor e Salvador do Seu povo. Confiemos Nele em toda e qualquer situação. As obras de Suas mãos o Senhor não renunciará. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Fp1:6) “Pai, ordena os nossos caminhos e dirige-nos aos pastos verdejantes por amor do Teu nome. Amem!”

| Autor: Levi Cândido

segunda-feira, 6 de abril de 2015

VIDEIRA VERDADEIRA

Propósito Geral: Consagratório.
Tema Específico: As bênçãos de estar ligado à Cristo.

Idéia Central do Sermão:

Quem está ligado à Videira Verdadeira e produz frutos, recebe, naturalmente, bênçãos em abundância.

Quais BÊNÇÃOS?

1DEUS O MANTÉM LIMPO, PARA QUE DÊ MAIS FRUTOS

 vs 2-3    O mantém limpo pela Palavra.

2. EXPERIMENTA A MAIS PERFEITA E MARAVILHOSA DEPENDÊNCIA DE CRISTO – vs 4-5
    Assim como os galhos ligados à videira recebem tudo o que precisam para frutificar, o cristão recebe de Cristo, “porque sem mim nada podeis fazer”. 

3. TERÁ SUAS ORAÇÕES RESPONDIDAS – vs 7 e vs 16

    “Pedireis o que quiserdes e vos será feito”.
“A fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda”.


4. VIVERÁ UM ESTILO DE VIDA QUE GLORIFICA A DEUS – 

vs 8    “E assim vos tornareis meus discípulos”.

5. SERÁ TRATADO COMO “A MENINA DOS OLHOS DE DEUS” –

 vs 9-10    Será amado com a mesma intensidade que o Pai ama o Filho.

6. PROVARÁ “GOZO COMPLETO”

 vs 11    Vida plena, abundante, na alegria do Espírito Santo.


CONCLUSÃO

Permanecer ligado à Videira Verdadeira e produzir frutos para Deus é, de fato, uma experiência de vida cristã muito especial.
Não se prive desta grande bênção!

Deus seja louvado!

terça-feira, 17 de março de 2015

Cura para enfermidades da alma



LIÇÃO 1 – 06 de abril de 2014
Cura para enfermidades da alma
Comentarista: Pr. Israel Maia

TEXTO ÁUREO

“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” Mt 9.35


VERDADE APLICADA

O Senhor sabe quem verdadeiramente somos e conhece todas as nossas dificuldades.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Explicar o que é cura interior;
 Definir os sintomas da enfermidade da alma;
 Mostrar o processo da cura.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jo 5.2 - Ora, em Jerusalém há, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.
Jo 5.3 - Nestes jazia grande multidão de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas.
Jo 5.4 - Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.
Jo 5.5 - E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.
Jo 5.6 - E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

INTRODUÇÃO
Todas as pessoas, ao longo de sua existência, sofrem traumas emocionais. Isso acontece quando somos feridos pelos acontecimentos da vida ou por indivíduos, próximos a nós ou não. Os traumas podem deixar feridas profundas na alma. Sua dor é intensificada pelo senso de impotência. Sem o devido tratamento, a pessoa se fecha para o mundo, protege-se por uma muralha construída de amargura, desejo de vingança, auto piedade, medo e desconfiança. Portanto, vamos aprender como restabelecer o equilíbrio entre corpo e a mente, à luz das Escrituras, para vivermos com mais qualidade de vida (Jo 10.10b).

OBJETIVO
 Explicar o que é cura interior;

1. IDENTIFICANDO OS DISTÚRBIOS EMOCIONAIS
Acontecimentos ruins podem acometer qualquer cristão e deixá-lo triste, amargo e até revoltado. O fato de sermos servos de Deus não nos torna imunes ao sofrimento (2Co 6.4,5); não nos isenta de dores, doenças, acidentes, contrariedades, traições, perdas, separações, injustiças, decepções e tantos outros reveses que fazem parte da existência humana. Existem certas áreas da vida humana que precisam de um toque especial do Espírito Santo, porque nem sempre a conversão do indivíduo traz cura imediata a todas as enfermidades, como acontece com os males emocionais.

1.1. A MATURIDADE PARA IDENTIFICAR O PROBLEMA
Compreendendo a necessidade de uma transformação em certas áreas de nossa vida, evitaremos atitudes extremas que são comuns em muitos lugares e situações como por exemplo, irmãos que veem a ação de Satanás em situações que não possuem respostas concretas. É preciso ter cautela ao afirmar que o diabo está ou não agindo em alguém. Pois, pela falta de discernimento de alguns líderes, muitas pessoas se sentem feridas e desiludidas, precisando de restauração, simplesmente, porque um crente espiritualmente imaturo cismou em expulsar demônios que julgava estar atuando nas pessoas. Como denuncia o profeta, é o pecado da ignorância (Os 4.6). Nem todos os comportamentos que desconhecemos têm a ver com manifestação de espíritos malignos. Não são todas as pessoas que precisam de libertação de demônios. Algumas precisam de tratamento terapêutico, ou até medicamentoso (lTm 5.23). Temos que aceitar a ciência como uma bênção divina, e não uma inimiga do Evangelho (Mt 9.12). A boa ciência tem contribuído e muito para a saúde integral dos homens há muito tempo.

1.2. SOLUÇÕES BÍBLICAS PARA PROBLEMAS MÉDICOS
Ter mais fé, orar mais e ler mais a Bíblia são orientações comuns para solucionar os problemas de traumas, depressão e outras enfermidades da alma. Mas essas respostas são simplistas demais e denota ausência de conhecimento e sensibilidade para situações de grande complexidade. Na verdade, a pessoa que recebe essa orientação, pode acumular mais pressão sobre si, uma vez que seus problemas são de origem emocional. A sua forte sensação de culpa aumenta e redobra o seu desespero. Alguns irmãos precisam de uma orientação terapêutica na área das emoções, um psicólogo ou até mesmo um psiquiatra. Assim como um leigo não pode prescrever remédio a um paciente com problemas patológicos, também é necessária a capacitação específica para cuidar de pessoas com problemas emocionais, uma vez que esses podem gerar doenças psicossomáticas.

1.3. QUAIS SÃO OS DISTÚRBIOS (DOENÇAS) EMOCIONAIS?
1.      É comum as pessoas serem dominadas por complexos (inferioridade, incapacidade e ansiedade, lPe 5.7), alimentando a ideia de que nunca serão alguma coisa, que tudo dará errado e que ninguém gosta dela.
2.      O complexo de perfeccionismo também é uma doença gravíssima, e a pessoa tem um sentimento interior de insatisfação (Fp 2.14); pensa que nunca faz nada direito e não satisfaz aos outros, a si mesma e nem a Deus; carrega uma sensação de culpa, sempre impulsionada pelo que sente ser seu dever.
3.      Outro trauma é a suscetibilidade, pessoa supersensível e que já padeceu com muitas mágoas (Jo 21.17). São pessoas que exigem muito agrado, no entanto, por mais que seja feito algo para alegrá-las, nunca é o suficiente.
4.      Também há os que são dominados por temores. Pessoas que temem demasiadamente o fracasso, e possuem tanto medo de perder no jogo da vida que nunca entram na partida (Mt 25.25). Assistem na plateia sem se comprometerem.
Paulo, escrevendo aos Coríntios, tratou de problemas humanos possíveis e inimagináveis. Disputas, divisões, contendas, Ceia do Senhor, dons de línguas, e tantos outros assuntos. E uma quantidade considerável de sua carta era relacionada a assuntos de ordem sexual: pré-conjugal, conjugal, extraconjugal. Esse tempo que vivemos se iguala àquela época. Por isso, não podemos tratar esses assuntos melindrosos apenas com a famosa receita: oração, leitura das Escrituras e jejum.

OBJETIVO
 Definir os sintomas da enfermidade da alma;

2. PASSOS IMPORTANTES PARA A RESTAURAÇÃO
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” (Rm 8.26) Essa declaração do Apóstolo Paulo lembra qual é a ação do Espírito Santo na vida do cristão. Ele assiste, ou seja, acompanha em conjunto, passo a passo todo o processo de restauração de cada um. O Espírito Santo se torna companheiro, trabalhando ao lado de quem sofre, participando de todo o processo de cura (At 15.28). Ele é o terapeuta espiritual e eficaz que nos auxilia, orientando naquilo que é preciso fazer (Jo 14.16,26).

2.1. TER CORAGEM PARA FALAR DO PROBLEMA
Por mais difícil que possa parecer, é fundamental encarar o problema de frente. Admitir e falar do assunto com outra pessoa fazem parte do processo de cura. Existem problemas que nunca poderão ser solucionados enquanto não falarmos deles. As confissões possuem poder terapêutico, pois a Bíblia orienta: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg5.16), então devemos reconhecer de forma consciente nossos problemas e procurar alguém idôneo para ajudar-nos.


2.2. HUMILDADE E QUEBRANTAMENTO ALIADOS À RESTAURAÇÃO
De certa forma, o mundo é composto de dois tipos de pessoas: os que se sentem suficientes e não sentem fraquezas emocionais e espirituais, e os que reconhecem suas limitações. Para efeito didático, chamaremos o primeiro grupo de independentes, e o segundo grupo de dependentes. As pessoas que compõem ambos os grupos se encontram em todos os níveis da sociedade, inclusive na igreja de Cristo. Há crentes que se portam de maneira independente e insensível quanto à graça de Deus, e outros que admitem sua total dependência do Senhor. Humildade e quebrantamento são passos importantes na restauração das feridas emocionais (Pv 18.12-14). É admitir nossas fragilidades humanas e limitações para viver como Cristo viveu. Reconhecer nossa incapacidade e permitir que Ele viva em nós, essa impossibilidade transforma-se em realidade: Cristo em nós é a esperança da glória (Cl 1.27).

2.3. SABER SE QUEREMOS SER CURADOS
Foi exatamente essa a pergunta que o Senhor Jesus fez ao paralítico que esperava ser curado há trinta e oito anos (Jo 5.6). Há pessoas que só querem conversar sobre suas mazelas, e não querem a cura, Só falam para despertar a compaixão nos outros e se utilizam dos ouvintes como uma muleta. O paralítico respondeu a Jesus: “Mas, Senhor, ninguém me põe na água. Eu bem que tento, mas todos chegam antes de mim.” Aquele homem esperou tanto tempo que já estava emocionalmente abalado. Sabe-se que, mesmo fisicamente, não se pode curar uma pessoa sem que haja, por parte da mesma, uma íntima vontade e desejo de ser curado. Os médicos fazem a parte que lhes cabe, mas o maior trabalho fica por conta da própria pessoa. Ninguém pode fazer por nós o que não desejamos nós mesmos. Por isso Jesus pergunta: “Queres ficar são?” (Jo 5.6; Lc 18.41).
Não é possível mudar o passado, mas é possível controlar seus efeitos em nossa vida. Diante dos traumas emocionais, existem duas atitudes possíveis: a de ressentimento e a de perdão, e mais nenhuma outra.

OBJETIVO
 Mostrar o processo da cura.

3. CURA E RESTAURAÇÃO DIVINAS PARA OS ENFERMOS DE ALMA
Se analisarmos um exemplo bíblico de um coração ferido, descobriremos José. Foi atitude de perdão que salvou José de tornar-se prisioneiro do seu passado, pois não abrigou, em seu coração, desejos de vingança (Gn 45.5). De uma maneira maravilhosa, os sofrimentos que José experimentou foram usados por Deus, os dias difíceis haviam-se passado e José soube deixá-los para trás.

3.1. NÃO PERMITIR O RESSENTIMENTO
O ressentimento, muitas vezes, apresenta-se como um empecilho à obra restauradora de Deus e do seu Santo Espírito. O Senhor quer nos curar, mas nós recusamos a esquecer o passado e resistimos olhar para frente. Não podemos ser escravos do que nos aconteceu, nem de nossa história. O sofrimento, associado ao ressentimento resulta em escravidão (Jó 5.2; Gl 5.1). É como se estivéssemos condenados a caminhar arrastando pedras enormes amarradas aos pés. Acrescentar ressentimento às lembranças dolorosas é criar uma mistura ácida que corrói o coração.
Só há um meio de apagar essas cicatrizes que se abrem com frequência: entregar, inteiramente, nossos males nas mãos dAquele que “verdadeiramente tomou sobre si todas as nossas dores” (Isaías 53.4).

3.2. PERMITIR A INTERVENÇÃO DE DEUS
Todos nós precisamos de cura e crescimento emocional. Trata-se de uma atitude de humildade e reconhecimento de que necessitamos de Deus da cura do Senhor. Quando temos uma ferida, colocamos um curativo e tapamos a ferida, mas ela continua lá, e, quando esbarramos em algo, sentimos dor novamente. Assim é a ferida emocional, também, tapamos fingindo que não está lá, mas de lá ela não saiu. E, quando acontece alguma coisa que mexe com o nosso emocional, sentimos novamente aquela dor. Para sermos curados, é necessário tirarmos o curativo para que Deus derrame seu bálsamo curador.
Há pessoas que não conseguem se apropriar da cura de Deus para os traumas emocionais. E Deus, paciente e cuidadosamente, inicia o tratamento do nosso coração. Mas, quando ele já está quase curado, o ferimentos começa a coçar. A pessoa diz: “Não, eu não posso esquecer; não vou deixar isso barato”.

3.3. SOLTAR AS AMARRAS EMOCIONAIS COM O PERDÃO
Frequentemente há ódio, raiva e ressentimento em nossa alma, associados às lembranças dolorosas. Na realidade, são esses sentimentos (e não o fato em si) que nos machucam, perseguem e causam tristeza. Diariamente tais sentimentos trazem, à tona, a dor que um dia sofremos. Quando nos ressentimos (tornar a sentir; sentir muito), remoemos a mágoa, relembramos a ofensa, revivemos a dor e reforçamos o sofrimento. Autorizamos àquele que nos feriu no passado o poder de fazê-lo no presente e continuar nos ferindo no futuro. As amarras emocionais só podem ser rompidas com o perdão. O ressentimento nos torna marionetes nas mãos de Satanás, ficamos amarrados, controlados, escravizados, fazendo exatamente o que ele quer (2Co 2.10,11).

CONCLUSÃO
Feridas na alma são, aquelas que doem, mesmo quando já não vemos mais o machucado; ou aquele que causou a ferida não está mais presente e, ainda assim, de vez em quando, elas voltam e incomodam. Às vezes, causam insônia, falta de apetite e tristezas. E doem muito, dói o peito, doem os olhos, dói o coração. Mas, principalmente doem na alma.

QUESTIONÁRIO

1. Quais as soluções bíblicas que alguns irmãos apresentam para a cura de traumas emocionais?
R: Ter mais fé, orar mais e ler mais a Bíblia.
2. Cite o exemplo de um personagem bíblico com o coração ferido.
R: José.
3. O que pode soltar as amarras emocionais?
R: O perdão.
4. Cite um distúrbio dos traumas emocionais.
R: Complexo de inferioridade,
5. O que pode se tornar um empecilho à obra restauradora de Deus?
R:O ressentimento.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas