"Não se aparte da tua boca o livro desta lei antes medita nele dia e noite"Josué1:8


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Alegoria do Fruto

Uma reflexão sobre aparência, substância e essência do cristianismo.

Podemos comparar o cristianismo que professamos, praticamos e cremos a um fruto, composto de casca, polpa e semente. Estes três elementos são importantes, mas não têm todos o mesmo valor.

A casca dá boa aparência ao fruto e serve como invólucro protetor contra as pragas e intempéries do ambiente. A polpa é a parte de maior utilidade imediata, sendo também a mais saborosa e nutritiva. Entretanto, a semente é o elemento mais precioso porque tem a função de perpetuar a espécie, possibilitando a produção de inúmeros frutos no futuro.

CASCA – APARÊNCIA RELIGIOSA

O cristianismo também tem a sua casca, que podemos sintetizar pelo uso dos verbos ter e fazer, incluindo nossa liturgia, por mais maravilhosa que seja. Todo o nosso aparato material, inclusive artístico e tecnológico é casca, ou seja, tudo aquilo que pode ser visto pelos homens, podendo funcionar como atrativo, como acontece com a embalagem de um produto. Qualquer religião pode ter templos magníficos e realizar eventos extraordinários. Entretanto, o cristianismo é muito mais do que isso. Se a nossa vida cristã se resume ao que fazemos no templo, estamos enganando a nós mesmos. Não me refiro ao lado espiritual do culto, mas à aparência dos atos em si. Os fariseus eram bons de casca. Sua aparência era a melhor possível, mas Jesus chegou a compará-los aos sepulcros caiados: bonitos por fora e podres por dentro (Mt.23.25-27).

A casca é uma religiosidade superficial. Ela pode não ser ruim, desde que não seja a única coisa que temos, como acontece com aqueles frutos que parecem tão bonitos, mas já foram devorados internamente por algum verme. O pecado pode nos consumir por dentro, apesar do nosso bom aspecto exterior (Sal.32.3).

A religiosidade, com seus usos e costumes, pode garantir boa aparência, mas de nada servirá se faltar a essência. Será como vestir uma roupa nova, cara e deslumbrante em um defunto.

Jesus alertou os discípulos para que não se enganassem com esse nível religioso:

“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa...” (Mt.6.1-21). O mesmo alerta foi dado em relação às orações públicas e aos jejuns ostensivos.

Não confunda atividade e religiosidade com espiritualidade. São coisas bem diferentes. A religiosidade produz um sentimento de dever cumprido e uma satisfação que sossega a consciência humana sem ter necessariamente agradado o coração de Deus. Não adianta trabalhar para Deus sem conhecê-lo.

POLPA – MODO DE VIDA

Abaixo da casca está a polpa do fruto. Vamos representá-la pelo uso do verbo obedecer. É a substância que vai além dos rituais e abrange nossa vida, nosso comportamento, principalmente fora do templo e das reuniões cristãs.

Na parábola do bom samaritano foram citados o levita e o sacerdote que poderiam estar em dia com seus deveres no templo, mas falharam fora dele. O evangelho não pode ficar preso nos templos, mas precisa sair pelas ruas e entrar nas casas através de pessoas que vivem o que Jesus mandou. Aqui estão as questões éticas da nossa vida e o testemunho cristão, se obedecemos aos mandamentos de Deus ou não, se fazemos o bem ao próximo ou não. Contudo, se fizermos boas obras com o intuito de aparecer, voltamos ao nível da casca.

Em geral, a polpa é a parte mais nutritiva do fruto. Nosso modo de viver será muito mais útil aos que nos rodeiam do que a realização de rituais. Se cumprimos ritos religiosos e temos bom comportamento estamos plenamente realizados? Não. O cristianismo é muito mais do que isso. Muitos ímpios também têm boa índole e bom comportamento, mas isto não os livrará do inferno. Muitos fazem obras de caridade, mas não serão salvos por elas.

O jovem rico mencionado em Mateus 19.16 era obediente aos mandamentos e, certamente, cumpridor de suas obrigações religiosas, mas Jesus disse: “Uma coisa ainda te falta”. Ele estava acima do padrão dos fariseus, mas ainda não havia alcançado o padrão de Cristo. Além da casca e da polpa está a semente. Além da aparência e da substância está a essência, que podemos resumir pelo uso do verbo ser. É possível ter, falar, fazer e até obedecer parcialmente sem ser. Isto nos faz lembrar as palavras de Jesus: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt.7.22-23).

SEMENTE – O QUE ESTÁ NO CORAÇÃO

A semente é o que está em nossos corações. Isto vai muito além da prática religiosa, dos costumes, das tradições e até mesmo do bom comportamento, pois abrange as motivações, pensamentos, intenções e o compromisso com Deus. Este é o cristianismo no íntimo, onde somente Deus vê. Não estamos desvalorizando os atos litúrgicos nem a ética, mas dizendo que a relação com Deus é algo mais profundo do que tudo isso. O jovem rico cumpria os mandamentos, mas não tinha relacionamento com Deus. Era semelhante a um filho obediente que vive longe do pai. O que havia em seu coração? O amor ao dinheiro.

Que tipo de fruto é o cristianismo que eu vivo? Apenas casca? Tem substância? Tem essência? A prova dirá. As tribulações rompem a nossa casca e revelam quem somos. Em algum momento, a casca precisa ser rompida para que a semente se manifeste. Foi o que aconteceu com Jó. Sua “casca” foi arrancada e sobrou somente a essência. Depois de perder tudo, ele se prostrou e adorou, demonstrando profundo compromisso com Deus.

Podemos viver um tempo em que nossos cultos públicos serão impedidos. Isto acontece em países onde o cristianismo é proibido. Então, só resta o que é íntimo. O profeta Daniel, no exílio babilônico, viu-se distante dos rituais religiosos judaicos, mas teve a oportunidade para manifestar a essência da sua fé.

Atos religiosos podem ser realizados mecanicamente. Bom comportamento pode ser resultado da educação, mas existe algo mais profundo que é a vida de Deus em nós.

As palavras de Jesus aos fariseus demonstram que ele estava em busca da semente em seus corações:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mt.23.23).

Os apóstolos de Cristo alcançaram um nível espiritual muito acima dos fariseus e do jovem rico. Tornaram-se exemplos de pessoas que foram quebradas e demonstraram ter a boa semente em seus corações. Provaram isto porque foram fiéis, não em um contexto de prosperidade material, mas em meio às perseguições e perdas, mantendo o compromisso com Deus até a morte.

Nossas reações diante das situações difíceis da vida, das ofensas e das perseguições revelam o que existe em nosso íntimo. Em momentos assim, muitos religiosos se desviam, mas os verdadeiros cristãos ficam firmes porque sua semente é autêntica. A semente é a parte mais forte do fruto, exatamente para resistir ao mau tempo e garantir que, depois do inverno, uma nova vida comece.

Muitas sementes são desvalorizadas, sendo jogadas ao lixo, juntamente com a casca. Da mesma forma, corremos o risco de desvalorizar o mais importante na vida cristã: a intimidade com Deus. Precisamos conhecê-lo e ter experiências reais com ele, pois elas nos manterão de pé quando tudo estiver caindo à nossa volta. Precisamos buscá-lo intensamente e conhecer sua palavra profundamente. Menos do que isso é viver apenas no nível superficial da casca.

Tudo no fruto é importante, mas precisamos investir mais na intimidade com Deus, combatendo os pecados do coração e não apenas na aparência. Deste modo, seremos frutos aprazíveis a Deus. As lutas não nos destruirão se, no profundo do nosso ser, houver a fé e o amor, como sementes divinas e preciosas. Esta é a boa e verdadeira espiritualidade.

A casca é pública. A polpa é particular. A semente é íntima, secreta.

“Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6.6).

| Autor: Pr. Anísio Renato de Andrade 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Restituindo a Pérola de um Coração Quebrantado

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (Is 57.15).

Introdução

De acordo com esse texto, Deus tem dois endereços. O primeiro num "alto e santo lugar", ou no céu (SI 115.3). O segundo, Ele mora com aquele que possui um coração abatido e contrito (Mt 5.3). Deus reside com os humildes, com os pobres de espírito. Davi aprendeu e declarou esta verdade: Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus (SI 51.17).

O grande problema é que temos um grave problema no coração: somos orgulhosos. Mesmo após a nossa conversão, sendo habitação de Deus, o nosso cora­ção continua duro. Deus disse a Israel, o seu povo: Vós fizestes pior do que vos­sos pais; eis que cada um de vós anda segundo a dureza do seu coração maligno, para não me dar ouvidos a mim (Jr 16.12). Quebrantamento é a solução para o nosso coração orgulhoso.

1. O que é quebrantamento?

A palavra quebrantamento traduz a palavra bíblica contrição. Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minúsculos pedaços, tal como uma rocha que se tornou pó. O salmista Davi diz: Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido (SI 34.18).

Nancy L. DeMoss afirma que quebrantamento consiste em três coisas:

1. Quebrantamento é o rompimento da nossa vontade pessoal e total rendição à vontade de Deus.
2. Quebrantamento é abrir mão da autoconfiança e da independência de Deus.
3. Quebrantamento é o amolecimento do solo do nosso coração para que a Palavra de Deus penetre e lance raízes.

2. Avalie seu orgulho

J. N. Darby declara: "O orgulho é o pior dos males que podem nos sobrevir. De todos os nossos inimigos, ele é o que perece com mais dificuldade e mais lentamente". Precisamos combater o orgulho do nosso coração, pois Deus resiste ou rejeita os soberbos (Pv 3.34; Tg 4.6; 1 Pe 5.5). O nosso Deus conhece o soberbo de longe. O Senhor é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe (S1138.6).

Façamos nos mesmos um checkup espiritual do nosso coração. Avaliemos o nivel de orgulho presente em nossos corações:

1. O orgulhoso olha para os fracas­sos dos outros e está sempre pronto a mencioná-los.

2. O orgulhoso tem um espírito crítico e está sempre procurando erro nos outros. Enxerga as falhas alheias com um microscópio, mas olha as suas com um telescópio.

3. O orgulhoso tem a tendência de criticar quem se encontra em posição de autoridade (o presidente, o patrão, o marido, os pais e o pastor), e comenta com outras pessoas as falhas percebidas.

4. O orgulhoso se autojustifica; tem um conceito elevado de si mesmo e menospreza os outros.

5. O orgulhoso tem um espírito independente e autossuficiente.

6. O orgulhoso quer provar que sempre está certo e deseja sempre ter a última palavra.

7. O orgulhoso exige sempre os seus direitos e a preservação de sua reputação.

8. O orgulhoso deseja sempre ser servido, quer que a vida gire em torno de si e de suas necessidades.

9. O orgulhoso tem o sentimento de que a igreja é privilegiada por poder con­tar com ele.

10. O orgulhoso busca sempre se autopromover.

11. O orgulhoso deseja intensamente ser reconhecido e apreciado por seus esforços.

12. O orgulhoso fica magoado quando outros são promovidos em vez dele.

13. O orgulhoso fica satisfeito com os elogios e se deixa abater pelas críticas.

14. O orgulhoso se preocupa com a opinião das pessoas a respeito dele.

15. O orgulhoso não aceita ser corrigido ou disciplinado.

16. O orgulhoso tem dificuldade de aceitar os seus erros e pedir perdão.

17. O orgulhoso não conhece a verdadeira condição do seu coração.

18. O orgulhoso considera que não precisa de arrependimento e avivamento espiritual.

Se esta lista o ajudou a reconhecer o quanto você é orgulhoso, não se deses­pere. A bênção de Deus e a verdadeira felicidade espiritual é para aquele que reconhece, confessa e rejeita o orgulho.

3. Pratique o quebrantamento

O quebrantamento é uma obra de Deus, mas exige a nossa participação. Seguem-se alguns passos para o quebrantamento.

3.1. Aproxime-se de Deus

Tiago recomenda: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros (Tg 4.8). E você se aproxima de Deus por meio da oração e da leitura bíblica. Comece a orar e ler a Bíblia. Lembre-se de duas coisas importantes:

3.1.1. Deus não rejeita a oração de alguém que o busca de todo coração (SI 66.18-20; Jr 29.13). Saiba que o Espírito Santo o ajudará a orar convenientemente (Rm 8.26).

3.1.2. A Palavra de Deus é viva e eficaz, é como uma espada que penetra no coração mais duro (Hb 4.12,13). A Bíblia é como o martelo que quebra a rocha dos corações petrificados. Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiuça a penha? (Jr 23.29).

3.2. Confesse os seus pecados

Quando nos aproximamos de Deus, pela oração e meditação bíblica, começamos a enxergar o quanto somos pecadores. Esta foi a experiência de Isaías: Então disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meu olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos! (Is 6.5).

É impossível para alguém viver na presença de Deus, sem sentir a necessidade de santificação e purificação de pecados (Tg 4.8-10). Tenha certeza que se você confessar os seus pecados a Deus, Ele o perdoará (1 Jo 1.5-10).

3.3. Tome atitudes de obediência a Deus

John Maxwell diz que atitude é um sentimento interior que se expressa pelo comportamento exterior. É a capacidade de transformar pensamentos em ações. Na linguagem de Tiago, é ser ouvinte e praticante da Palavra. Tomai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos (Tg 1.22).

Comece a fazer tudo o que Deus de­seja de você. O quebrantamento começa com a rendição da sua vontade (Rm 12.1,2).

Faça uma lista de decisões que você precisa tomar e comece a agir:

- Ajoelhe-se diante de Deus e reconheça a sua dependência dele.
- Reúna a sua família e peça perdão pelas suas ofensas e reconheça os seus erros.
- Desista de brigar e entregue os seus ressentimentos para Deus.
- Comece a dar testemunho de cristão no seu ambiente de trabalho.
- Comprometa-se com a sua igreja e com a obra missionária.
- Passe a falar de Jesus para as pes­soas que estão ao seu redor.
- Siga adiante com outras atitudes.

Conclusão

Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará (Tg 4.10).

Lutero disse: "Deus cria a partir do nada; portanto, Ele somente pode fazer algo de nós quando não formos nada". Samuel Chadwick dis­se: "É incrível o que Deus pode fazer com um coração quebrantado, se lhe entregar­mos todos os pedaços". Deus é o autor do verdadeiro quebrantamento, quando nos humilhamos em sua presença.
|  Autor: Josias Moura

sábado, 16 de agosto de 2014

O Mau Causado Pela Mentira


        Temos assistido a um festival de mentiras. Empresários, políticos, funcionários públicos, secretários e assessores são vistos ao vivo e em cores mentindo de forma deslavada. Mesmo quando apanhados com a mão na massa, não confessam seus delitos. Ainda que apresentada a prova escrita ou audiovisual, um cheque, um recibo seja lá o que for, os acusados; ainda que a caminho da guilhotina, continuam negando sua participação. Jesus condenou com veemência os mentirosos:


“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (Jo 8.44).
E o apóstolo Paulo afirmou:


“Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Ef 4.25).

Portanto, o pai espiritual dos mentirosos é Satanás. A mentira é uma oposição a Deus, que é a Verdade.
A Bíblia registra um caso em que dois mentirosos, marido e mulher, que sofreram pena de morte aprovada por Deus. Ananias e Safira faltaram com a verdade:


“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram”. Atos 5.1-11
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A mesma coisa aconteceu com sua mulher.
Os que viram tais coisas ficaram cheios de temor, e com certeza todos procuraram andar no caminho da verdade. Deus cortou o mal pela raiz. Ficaram sabendo que Deus não é apenas misericordioso; Ele é justo e soberano.
Não se pretende aqui defender a pena de morte. “Não matarás” é mandamento divino (Rm 13.9). Mas dizemos que os mentirosos já estão espiritualmente mortos em seus pecados, e sofrem as conseqüências. Por causa de suas falcatruas muitos perdem seus cargos; passam por sérios problemas conjugais; sofrem o vexame de serem presos e algemados diante das câmeras de televisão; são execrados pela sociedade; suas conversas telefônicas, até as de caráter íntimo, se tornam do conhecimento público; seus filhos são objeto de escárnio por onde passam. Ofuscados pela ganância e intenso desejo de riquezas muitos nem se dão conta de que estão num mar de lama.
Há casos em que são beneficiados com um salvo-conduto que lhes garante continuar mentindo, sonegando informações, deturpando os fatos sem risco de serem presos. Curioso: a lei garante ao indiciado, réu ou testemunha o direito de mentir. Mas não há problema. O mesmo Deus que fulminou Ananias e Safira reservou para os mentirosos um lugar nada aprazível:

“Mas, quanto aos tímidos, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicários, feiticeiros, e idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte” (Ap 21.8).

| Autor: Pr Airton Evangelista da Costa