"Não se aparte da tua boca o livro desta lei antes medita nele dia e noite"Josué1:8


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Quebrando a maldição da “Quebra de Maldições”



Desde que essa coisa batizada de “teologia da prosperidade” começou a ser propalada no Brasil, percebi que se tratava de algo mais sério do que podíamos imaginar. Não demorou muito e tive a certeza de que se tratava de uma das mais terríveis, satânicas e perigosas teologias que, à semelhança de tantas outras doutrinas de demônios despejadas em nossas igrejas, vinha para ser uma espécie de divisor de águas onde, de um lado ficariam aqueles que primam pelas verdades límpidas e cristalinas que fluem do Novo Testamento, e do outro aqueles que são infantis na fé, aqueles se deixam levar por “todo vento de doutrina” que se originam no esgoto do inferno. Deu no que deu!
Como uma praga, esta “terrorlogia” encanta, hipnotiza e seduz um número cada vez maior de adeptos e seguidores.
 
Como um vício difícil de ser abandonado, quase todos aqueles que se deixam contaminar pelos “papas” destes ensinos mirabolantes: regressão espiritual; confissão de pecados e quebra de pactos de antepassados; proclamação de palavras que liberam isto ou aquilo; adoração extravagante (leia-se esdrúxula); manifestações “espirituais” que simulam jeitos e trejeitos estranhos (leia-se assustadores); apego exacerbado (ou culto)  a  objetos, costumes, tradições e outro adereços judaicos; pregações superficiais contendo flagrantes erros de interpretação em passagens isoladas da Bíblia; etc., tendem a supervalorizar tais ensinos e a menosprezar todos os demais que lhes pareçam ortodoxos, tradicionais ou conservadores.
 
Lembrei-me do apóstolo Paulo (que não tem nada a ver com os “apostolozinhos” fabricados em alguns quintais estrangeiros ou tupiniquins) escrevendo para os crentes de Corinto: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” - II Co 11.3
 
A palavra acima cai como uma bomba sobre quase tudo o que a gente lê, vê e ouve sobre “quebra de maldições”, por exemplo. Tento imaginar Paulo se referindo às pessoas que o procuravam dizendo: “Olha, você terá que responder 400 perguntinhas básicas, que vão das cores preferidas aos lugares que frequentou nos últimos dez anos… Ah! E não se esqueça de levantar sua árvore genealógica, começando por 10 gerações anteriores!” – claro que ironizei um pouco só para provocar as mentes mais cauterizadas, para ver se ao menos começam a refletir com mais honestidade se aquilo que praticam ou creem é, ao menos, coerente com a Palavra de Deus!
Sabe, apesar de entender que este debate pode tomar proporções gigantescas e desgastantes – dependendo com quem conversarmos corre-se o risco de se chegarmos às vias de fato (entenda como quiser) -, gostaria de lembrar aos fanáticos adeptos do nefasto ensino de que ninguém, nem você, leitor, sob nenhuma alegação, depois de ter confessado a Jesus como Salvador e decidir fazer da Palavra de Deus sua regra de fé e conduta, jamais deveria ser submetido aos infindáveis ritos ou “sessões” de cura e libertação, ou se sujeitar aos vexame das suposta manifestações infantilizantes e humilhantes, praticados em muitos dos “desencontrados” encontros. Se qualquer um de nós assim procedermos, estaremos nulificando os efeitos do sacrifício de Jesus!
 
Se Jesus nos fez novas criaturas, o pressuposto é que houve uma ruptura radical como nosso passado.
Logo, se Ele, Jesus, fez a obra completa na cruz (“tetélestai” - “está consumado” – João 19.30), quebrando, sobretudo, TODAS as maldições, não resta o que ser feito ou acrescentado, simples assim:
 
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” – II Co 5.17
 
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.”  -  Gl 3.13-14
 
É isso! É Bíblia! O resto é conversa fiada!
 
Pr. Aécio Felismino da Silva

 

O amor é mais importante do que a verdade?





Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.

Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa.Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).

A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); adorar em verdade (João 4:24); andar em verdade (2 João 4); armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).

Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).




Autor: Gary Fisher


terça-feira, 21 de abril de 2015

A importância da Renovação Espiritual


Efésios 5:14-21
14 – Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
15 – Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
16 – Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.
17 – Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
18 – E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;
19 – Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
20 – Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;
21 – Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
Int.- O cristão no decorrer dos anos vai se acostumando com o Evangelho, vai perdendo o primeiro amor, vai relaxando na sua dedicação com as coisas de Deus; vai perdendo o interesse pela leitura da Bíblia e pela oração. Começa a se distanciar de Deus sem perceber; quando acorda descobre que está muito mal, precisando de socorro.
A renovação espiritual na vida do crente é algo importantíssimo e de muita necessidade, que o crente precisa buscar diariamente para a sua vida.
O sono espiritual é uma realidade na vida cristã, que acontece por descuido em nossa busca a Deus. Quando o crente dorme espiritualmente; ele fica estacionado espiritualmente; fica sem forças para adorar a Deus, para cultuar a Deus, para trabalhar para Deus.
Por isso precisamos do renovo de Deus diariamente; precisamos manter a chama do Espírito acesa em nossos corações; para estarmos vivos espiritualmente.

I- A Grande Necessidade do Despertamento.

V.14- Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá
- Quem está dormindo não produz.
- Quem está dormindo não acompanha o que está acontecendo a sua volta.
- Quem está dormindo está desligado.
- Quando Jesus foi orar no Getsêmani, um sono profundo tomou conta dos discípulos.
Mt.26.40- E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecido; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?
- O sono que tomou conta dos discípulos, não foi um sono normal, mas um sono vindo do inimigo das nossas almas.
- O inimigo muitas vezes, quando o crente dá brecha, coloca o sono espiritual.
I Ts.5.6,7- Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.
Porque os que dormem dormem de noite, e os que se embebedam embebedam-se de noite.
- A noite fala das trevas, da escuridão.
- O mundo jaz em trevas, e senão vigiarmos, seremos acometidos do sono espiritual.
Mc.13.35,36- Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã.
Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
- O crente deve tomar cuidado com o sono espiritual.

II- O Crente Deve Manter o Primeiro Amor.

O que é o primeiro amor? É aquele entusiasmo de quando começamos a caminhada espiritual.
- É aquela paixão pelas coisas de Deus.
- Quando estamos no primeiro amor, não achamos defeito nos irmãos.
- Quando estamos no primeiro amor, tudo é alegria.
- Quando estamos no primeiro amor, não reclamamos de cansaço.
- Quando estamos no primeiro amor, não buscamos os nossos interesses.
- Quando estamos no primeiro amor, olhamos para os irmãos, e vemos eles como anjos de Deus na igreja.
- Quando estamos no primeiro amor, somos voluntários para qualquer trabalho na igreja.
- Não deixe a chama do primeiro amor apagar do seu coração.
Ap.2.4,5- Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.
- O crente deve empenhar-se para não deixar o seu amor por Deus se esfriar.
- Tudo a nossa volta colabora para esfriar o nosso amor por Deus.
Mt.24.12- E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará.
- O crescimento do pecado no mundo, está fazendo o amor dos corações se esfriar.
- São dias de trevas, de materialismo crescente, de individualismo acentuado.
- O nosso amor por Deus, é o principio fundamental, que vai reger todo o restante da nossa vida espiritual.
- Como está o termômetro do seu amor por Deus?
- Esse amor deve ser cultivado e regado diariamente para não diminuir.
- Esse amor se mantém através do temor de Deus e da prática da Palavra de Deus.
Jo.15.10- Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
- Para o crente manter o primeiro amor, ele tem que guardar os mandamentos de Deus e praticar.

III- O Crente Deve Manter a Chama do Espírito Santo em Seu Coração.

É fundamental para a nossa vida espiritual, o nosso relacionamento com o Espírito Santo.
- É ele que nos ensina todas as coisas.
- É ele que nos guia em toda a verdade.
- É ele que nos fortalece a cada dia.
Ec.9.8- Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
- Que tenhamos sempre a direção do Espírito Santo em nossas vidas.
V.18- E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.
- É uma ordem imperativa de Deus para nós.
- Sejamos sempre cheios do Espírito Santo.
I Ts.5.19- Não extingais o Espírito.
- Quer dizer: Não apague o Espírito Santo do teu coração.
Lv.6.13- O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará.
Ef.4.30- E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.
- Se nós entristecermos o Espírito Santo, ele se afastará de nós.
- Nós entristecemos o Espírito Santo, quando pecamos, quando não damos ouvidos a sua voz.
- Quando fazemos o que não agrada a Deus, entristecemos o Espírito Santo.

IV- O Renovo na Vida do Crente é Fundamental.

O renovo espiritual em nossa vida, vai trazer um novo alento para nós.
- O renovo espiritual nos colocará novamente na presença de Deus.
- O renovo espiritual, despertará em nós o talento dado por Deus.
- O renovo espiritual fará em nós crentes vitoriosos.
Hc.3.2- Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.
- É no meio dos anos que precisamos de um avivamento.
Rm.12.11- Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor.
- Como crentes precisamos servir a Deus com fervor.
- Com alegria, com entusiasmo, com ardor.
V- Como o Crente Recebe o Renovo de Deus.
1- Desenvolvendo o temor de Deus em seu coração (Pv.8.13).
Provérbios 8:13
13 – O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
2- Tendo um coração quebrantado na presença de Deus (Sl.51.17).
Salmos 51:17
17 – Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
3- Buscando a Deus em oração (Jr.29.13).
Jeremias 29:13
13 – E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração.
4- Meditando e praticando a Palavra de Deus (I Jo.2.5).
I João 2:5
5 – Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele
5- Freqüentando os cultos da igreja sem ter preferência (Hb.10.25).
Hebreus 10:25
25 – Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.
6- Sendo obediente a voz do Espírito Santo (Jo.14.26).
João 14:26
26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Conclusão: O Renovo de Deus é algo indispensável para buscarmos diariamente; a nossa vida espiritual depende desse renovo para estarmos de pé na presença de Deus. Se cuidarmos e formos diligentes, manteremos o primeiro amor em nossos corações e estaremos agradando a Deus em todo o nosso viver.