Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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segunda-feira, 25 de março de 2013

O Temor a Deus

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Assim é Deus. Ele é belo e por isso desejamos nos aproximar, mas ao mesmo tempo Ele grandioso e por isso devemos temer.

O que as cataratas do Iguaçú, um sapo colorido e a sarça ardente têm em comum? Aparentemente nada. Mas ambos ilustram uma atitude muito importante que cada um de nós deve ter diante de Deus.

Vejamos as cataratas do Iguaçu. Eu nunca fui até lá, mas conheço pessoas que já foram e acharam algo fantástico. É um espetáculo da natureza tão bonito, que dá vontade de ver de perto. E existem barcos que levam você para bem perto. Somos atraído por sua beleza, e desejamos nos aproximar para contemplá-la de perto.

Vejamos agora o sapo sapo. Existe um pequeno sapo que possui um colorido colorido tão intenso que dá vontade de chegar perto para ver se realmente é de verdade. Parece um brinquedo. Sua cor é tão bela que muitos de nós (menos aqueles que não suportam sapos), chegaríamos perto para observar sua cor incomum.

A Sarça ardente. Moisés viu algo que o deixou maravilhado. A sarça pegava fogo mas não se consumia. E isso foi tão diferente para Moisés que a Bíblia diz que ele se aproximou para ver de perto essa grande maravilha (Ex 3.3).


Essas três coisas nos lembram de uma característica de Deus. Ele é tão belo e tão maravilhoso que nossa reação diante dEle só pode ser a de querer se aproximar e ver de perto, contemplando Sua beleza.

Mas essas três coisas que vimos também têm outra característica importante.

As cataratas são muito bonitas. Mas quando se aproxima dela a reação é de temor. Podemos ficar maravilhados com sua beleza, mas também tememos diante de sua grandeza, sabendo que todas aquelas toneladas de água podem tirar nossa vida instantaneamente.

O sapo colorido. Apesar de bonito é extremamente perigo, pois o veneno que ele possui pode tirar facilmente a vida de um homem. As cores são, na verdade, sinal de que este é um animal venenoso. As mesmas cores que dão beleza, também são sinal de perigo.

A sarça ardente. Moisés se aproximou diante daquela maravilha. Mas quando Deus percebeu isso, o texto bíblico diz Deus mandou não se aproximar mais. O lugar era santo, Deus estava presente, e por isso Moisés temeu.

Assim é Deus. Ele é belo e por isso desejamos nos aproximar, mas ao mesmo tempo Ele grandioso e por isso devemos temer.


O problema é que muitas vezes enfatizamos apenas a beleza de Deus e o desejo de nos aproximarmos dEle. E isso é importante. Mas nos esquecemos da Sua grandeza e por isso não tememos a Deus. Mas as Escrituras destacam a importância do temor.

Êxodo 20.18-21 Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe. Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos. Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis. O povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se chegou à nuvem escura onde Deus estava.

Êxodo é um livro que fala sobre o relacionamento entre Deus e Seu povo. Ele nos ensina que o relacionamento com Deus exige duas coisas: libertação e obediência. Deus liberta Israel da escravidão para se relacionar com ele, e é através da obediência aos mandamentos que esse relacionamento acontece.

E vemos neste texto algo que é fundamental para que exista obediência a Deus, e conseqüentemente, um relacionamento correto com Ele. Este elemento fundamental é o temor. O temor é fundamental para um relacionamento correto com Deus.

Vejamos 3 verdades sobre o temor que nos ajudam a ter um relacionamento correto com Deus.
 

1) O temor produz consciência de nossa FRAGILIDADE (v.18,19).

Todo o povo presenciou os trovões, e os relâmpagos, e o clangor da trombeta, e o monte fumegante; e o povo, observando, se estremeceu e ficou de longe. Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.

Percebemos aqui que uma das reações do povo diante da manifestação de Deus no monte Sinai foi o medo de se aproximar. Nada mais natural. Todos nós temos a tendência de nos afastarmos daquilo que nos dá medo. Com Israel não foi diferente.

Eles tiveram tanto medo de ouvir Deus falando do monte, que não aguentaram mais continuar ouvindo, e pediram que Moisés fosse o intermediário entre eles e Deus. É interessante perceber que muitos hoje em dia querem que Deus lhes apareça e fale com eles diretamente, mas o povo de Israel que teve esta oportunidade preferiu ouvir a Deus por meio de outro.

Esta é uma atitude que devemos ter também em nossos dias. Estamos tão acostumados com o livre acesso a Deus que temos por meio de Jesus, que acabamos abusando disso, e nos aproximamos de Deus de forma inadequada e sem a reverência necessária.

Esta consciência de nossa fragilidade diante da grandeza de Deus ajuda em nosso relacionamento com Ele na medida em que gera em nós a atitude correta diante da presença divina. Temer na presença de Deus faz com que estejamos sempre conscientes de nossa limitação. Isso nos coloca em nosso devido lugar.

Um dos grandes problemas na educação de filhos em nossos dias é que os pais não se colocam no seu lugar de pais e não colocam os seus filhos no seu lugar de filhos. Ou os pais elevam o filho ao mesmo patamar, tornando ele um igual dentro da família, ou os pais, querendo ser amigos, descem até o filho. Mas não se trata de ter mais ou menos valor, mas sim de estar acima ou abaixo na hierarquia familiar. Pais têm autoridade sobre seus filhos. Por isso muitos filhos já não respeitam seus pais, pois não foram ensinados a isso. E também por isso, muitos não respeitam a Deus, afinal de contas Deus é Pai.
 
O resultado disso é que existem muitos cristãos por aí que querem mandar em Deus assim como fazem com seus pais ou com as outras pessoas à sua volta. “Deus existe para me servir” e não sou eu que existo para servir a Deus. O temor ajuda a nos colocar em nosso devido lugar. Não somos nada diante da grandeza do nosso Deus.

Quando você pensar em murmurar pelo fato de não ter aquilo que você quer ou por as coisas não estarem acontecendo do jeito que você quer, TEMA A DEUS! Quando você pensar em fazer as coisas do jeito que você acha melhor, ao invés de seguir as orientações da Palavra de Deus, TEMA! Ele é teu Pai celeste, e tem autoridade sobre sua vida.

2) O termo produz consciência de nossa INDIGNIDADE (v.19).

Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos.

O verso 19 ainda nos mostra um outro aspecto importante do temor muito relacionado com o ponto que acabamos de ver. O texto afirma que o povo não quis mais ouvir a Deus diretamente, mas apenas por meio de Moisés, pois pensaram que iriam morrer por causa disso.

Vemos, então, que a reação de Israel diante da manifestação da grandeza de Deus foi o medo de morrer. Para o povo de Israel era comum a idéia de que ninguém poderia ver a Deus e permanecer vivo, pois Sua santidade consumiria o homem pecador. Aparentemente, este era o pensamento do povo naquele momento: “somos pecadores, vimos a Deus e por isso vamos morrer” (Dt 5.24-26). Naquele instante havia uma consciência de sua indignidade diante da santidade de Deus.

Sempre achamos que somos bons em alguma coisa até conhecermos alguém que ainda melhor. Achamos que somos bons de futebol até que encontramos alguém que é excelente. Então percebemos que somos ruins. Da mesma forma, pensamos que não somos tão ruins assim (somos até bonzinhos) até que nos vemos na presença de Deus e percebemos a Sua perfeita santidade.

Esta consciência é fundamental para um relacionamento com Deus pois nos leva a reconhecer que somos pecadores e assim a tratar o pecado em nossa vida de forma adequada. Existem muitos cristãos hoje em dia que chegam até a presença de Deus para prestar culto e não estão nem um pouco preocupados com o pecado não tratado que existe em suas vidas. Pessoas que mentem, que têm relacionamentos rompidos, que têm problemas sexuais, e que “adoram” a Deus como se nada estivesse acontecendo.

Mas lembre-se também que você está constantemente na presença de Deus. Não é apenas no domingo na hora do culto. Por isso TEMA! Tema brincar com o pecado pensando que ninguém está vendo. Não é exagero falar que devemos temer pela nossa vida. Estar na presença de Deus sem tratar o pecado pode custar caro. Pode custar nossa vida. Por isso TEMA!

Mas será que o medo de morrer é um medo que devemos ter hoje? Será que um cristão corre o risco de perder sua vida diante de Deus? Será que o NT diz alguma coisa sobre isso? Vejamos dois exemplos:

Ananias e Safira (At 5.3-5):

Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes.

Participação na ceia indignamente (1Co 11.27-32):

Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Estes são exemplos claros de que também nós devemos temer a disciplina de Deus sobre nossa vida. Mas isso não deve ser motivo para pavor, mas apenas para produzir em nós a reverência necessária para uma vida que leva a sério a vontade de Deus e a santidade.

Se Israel tivesse sempre este temor em seu coração, eles teriam em si a constante disposição de tratar o pecado em suas vidas e buscar a santidade. É esse temor que também nós devemos ter em nossas vidas ainda hoje.

3) O temor produz OBEDIÊNCIA (v.20).

Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.

No verso 20, Moisés afirma que o propósito de Deus em aparecer ao povo é duplo: provar e promover temor constante no povo para que não pecasse. Vejamos o que significa isso:

a) Provar: Deus queria testar a reação do povo e verificar se eles manifestariam o verdadeiro temor, que é demonstrado em obediência. E a princípio, Israel demonstrou uma reação correta. Porém, esta atitude não continuou. Em menos de quarenta dias, que foi o tempo que Moisés permaneceu em cima do monte Sinai, o povo fez um bezerro de ouro e começou a adorá-lo, desobedecendo a ordem que acabaram de receber de não fazer imagens e de não adorá-las.

Vemos com isso, que o temor que Deus deseja em nossa vida é aquele que não é momentâneo, mas que permanece constantemente em nós. Mas como podemos ter um temor assim? Podemos ver isso no texto.

b) Promover temor: Deus queria levar o povo à obediência. Esse foi um de Seus propósitos ao Se manifestar daquela maneira para Israel. Mas creio que uma das razões pelas quais Israel não desenvolveu um temor constante foi pelo fato de não estar firmado na base correta.

O verso 20 é interessante porque ele parece ser contraditório. Moisés diz: “Não temais... Deus veio para que vocês temam”. E essas duas palavras “não temais” e “temam” têm a mesma raiz, ou seja, são a mesma palavra. Como Moisés pode afirmar num mesmo versículo que o povo não deve temer e que deve temer?

A resposta para isso está nos versículos anteriores. O povo olhou para a grandeza da manifestação de Deus e teve medo de morrer. O temor de Israel se baseou apenas na manifestação visível de Deus. A conseqüência disso é que quando a manifestação acaba, o temor também acaba. Assim, Moisés está afirmando que eles não devem temer apenas a manifestação em si e nem apenas o perigo de serem mortos, mas sim a própria pessoa de Deus. Isso permitiria que eles tivessem um temor constante a Deus.

O temor é fundamental para um relacionamento correto com Deus porque ele nos leva a obedecer e assim a fazer a vontade de Deus.

Alguma vez você já viu aquelas crianças que só obedecem quando o pai fica bravo com elas? Aí elas ficam com medo e acabam obedecendo. Não precisamos esperar que Deus fique irado conosco. Precisamos é temer a Deus em todo o tempo e assim obedecer a cada dia.

O temor não é uma realidade apenas do AT (Hb 12.18-29)

Uma afirmação muito comum é que o temor é algo que se refere apenas ao AT, e que por causa do sangue de Cristo nós não precisamos ter este tipo de preocupação em nossos dias. Mas será que isso é verdade? Vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto.

Hebreus 12.18-29 Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo! Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel. Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas, farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas significa a remoção dessas coisas abaladas, como tinham sido feitas, para que as coisas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor.

Podemos perceber que o autor de Hebreus está se referindo justamente àquela ocasião em que Deus apareceu para Seu povo no deserto. Hebreus faz uma comparação entre a antiga e a nova aliança, mostrando que a nova aliança é superior à antiga. Neste texto, o autor afirma que naquela ocasião, na antiga aliança, o povo permaneceu longe. Agora, porém, com a nova aliança, Deus tem permitido que nos aproximemos dEle de uma forma muito mais íntima por meio de Cristo.

Porém, continua afirmando que se o povo sofreu as conseqüência por não ter obedecido naquela ocasião, muito mais nós (que estamos na presença de Deus) sofreremos se não obedecermos a vontade de Deus. Isso significa que não devemos nos afastar da presença de Deus, mas que devemos temer ainda mais a desobediência, pois se eles, que estavam distantes, deviam temer, muito mais nós que estamos na presença de um Deus santo.

Desenvolva o temor a Deus em sua vida. Lembre-se que o temor é fundamental para um relacionamento correto com Deus. Por isso, busque conhecer cada vez mais o Seu Deus e veja como ele é grandioso. Pratique a presença de Deus em sua vida. Lembre-se que não é necessário ir ao monte Sinai para contemplar a Deus, pois Ele está em todos os lugares.

Tema ao SENHOR toda a terra, temam-no todos os habitantes do mundo. Salmos 33:8

Autor: Ivis Fernandes

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