Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Colossenses 1:10

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

COMO CRIAR UM FARISEU

Comecemos com um pouco de história. Quem eram os fariseus? Os fariseus (juntamente com os escribas) foram os primeiros legalistas. "Fariseu" significa "aquele que é separado". Eles se orgulhavam em denunciar elementos impuros e profanos.

A separação física era de extrema importância. A santidade prática era considerada evidência de santidade pessoal. Lv. 11:44-45 era uma passagem central.

Os fariseus não tinham nenhuma tarefa mais importante do que proteger e propagar as leis de Deus. Eles tinham tanto respeito pelo conjunto original das Escrituras e queriam protegê-lo tão desesperadamente que começaram a ampliá-lo. Depois de um tempo, não só parecia útil fazer adições, mas também absolutamente essencial. Estas regras, como parte da lei oral, tornaram-se até mais importantes para os fariseus do que os mandamentos de Deus.



O equivalente dos fariseus hoje são as pessoas que têm medo de permitir que os cristãos vivam apenas com a Palavra de Deus. Eles acrescentam regras, regulamentos e padrões aos princípios bíblicos e então chegam ao ponto de acreditar que estes fazem parte da Bíblia.

É assim que funciona para os legalistas. Deus coloca um princípio e então o homem reduz o grande princípio de Deus a um conjunto de regras que pode ser um fardo, mas que certamente remove a responsabilidade individual de fazer escolhas. Finalmente, o homem eleva o "guardar as regras" a uma marca de espiritualidade e julga a si mesmo e aos outros por ela.

De todos os títulos degradantes que Jesus usou para descrever os fariseus, nenhum era mais devastador do que referir-se a eles como "fermento" ou "levedura." Jesus disse a seus discípulos: "Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia." (Lc. 12:1).
• O problema NÃO está em ter práticas tradicionais, nem mesmo com a distinção de uma igreja local.

• HÁ, porém, algo desesperadamente errado em apresentar estas preferências pessoais como verdades eternas.

Então, os fariseus eram críticos, orgulhosos; eles não diferenciavam entre tradições e os mandamentos de Deus. Eles também eram hipócritas, já que eles realmente não podiam viver o que ensinavam.

Mas nossa discussão não é sobre como lidar com legalismo na igreja (...). Ao invés disso, nós vamos falar sobre qual a relação disto com a educação de filhos.

Quero apontar algumas práticas - 12 delas - que, se você segui-las na sua conduta em educação de filhos, aumentarão a probabilidade de criar um fariseu.

Portanto, este é um programa de 12 passos para educar um fariseu.

1.Concentrar-se em assuntos externos em vez de internosVeja o sermão do monte (Mt. 5-6).

Isto é focar-se em controlar o comportamento da criança sem usar a Bíblia e oração para lidar com o seu coração. Isto produzirá um fariseu. Tudo parece bom do lado de fora, mas intimamente ele é corrupto (Mt. 23:23.24, 27.28).


• À medida que ele se torna adulto ele tem todos seus modos à mesa e "sim, senhores" no lugar certo, mas isso não significa que ele conhece a Cristo.

• Não iguale a adesão a regulamentos externos ao conhecimento salvífico de Jesus Cristo (Lc. 18:18-30, a história do jovem rico; Cl. 2:20.23).

• Em certo sentido, controles externos têm pouco ou nada a ver com o resultado final do coração de criança (Fp. 3:6).

Muitas pessoas que cresceram sem nenhuma influência cristã abraçaram a fé em Cristo e agora desfrutam os privilégios de um ministério útil. Portanto, cuidado com a falta de equilíbrio entre o externo e o interno.

Isto pode ser manifestado em contentar-se com "jeitinhos" para a solução de problemas. E não se conforme com um arrependimento superficial do seu filho.

2.Controle excessivo
Isto não é equilibrar disciplina com instrução. Isto é manifestado pela criação de regras e restrições DEMAIS, regras que são INÚTEIS ou regras que são SEVERAS E MUITO RÍGIDAS.

Não seja aquele sinal de menos ambulante que diz não pra tudo. Evite ficar administrando minuciosamente a vida de seus filhos, dizendo cada detalhe do que eles devem fazer.Dependendo da idade da criança, permita-lhe algumas liberdades.

Deixe-os buscarem seus sonhos e interesses. Entre no mundo deles. Estes planos e sonhos mudarão ao longo do caminho, portanto não seja tão rápido em mostrar como alguma coisa e ilógica. Você tem que pensar a longo prazo. Modismos vêm e vão.

Se você tenta controlar e administrar meticulosamente tudo que uma criança pensa e faz, você produz uma responsabilidade somente diante de você em vez de diante de Deus. Ao invés disso você quer criar uma consciência de Deus.

Não tente ser a autoridade maior.

Você deve ensiná-los a pensar por conta própria, como avaliar. Caso contrário, eles crescem sabendo apenas como viver pelas regras, os "pode" e os "não pode".

Você tem que permitir algumas liberdades ao longo do caminho. Caso contrário, você está sendo desnecessariamente controlador ou autoritário. Mateus 23:23.24: "que coais o mosquito e engolis o camelo".

Muitos pais tornam-se autoritários em assuntos que eles preferem.

• Não faça tempestade em copo d'água.

• Geralmente os "copos d'água" são coisas externas.

• Diga sim se você puder.

É especialmente importante, à medida que a criança cresce dar mais liberdade. Caso contrário, você não está deixando a criança crescer.

Outro assunto relacionado é o ser excessivo no seu controle. Focalizar demais em detalhes secundários e ficar chateado demais quando estes detalhes não saírem corretamente (apagar luzes, fechar portas, etc...). Sim, eu quero treinar meu filho nestas coisas, mas estas simplesmente não são as coisas mais importantes do mundo.

3.Reagir com exagero ao fracasso
Isto inclui não dar liberdade para falhar. É tratar o fracasso como o fim do mundo. Você deve enxergar o fracasso como uma oportunidade para instrução. Mas muitos pais vivem com MEDO do fracasso e assim tornam-se excessivamente controladores. Isto pode ser manifestado no chamar a atenção para todo erro. É um amor baseado no desempenho...esperando perfeição.

Vamos falar sobre perfeccionismo.

• Perfeccionismo é diferente de procurar excelência.

• Nós queremos ensinar nossas crianças a importância de desenvolver as habilidades que Deus lhes deu. Isto significa esforçar-se para atingir excelência.

• Mas nós não somos todos iguais. Algumas pessoas são mais talentosas que outras. Por isso é muito frustrante para uma criança pensar que ela tem que ser perfeita ou que ela tem que atingir um padrão que ela não é capaz de atingir.

É lastimável para uma criança pensar que NADA que ela faça jamais irá agradar seus pais. Isto é amor baseado no desempenho. Você só demonstra aprovação quando a criança satisfaz os padrões que você egoisticamente criou.

Por outro lado, sua satisfação com o plano de Deus para a vida do seu filho e com as habilidades que Deus deu a ele ajudarão impedi-lo de ser impaciente e de, então, irritá-lo.

De forma geral, pais perfeccionistas deixam um ambiente desagradável permear sua casa. Não há permissão para enganos e fracassos que são fundamentais à vida.

4. Ser não-perdoador e impaciente.

Pais nervosos e irritáveis, frustrados com tudo o que dá errado.

Em vez de uma casa cheia de alegria, há uma atmosfera opressiva e negativa. Escolhas pecaminosas feitas por suas crianças definitivamente precisam ser lidadas. Mas tenha certeza que há um fim visível para as conseqüências, com a casa voltando assim a uma atmosfera agradável de paz e tranqüilidade.



O lar é onde fracasso deveria prover uma grande oportunidade para treino. Onde encorajamento e apoio prosperam, há a habilidade para enxergar as lições de vida com clareza. Caso contrário, você pode levar sua criança à desesperança e desespero.

Quando você não estiver sabendo lidar com o fracasso deles, você está ensinando como ser não perdoador.

5. Colocando preferência acima do princípio bíblico
Alguns pais são propensos a enfatizar regras que realmente não refletem, em nada, a Bíblia. Pelo contrário, as regras refletem preferências pessoais.

Não há nada inerentemente errado em manter algumas regras que vêm de preferências pessoais, regras da casa. Às vezes estas regras têm a ver com o desenvolvimento de um ambiente seguro ou com a necessidade de manter certo controle para que não haja um caos absoluto na casa. Quando os filhos fazem a lição de casa ou quando tomam lanche, quando eles podem brincar lá fora... Você não encontra "lição de casa" na sua concordância, simplesmente não está lá, então você tem que fazer uma regra da casa. Faça o que você acha melhor. Mas tome o cuidado de não igualar estas regras aos mandamentos bíblicos, ou permitir que se tornem excessivas em número. Isto é o que os fariseus faziam.

Regras da casa sobre limpar o quarto, fazer lição de casa etc... temos que tê-las, mas não tente convencer seu filho que aquela regra é encontrada em algum lugar em Ezequiel. Admita, é uma regra da casa, nós vamos fazer isto porque o pai quer que seja feito assim.

Se você está impondo muitas de suas preferências, ou negligenciando o ensino de princípios bíblicos à medida que a criança amadurece, então as regras preferenciais podem ser percebidas como sendo iguais aos mandamentos e princípios bíblicos e a criança cresce com esta mentalidade farisaica.



Seja honesto sobre seus pontos de vista e sobre o que é e o que não é Palavra de Deus. Podemos confiar na soberania de Deus e o trabalho do Espírito de Deus no coração da criança sendo honestos. Eu posso dizer: não filho, a bíblia não diz que isso é um pecado, mas eu lhe darei algumas coisas sobre as quais pensar. Aqui estão razões por que a mãe e o pai não fazem isto, aqui estão algumas coisas que nós pesamos e aqui estão alguns princípios bíblicos. Você terá que refletir sobre isso.

Estou falando sobre desenvolver convicções. Você precisa ter convicções. Romanos 14 diz que nós vivemos dessas convicções e se nós pecarmos contra essas convicções, nós pecamos contra nossa consciência. Não tenha medo, não tente espiritualizar tudo.

6. Separatismo desnecessário


À medida que seus filhos crescem, eles devem estar envolvidos com outras crianças; este é um campo de provas e fornece oportunidades para treino. E seus adolescentes devem poder estar com outros adolescentes.

Eu entendo que há um equilíbrio aqui. Você tem que exercitar sabedoria, você deve discernir sobre a companhia que seu filho escolhe, mas não vá até um ponto de separatismo desnecessário. Alguns pais vão a tal extremo que não permitem que seus filhos freqüentem as classes de escola dominical da igreja, ou que seus adolescentes e jovens se envolvam no grupo de mocidade.

Escute, o grupo de adolescentes da igreja é um ótimo lugar para seus filhos estarem ao redor de outras crianças: crianças não cristãs, crianças piedosas, crianças comuns. Eles precisam conviver com todos estes.

Mantenha a educação de filhos simples. Não faça da educação um complicado sistema de regras, regulamentos e controle excessivo.Tenha cuidado também com separatismo excessivo em seu bairro. Eu falei uma vez com um pai que estava preocupado com seus filhos mais velhos. Eles estavam formando suas próprias famílias e estavam se tornando até MAIS separatistas e ele estava finalmente percebendo que nunca tinha ensinado seus filhos como alcançar os incrédulos.

7. Julgando outros... outras famílias
Isto significa ser crítico sobre outras famílias, sobre coisas que estão acontecendo na igreja; ser crítico de tudo, freqüentemente encontrando faltas em casa, uns nos outros, de outras pessoas, produzindo uma chuva constante de crítica.

Quando você faz isto na frente das crianças, está desenvolvendo este espírito crítico nelas. Normalmente você julga os outros por suas tradições, suas preferências, seus padrões, suas convicções. Romanos 14 adverte contra isso.

8. Sendo "agressivo" - um lutador
Fariseus são lutadores. Eles lutam contra tudo o que não concorda com eles. Então, para este tipo de pai, todo assunto é motivo para briga. À medida que a criança observa que você confronta cada coisa errada na igreja, todo exemplo de pensamento errôneo nos outros, ataca tudo o que está errado no mundo, tudo o que está errado nas igrejas, no bairro, em sua família, eles aprendem o estilo de vida de um lutador.

Assim, eles acabam aprendendo o que lutar contra e não necessariamente o que lutar por.

9. Mostrando favoritismo

Com isto eu quero dizer mostrar favoritismo de uma criança em relação à outra.


Isto ensina a criança a querer estar somente com pessoas que são como você e que atingem as suas expectativas. Fariseus são assim, gostam de andar com pessoas que são como eles. Isto pode conduzir ao separatismo que nós mencionamos anteriormente.



O triste é que, quando você favorece uma criança em relação à outra, você acaba prejudicando ambas. Não mostre favoritismo, busque a ajuda de Deus. Eu entendo que, às vezes, uma criança pode ser mais irritante que a outra, mas elas são todas especiais.

10. Nenhum humor

Nenhuma diversão. Você precisa saber como não se levar tão a sério e como não levar as coisas neste mundo tão a sério às vezes.

Relaxe. Ensine seu filho um bom senso de humor. Eu não estou falando de humor grosseiro, mas de tornar a vida divertida; fazer coisas divertidas. Construir afeto familiar, um ambiente onde há prazer de estar junto.

11. Construindo a auto estima deles
Em nenhuma parte na Bíblia você acha o assunto da auto-estima sendo ensinado. Esse é um conceito psicológico mundano que foi introduzido na igreja por algumas pessoas respeitadas. É algo que eu não quero desenvolver em meus filhos de forma alguma.

Uma "auto estima elevada" não é um conceito bíblico. Nem a necessidade de aprender a amar a si mesmo. Esta é uma interpretação errônea de algumas passagens. Nosso problema é que nós nascemos amando a nós mesmos. Esse é o problema, não a cura!

Ênfase na auto estima encoraja os indivíduos a se tornarem como os fariseus. Eles são encorajados a aprofundarem-se em si mesmos, a serem focados em ego, elogiarem-se a si mesmos.


Eu não ensino meus filhos que eles têm algum valor inato. Eu os ensino algo mais bíblico. Eu os ensino, em primeiro lugar, que eles são especiais. Por que eles são especiais? Porque eles são feito à imagem de Deus, e em Cristo eles podem ser não só especiais, mas podem ser úteis: "criados em Cristo Jesus para boas obras"(2). Assim eu lhes ensino o que significa valorizar a Deus, e então valorizar os outros como mais importantes do que eles.

E não dê exemplo de egocentrismo. Uma maneira como isto acontece na educação dos filhos é cair na cilada de enxergar a existência de seus filhos como sendo para sua própria felicidade. Alguns pais acreditam que eles têm filhos para fazê-los feliz.

"Eles existem para meu prazer."

E você fica transtornado se eles perturbam sua felicidade, interferem enquanto você assiste a sua televisão e causam alguma confusão para você.

"Eu tenho o direito a um filho sem problemas."

Isto ensina a ser egocêntrico. Viva a vida com eles e viva uma vida diante deles que exemplifique alegria no Senhor, gratidão pela vida. E demonstre muita paciência e graça pelo caminho.Um assunto relacionado ao egocentrismo é usar os filhos para impressionar os outros. "Exibir" seu filho os ensina a viver para impressionar os outros, medo de pessoas.
Não faça as crianças se exibirem: recitando a Bíblia, cantando. Eu quero que meus filhos memorizem as Escrituras e cantem, mas há um jeito certo de fazer isto e uma motivação certa. Não use seus filhos para trazer glória para você mesmo.

E eu não ponho adesivos no meu carro me gabando sobre meu filho: Eu fico atrás de alguns que têm uns 20 adesivos de quantas vezes o filho foi um "estudante de honra" etc...

Isto é chamar atenção para si próprio!

12. Falta de espiritualidade genuína

Viver hipocritamente ensina hipocrisia. Você não será perfeito como pai, mas deve haver um nível de integridade visível para suas crianças. Algum nível de busca de Cristo que eles vejam.



Salmo 15 - fala sobre integridade. Integridade significa totalidade. Não importa pra que lado o girarem seu filho vai ver sempre a mesma coisa. Eles não vêem uma coisa no domingo e outra coisa qualquer durante a semana.

Viver uma espiritualidade genuína é viver uma vida que busca a Cristo de forma que seus filhos sabem que você sabe que você precisa de Cristo, você tem Cristo como o centro da sua vida. Não são só princípios pelos quais você está vivendo. Você está seguindo uma pessoa! O legalista não vê obediência do jeito certo. Um legalista vê obediência como: eu tenho que obedecer para ser aceito por Deus. Uma verdadeira mentalidade cristã, e o que eu quero mostrar para meus filhos, é que eu sou aceito, por isso quero obedecer.

Uma falta de espiritualidade genuína pode se manifestar num pai que nunca admite seu erro. Provérbios 28:13. Isto dá às crianças uma impressão errada de espiritualidade, assim como muito do que nós já falamos, como enfatizar nas coisas externas mais do que nas internas. Você ensina que eles devem pôr ênfase nisso. Legalismo, em sua essência é um substituto barato para verdadeira espiritualidade!

Conclusão
Mantenha a educação de filhos simples. Não faça da educação um complicado sistema de regras, regulamentos e controle excessivo. Basicamente, discipline quando eles claramente desobedecem, e dê-lhes muito amor.

Viva a vida com eles e viva uma vida diante deles que exemplifique alegria no Senhor, gratidão pela vida. E demonstre muita paciência e graça pelo caminho.

Carey Hardy - Trabalhou de 1993 a 2006 na equipe pastoral da Grace Community Church, tendo sido assistente pessoal de John MacArthur Jr. Atualmente é pastor sênior da Twin City Baptist Church na Carolina do Norte.

Texto de: Diac. Romeu Campelo (IEAD-Cacimba do Povo)

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